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quinta-feira, 9 de maio de 2019

WAPICHANA, KAIMEN MANAWYN!


Descrição para cegos: Joênia Wapichana, indígena, está de perfil olhando de frente para a
câmera que tira foto do seu busto.


Diversidade não é uma das características dos espaços políticos de poder, mas Joênia Wapichana desafiou isso e conseguiu chegar à Câmara Federal como a primeira mulher indígena eleita para a casa. Ela agradeceu seus eleitores com o título dessa matéria “kaimen manawyn” que significa “muito obrigada” na língua da tribo Wapichana.

Representando Roraima, ela entrou pra história da nossa jovem democracia, mas não foi a primeira vez que ela se tornou a pioneira em algo: se formar em Direito pela Universidade Federal de Roraima e também na University of Arizona, são exemplos disso.

Quer conhecer mais de sua história e suas propostas? A Assessoria de Comunicação da Funai a
entrevistou e disponibilizou.


OI, MENINAS, NO POST DE HOJE...

Descrição para cegos: uma mulher utilizando um computador enquanto segura um bebê apoiado na mesa.


Aqueles momentos de tédio que passamos o feed do facebook distribuindo likes, amei
e grr (esse último são para as besteiras que o presidente diz), de repente me deparei com um
vídeo da Blogueirinha e sua filhinha, Xay, com a seguinte legenda:

“Não julgo essa maternidade real! Dias de fúria de toda mãe!”

Estava em um grupo de mães e, pelos comentários, elas não sabiam quem as
personagens do post são. Logo, começaram as críticas e comparações com outras influencers
bem famosas e seus posts sobre a maternidade, principalmente com a clássica de que ser mãe
é uma benção e reclamar é um pecado.

Mães perfeitas, filhos perfeitos, fraldas e lookinhos do dia patrocinados, a vida que
todos os comentários do post desejavam.

200 e tantos comentários depois, vi um outro post no mesmo grupo:

“Meninas, não me julguem, mas hoje só queria conseguir rir de qualquer coisa. Meus filhos e
meu marido estão me deixando louca.”

quarta-feira, 8 de maio de 2019

MARIE CLAIRE, MINHA AMIGA DE INFÂNCIA

Descrição para cegos: capa da revista Marie Claire de 1997 com uma modelo usando maiô amarelo modelo asa delta


Lembro de ir no gabinete- é assim que chamamos salão de cabeleireiro, no Ceará, o
meu estado natal- acompanhar minha mãe em suas visitar pra pintar e escovar seus curtos
cabelos – o molde Fátima Bernardes estava em alta nos anos 90.

Criança inquieta eu corria de lá para cá naquela salinha apertada, um puxadinho da
sala da dona de casa, que intercalava cabelos com o jantar do marido, eis que encontrava as
revistas pra folhear, nenhuma em quadrinhos, pois, lá não haviam crianças além de mim. E
assim peguei minha primeira Marie Claire em 1996: uma mulher com sobrancelhas finas e boca
vermelha estava na capa, não lembro quem, mas não esqueço dessas duas características.
Via as roupas, as modelos, os casais, via tudo, pois abria as páginas com liberdade e
foi assim por vários finais de semana até o dia que minha mãe ouviu “O QUE É SEXO?” saindo
por minha boca e atravessando todos os ouvidos daquela pequena sala.

Fuxico, murmúrio, “isso não é coisa pra criança” todas falaram pra mim, “você não
vem mais comigo” disse minha mãe. E, assim, não tive mais minha leitura dos finais de
semana.

Hoje, 22 anos depois, a necessidade de buscar leitura sobre o machismo nas revistas
femininas, levou a mini-menina a lembrar da sua velha amiga de infância ao se deparar com
edições que não buscavam responder e, sim, em questionar o mundo ao seu redor, elas não
calam, ao contrário, nos fazem gritar por todas nós.Reencontrei minha velha amiga e ela fez
com que eu mesma me reencontrasse.

terça-feira, 7 de maio de 2019

LOLA: ENTRE REDES E ATIVISMO

Há pouco dizíamos que a internet era terra de ninguém, felizmente houve uma brusca
mudança e nós estamos marcando nosso espaço de discussão e engajamento para nossas
pautas. Assim, vemos a principal característica do ciberativismo feminista: utilizar a rede
mundial de computadores para compartilhar nossas opiniões, conquistas e necessidades
enquanto mulheres que se rebelaram contra o status patriarcal da sociedade a qual ainda
vivemos, um movimento que revela a modernização da militância de rua e a chance para que
diversas vozes possam ser ouvidas no mundo real, mas uma sempre me chamou atenção por
sua insistência em anos de escrita, denúncias, invasões de privacidade com sua família e
esperança nas mulheres. Ela é a Lola.



