Descrição
para cegos: foto mostra uma mulher tirando foto de uma parede grafitada
Por Mikaella Pedrosa
Sem dúvida as paredes que limitavam o alcance
das ideias feministas pelo mundo se tornaram inexistentes. A internet, em
especial as redes sociais, proporcionou um meio essencial para a organização
política do movimento feminista. Donna Haraway já problematizava em 1985 a “tecnocultura”, que seria a fusão entre o
homem, a máquina e o produto disso influenciado por movimentos sociais, como o
feminismo.
Descrição para cegos: tirinha da marca de sopas Vono que traz o diálogo onde uma mulher pergunta "Quem somos?", "E o que queremos?" e "E o quando queremos", enquanto três mulheres respondem, respectivamente, "Mulheres!", "Não sabemos!" e "Agora!!!".
A Vono, conhecida
marca de sopas, publica em sua página oficial no Facebook uma propaganda com
tom humorístico, mas extremamente ofensiva à mulher. A propaganda alega que as
mulheres não sabem o que querem, nem quando querem. A campanha foi alvo de
críticas por muitos usuários da rede social que se manifestaram contra a
propaganda. Essa não foi a primeira publicação da marca que reduz a mulher a
estereótipos fúteis e insignificantes. Clique aquipara ver a crítica da
blogueira Jarid Arraes sobre a campanha. (Jade Santos)
Descrição para cegos: slogan da campanha "Homens, Libertem-se".
Homens são criados para comandar o mundo. Desde as mamães que fazem questão de que seus filhos não lavem os pratos até a educação sexual que manda “pegar geral”. A construção da masculinidade segue padrões rígidos que vão da primeira bolinha de futebol até a obsessão pelo tamanho dos órgãos genitais. O problema é que essa construção social é frágil, e quando ameaçada por qualquer demonstração de fraqueza, afeto ou qualquer coisa que seja lida como “feminina”, torna-se sinal de fragilidade ou emasculação.
Essa hipermasculinidade tão incensada e tão insensata que se julga séria vem sendo discutida através da campanha “Homens, Libertem-se/MenGetFree”, do coletivo mo[vi]mento MG/RJ em parceria com o grupo de teatro The Living Theatre, de Nova York.
A ideia da campanha é questionar o sistema patriarcal e as dimensões da construção do homem, promovendo maior respeito entre os gêneros.
A campanha pede a libertação dos homens pela quebra dos aspectos que giram em torno do “gênero masculino”, pelo desfrutamento da liberdade de ser quem é e não o que a sociedade machista impõe. Somos muitos, todos diferentes e o respeito por nossas diferenças não deve ser pedido e nem conquistado, respeito é um direito universal.