Por
Tereza Figueiredo
Não
é novidade a opressão sofrida pela mulher na cultura islâmica. No
Afeganistão, país onde o islamismo aplica seus ensinamentos tanto
na esfera privada quanto na esfera pública, algumas famílias vestem
suas meninas durante a infância com trajes de meninos para que estas
possam desenvolver atividades exclusivas do sexo masculino, a exemplo
de frequentar a escola com regularidade e transitar desacompanhadas
livremente.
Assim,
meninas desde os primeiros anos de vida são tratadas, vestidas e
educadas como homens e assumem também este papel nos espaços
públicos, de modo que nem mesmo seus grupos de amigos suspeitam do
seu verdadeiro sexo biológico. Caso este seja descoberto, age-se
naturalmente e a menina continua a ser tratada como um garoto.
Fenômeno
parecido com o que acontece em uma pequena parte da Albânia, com a
tradição das virgens juramentadas, os
bacha posh, indivíduos considerados como de um terceiro gênero, têm
um destino mais triste: enquanto que a virgem juramentada pode
permanecer no papel masculino durante toda a vida se assim desejar,
no Afeganistão os bacha posh, ao atingir a puberdade, são forçados
a reassumir a identidade feminina.