Descrição para cegos: Imagem em preto e branco com a foto de Lola usando uma camisa com
a frase “Lute como uma garota”


A professora Lola Aronovich foi a percussora desse movimento, com seu blog
“Escreva Lola Escreva”, ainda ativo e atualizado diariamente. Nele, além de comentar casos
atuais de machismo, misoginia e outras características da onda conservadora que caminham
com rapidez no país, ela faz denúncias contra espaços digitais nos quais criam e difamam
militantes de esquerda com a criação e divulgação de fake news. Com o passar dos
anos, novas plataformas foram surgindo e com elas novas protagonistas, mas Lola não perdeu
evidência e continuou a ser uma das vozes mais respeitadas nos locais de discussão de
gênero, por isso, as telas não foram suficientes para seu discurso e sua presença se tornou
recorrente em diversos eventos de discussão acerca do tema.

Lola é o olhar de luta, aquele que, muitas vezes, diante de tantas notícias ruins sobre
nossos direitos em constante regressão até a total suspensão, ressignifica a nossa própria
crença em continuar. Se Lola continua, nós continuamos juntas a ela.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

PRAZER, EROTISMO EMPREENDEDOR



A triologia cinematográfica brasileira, “De Pernas pro Ar”, mostra o cotidiano de uma empresária da indústria de produtos eróticos, mas ali, ainda temos muitas adaptações quanto aos perregues que as empreendedoras do ramo passam no dia a dia.

Ianelli Lopes, uma administradora de empresas cearense, de 23 anos, mostra que, ser mulher, jovem e sem freios com tabus podem ser o combustível necessário para investir numa área que muitos ainda sentem vergonha em usufruir, como ela fala com a gente em entrevista para o Blog Cidadania em Pauta: Questões de Gênero.




Descrição para cegos: Ianeli sorrindo com sua beca preta no dia de sua formatura.



Juliana Lima: Como iniciou teu desejo em trabalhar com produtos eróticos?

Ianelli Lopes: Comecei porque minha mãe estava com problemas de saúde e eu precisava estar presente durante seu tratamento dela, em escritório não é possível fazer seu próprio horário.
A possibilidade de vender os produtos surgiu com um casal com o qual eu tinha uma relação, pois eles vendiam de forma pequena, sem clientes fidelizados, e ali vi a possibilidade de um negócio lucrativo. A margem de lucro era alta, mas a falta de divulgação limitava muito o contato entre o negócio e os clientes, então eu resolvi colocar em prática a minha formação em administração. O negócio foi crescendo, a mulher do casal pediu a separação de mim e continuei sozinha uma loja virtual com vendas pelo Instagram e a domicílio.

JL: É um mercado que está sobrevivendo pela atual crise?

IL: Tem crescido bastante, principalmente os produtos nacionais são de excelente qualidade, porém ainda enfrentamos a dificuldade da divulgação, porque as leis brasileiras limitam muito a propaganda sobre produtos eróticos - tanto que todos são vendidos como: cremes corporais, óleos corporais, geis corporais e massageadores corporais, nada pode ser direcionado ao sexo, por mais que a gente saiba seu real uso.
Sobre a crise, ela tem impactado muito nas nossas vendas, porque produto erótico é item de luxo e o poder de compra do trabalhador tem caído muito, então os primeiros negócios que caem são os micros como o meu.

JL: Sabemos que o mercado erótico é feito para homens, a partir do imaginário deles. Como as mulheres chegam até você?

IL: Hoje, a minha clientela é 70% feminina, 25% gay e os outros 5% são homens casados e/ou fetichistas.
Os homens são mais tímidos, acredito que por eu ser mulher e agir com naturalidade ao atender facilita nas vendas, já as mulheres têm mais facilidade de chegar e conversar comigo, mas a visão de muitas, sobre minha profissão, se divide em quem: não levar nosso trabalho a sério.

Nesse momento, Ianeli pediu uma pausa para beber água, com um semblante mais sério, retomou a fala para citar os casos de assédio que já passou durante as vendas:

IL: Muitos homens me procuram não pra comprar produtos, mas sim porque acham que é mais fácil me levar pra cama, usam a desculpa de comprar meus produtos pra experimentar comigo, então preciso exercitar um jogo de cintura pra saber quando é um cliente sério e quando é um que posso evitá-los sem me preocupar.
Sei que não sou a única a passar por essas situações, conheço outras mulheres do mesmo mercado relatam problemas parecidos, então o assédio é bem constante nesse meio, mesmo assim continuamos nossas vendas e não são esses casos que nos farão parar.


JL: Essa experiência, mesmo com os percalços, rendeu dicas para quem está iniciando no mercado erótico?

IL: Sim, as dicas básicas são: investir em produtos diferenciados, conhecer o que vocês estão vendendo, testar antes de oferecer para conhecer os benefícios, como funcionam e para que servem - o mercado produz muitos itens de higiene e saúde sexual - mas precisa tomar cuidado com entre o profissional e o pessoal, ninguém quer cliente lembrando de vocês na hora h, né?
O principal é ser sincero, isso é o verdadeiro fidelizador de clientes, mesmo que outros vendam mais barato, as pessoas compram pela confiança e segurança que o vendedor passa.

domingo, 28 de abril de 2019

Precisamos falar sobre transtornos alimentares


Por Mônica Barros


Fonte: Blog Quilombo Cibernético

Descrição para cegos: Mulher negra, magra, se pesando em uma balança, em frente ao espelho

As pressões sofridas pelas mulheres, devido ao padrão da magreza e branquitude, são fatores que as adoecem cada vez  mais . Uma pesquisa divulgada na Veja, em 2014, revelou que 77% das mulheres são propensas a distúrbios alimentares, um dado alarmante.

Ao abordar esse tema, é preciso entender os fatores externos que adoecem a mente de muitas mulheres na busca por atingir esse dito “padrão”. A estudante de Comunicação, Pryscila Galvão, produziu um relato pessoal enquanto uma mulher negra que foi vítima de bulimia.

No relato emocionante, Pryscila nos conta seus medos, traumas e principalmente como os fatores sociais cruzados (machismo e racismo) afetaram a sua saúde física e mental. Confira o relato completo clicando aqui



terça-feira, 2 de abril de 2019

A condição cruzada das Mulheres Negras no mercado de trabalho



Descrição para cegos: Jurema Werneck, mulher negra, articulando as mãos enquanto faz uma fala para a câmera. A imagem é uma captura de vídeo de sua palestra

Por Mônica Barros
Em entrevista para o projeto “Mulheres de Luta” da Lascene Produções, Jurema Werneck - diretora da Anistia Internacional no Brasil - conversa a respeito dos efeitos do patriarcado e do racismo na desigualdade de renda que alimenta a pobreza na qual as mulheres negras estão inseridas, em contra partida que o homem branco ocupa o lugar privilegiado do mercado de trabalho. Jurema cita a invisibilidade do trabalho da mulher negra nas categorias de base, e a ausência de sua presença na política e em cargos empresariais, além das e as dificuldades enfrentadas por atrizes e jornalistas ao assumirem seus cargos. Confira o vídeo completo clicando aqui


Palavras-chaves: Mônica Barros, Jurema Werneck, mulheres negras, mercado de trabalho, interseccionalidade, feminismo

terça-feira, 26 de março de 2019

Um olhar sobre a segurança digital feminista



Fonte: (http://blogueirasnegras.org/guia/)
Decrição para cegos: Animação de duas mulheres usando a internet, a da esquerda pelo tablet e a da direita pelo computador. No centro da imagem temos as frases "autocuidado na rede", "curto e compartilho" e "para não deixar brechas para embuste, leia nosso guia."
Por Mônica Barros


     Desde que a chamada “explosão das redes sociais”, principalmente as imediatistas como Whatsapp, Snapchat e Instagram, aconteceram inúmeros casos de assédio virtual, difamação, exposição de fotos íntimas, entre outros tipos ataques direcionados às mulheres. A construção social de vulnerabilidade política e sobretudo moral das mulheres, faz com que nesses espaços estejamos sujeitas a diversos tipos de violência, inclusive as já naturalizadas no dia-a-dia.

     Ao mesmo tempo em ataques virtuais seguiram acontecendo, o movimento feminista ocupou a internet de diversas formas, criando espaços de acolhimento e propostas de combate a violência virtual contra a mulher. Recentemente a Universidade Livre Feminista, junto com o coletivo anarquista Maria Lab, SOS Corpo e apoio do Global Fund for Women, desenvolveram cursos e cartilhas de segurança digital feminista, com tutoriais e dicas de proteção contra ataques, comportamentos nas plataformas, e direcionamento para a articulação de redes de apoio virtual de fortalecimento de mulheres.


     A ação desenvolvida é de grande importância para o movimento feminista, após a assustadora onda de criminalização dos movimentos sociais e coletivos que defendem os direitos humanos. No Brasil a onda se intensificou em 2013 e tomou uma proporção maior após o golpe que retirou o poder da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016. O sendo o golpe foi a própria manifestação da cultura patriarcal na qual estamos inseridas, que persegue e desmoraliza mulheres que se empoderam e assumem posicionamento político.


     A oficina em João Pessoa aconteceu em outubro do ano passado (2018), com articulação do Cunhã Coletivo Feminista. A ação foi realizada durante uma tarde com roda de conversa e formação para mulheres que atuam na militância. As cartilhas e dicas compartilhadas na oficina, também estão disponíveis no site da Universidade Livre Feminista, e está disponível para download; além disso, no mesmo site, estão disponíveis cursos de formação feminista para todas gratuitamente.
  

Créditos: Cunhã Feminista
Descrição para cegos: Mulheres reunidas se abraçando em circulo.


     Em um momento de tensão política em que vivemos, é preciso articular redes de segurança e apoio entre mulheres, e priorizar o debate da segurança digital e adotar as práticas e comportamentos que venham nos fortalecer no campo virtual, para que as nossas pautas e direitos não sejam atingidos.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

"Girl power"

Descrição para cegos: tirinha com 4 quadros. Acima do 1º quadrinho, aparece a frase: “setor criativo”. Neste, mulher sugere a seu chefe que comecem a produzir blusas com “estampas feministas”, ao que ele responde, aborrecido: “e você acha que eu quero essas coisas de feminazi aqui?”. No 2º, um homem sugere: “chefe, as nossas concorrentes tão estampando as blusas com frases como ‘girl power’. Por que simplesmente não seguimos a onda?”. No 3º, o chefe responde, satisfeito: “genial, Beto! A modinha dá lucro mesmo. Você merece um aumento”. No último quadrinho, a mulher aparece chateada.

Confira a tirinha no tamanho original.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Desaprincesamento

Descrição para cegos: Montagem com as fotos das professoras entrevistadas no estúdio, durante a entrevista. À esquerda: foto da professora Glória Rabay. À direita: foto da professora Zulmira Nóbrega.

Neste sábado, o Espaço Experimental recebeu as professoras Glória Rabay e Zulmira Nóbrega, do Departamento de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Elas foram convidadas para falar sobre desprincesamento, algo como o feminismo na infância, que permite as meninas se livrarem dos clichês impostos pelos padrões da sociedade conservadora e reproduzidos pelos meios de comunicação de massa. A produção foi de Gabriela Güllich, Marina Cabral e Robson Martins. O Espaço Experimental é um programa que vai ao ar todos os sábados, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Felipe Lima)

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Revista Seito foi pioneira do feminismo no Japão

Descrição para cegos: fotografia antiga mostra um grupo de mulheres japonesas sentadas, vestidas tradicionalmente. Elas estão reunidas para aprender a escrever. A maioria delas está olhando em direção à câmera. Em segundo plano, um quadro branco com alguns símbolos do idioma japonês escritos.

Apesar da modernização e de avanços que possibilitaram a escolarização de algumas mulheres, o Japão do começo do século XX ainda mantinha ideias patriarcais rigorosas quanto ao papel e o comportamento feminino. Nesse contexto, um grupo de mulheres elaborou um projeto voltado para a audiência feminina, uma publicação em que as japonesasse sentiram representadas.Trata-se da revista literária Seito, que em pouco tempo também acolheu a contestação dos valores da cultura patriarcal da época, tornando-se pioneira no movimento feminista do Japão. Leia a reportagem do Nexo Jornal. (Felipe Lima)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A revolução será ciberfeminista

Descrição para cegos: foto mostra uma mulher tirando foto de uma parede grafitada

Por Mikaella Pedrosa 

        Sem dúvida as paredes que limitavam o alcance das ideias feministas pelo mundo se tornaram inexistentes. A internet, em especial as redes sociais, proporcionou um meio essencial para a organização política do movimento feminista. Donna Haraway já problematizava em 1985 a “tecnocultura”, que seria a fusão entre o homem, a máquina e o produto disso influenciado por movimentos sociais, como o feminismo. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Série de vídeos mostra machismo às avessas

Descrição para cegos: imagem de um vídeo do DRelacionamentos mostra o seguinte texto: “DR apresenta como seria se machismo fosse ao contrário”. Sob o texto, a imagem de mulheres à mesa, brindando, enquanto um homem sem camisa, atrás delas, segura uma garrafa contra o peito como forma de satirizar a maneira sexualizada que as mulheres são representadas em comerciais de cerveja.

O canal DRelacionamentos, no Youtube, começou uma série de vídeos em que satirizam as posições socioculturais de gênero que nos foram impostas. Nos esquetes, os papéis são invertidos:homens são submetidos às mesmas situações que as mulheres sofrem diariamente, em que suas imagens são relegadas a conceitos de gênero estereotipados. O objetivo é causar estranheza e fazer refletir o porquê desse sentimento, visto que os mesmos preconceitos e assédios sofridos pela mulher foram tratados com naturalidade durante muito tempo. A série pretende reforçar que o feminismo não é uma espécie demachismo às avessas. (Felipe Lima)

terça-feira, 1 de agosto de 2017

“Quero que os fãs não tenham medo do meu gênero”

Descrição para cegos: foto da atriz Jodie Whittaker trajando sobretudo preto. Atrás dela vê-se uma floresta. 
Produzida e lançada pela emissora de televisão BBC em 1963, a série Doctor Who conta com renovações regulares de elenco. Há 54 anos no ar, o programa nunca contou com uma atriz interpretando o protagonista: Doctor, um alienígena com a capacidade de modificar sua aparência e personalidade para evitar a morte. Contudo, no último dia 16, a atriz inglesa Jodie Whittaker foi escolhida a 14ª pessoa para encarnar o personagem. O site Doctor Who Brasil noticiou a escalação e ainda traduziu uma entrevista na qual a atriz fala sobre a importância de ter uma mulher ocupando o papel. Confira na íntegra clicando aqui. (Lucas Campos)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Helen Mirren dá uma lição sobre o “ser” feminista

Descrição para cegos: foto da atriz Helen Mirren em seu discurso na Universidade de Tulane. Ela está vestida com uma beca e fala ao microfone em um púpito que contém o nome da universidade.
Helen Mirren é uma renomada atriz britânica, vencedora do Oscar de melhor atriz por seu papel em A Rainha, filme de 2007. Entretanto, no último dia 20 de maio ela se destacou por outro motivo: foi oradora de uma turma de formandos da Universidade de Tulane, em Nova Orleans, nos Estados Unidos. Em seu discurso, ela disse que até pouco tempo atrás não era adepta do feminismo, mas que hoje já entendeu o que significa ser feminista e que o movimento é necessário para que não haja retrocesso na sociedade. Leia a matéria do jornalista do El País Brasil Emilio Sánchez Hidalgo sobre o discurso da atriz na Universidade de Tulane. (Vitor Feitosa)

domingo, 4 de junho de 2017

O batuque engajado e feminista do Coco das Manas – I

Descrição para cegos: foto de 17 integrantes do grupo em uma praça, à noite. Elas estão posando para a câmera, algumas de pé e outras sentadas. Diante delas, há alguns instrumentos de percussão no chão. No fundo aparecem luzes, casas e ônibus.

A garota que bate tambor nas manifestações populares já é uma imagem comum. Mas, acredite, ainda enfrentam machismo mesmo nos movimentos sociais. Porém, elas se organizaram e agora ocupam também os palcos com sua batida forte e canções engajadas. É o Coco das Manas, que nasceu na ocupação contra a extinção do Ministério da Cultura e hoje atrai público para ouvi-las clamar contra as injustiças e louvar as venerandas da cultura popular. Para conhecer melhor esse coletivo, ouça a entrevista que fiz com meu grupo com as integrantes Cinthya Luz e Jô Pontes para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB (Vitor Feitosa).


O batuque engajado e feminista do Coco das Manas – II

Descrição para cegos: foto de Jô Pontes e Cinthya Luz no estúdio, durante a entrevista.
A garota que bate tambor nas manifestações populares já é uma imagem comum. Mas, acredite, ainda enfrentam machismo mesmo nos movimentos sociais. Porém, elas se organizaram e agora ocupam também os palcos com sua batida forte e canções engajadas. É o Coco das Manas, que nasceu na ocupação contra a extinção do Ministério da Cultura e hoje atrai público para ouvi-las clamar contra as injustiças e louvar as venerandas da cultura popular. Para conhecer melhor esse coletivo, ouça a entrevista que fiz com meu grupo com as integrantes Cinthya Luz e Jô Pontes para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB (Vitor Feitosa).

segunda-feira, 6 de março de 2017

Mobilizações marcarão o Dia Internacional da Mulher

Descrição para cegos: foto com várias mulheres que trabalham e estudam na UFPB. Elas estão em uma sala fechada, algumas em pé e outras sentadas. Todas estão sorrindo para a foto e a maioria está com o braço levantado em sinal de luta.
Por Vitor Feitosa

Uma grande paralização está marcada para acontecer em vários países na próxima quarta-feira, dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Mulheres ao redor de todo o mundo estão se unindo para que essa data não passe em branco, e que seja possível estimular a reflexão tanto sobre o lugar da mulher na sociedade contemporânea, quanto sobre a luta contra as formas de opressão contra a mulher que ainda existem, como o machismo e todos os tipos de violência. A ideia é também de passar a mensagem de que os movimentos feministas estão mais ativos do que nunca, e que a união é realmente necessária para fazer a força.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Pesquisador propõe feminismo como tema central dos direitos humanos

Descrição para cegos: foto de Cesar Baldi olhando para a câmera. Atrás dele veem-se as rampas de acesso ao CCJ da UFPB e parte da feira cultural do Seminário Internacional de Direitos Humanos (uma banca de livros onde uma mulher conversa com alguém e um suporte para expor roupas à venda).


Segundo Cesar Baldi, a crítica aos privilégios da masculinidade feita pelo feminismo não pode continuar sendo tratada como um adendo aos direitos humanos. Ele também faz restrições à forma como esses temas são abordados na universidade. Para o pesquisador, essa abordagem é de baixa intensidade, vinculada à vertente da cidadania, não trabalhando duas questões fundamentais: a sexual e a racial. Cesar Augusto Baldi tem doutorado em Direitos Humanos e Desenvolvimento pela Universidade Pablo de Olavide, na Espanha. Ouça a entrevista que o repórter Diego Nascimento realizou para o Espaço Experimental, programa que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Vitor Feitosa)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Evento semanal na UFPB divulga produção científica feminina


Descrição para cegos: foto das estudantes Gabriela, Isabela e Lívia lado a lado, rindo para a câmera. Elas vestem blusas iguais, alusivas ao projeto Mulheres na Ciência.

Todas as sextas-feiras, às 17 horas, o auditório do Departamento de Sistemática e Ecologia da Universidade Federal da Paraíba tem evento agendado. O local dá espaço às palestras semanais do Mulheres na Ciência UFPB, iniciativa que promove a produção científica feminina. O projeto é encabeçado por Gabriela Sotto-Maior, Isabela Jerônimo e Lívia Oliveira, estudantes do curso de Ciências Biológicas da UFPB. A estudantes foram entrevistadas  pelo repórter Felipe Lima para o programa Espaço Experimental, que é produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB e vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz). Ouça a entrevista. (Laís Suassuna)