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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Empoderamento feminino pela lente de uma mulher



Descrição para cegos: a imagem mostra alguns filmes negativos que eram utilizados por máquinas fotográficas antigas.


A colunista do site Hypeness, Mariana Dutra, faz uma lista de dez projetos de mulheres artistas, que lutam por seus direitos através da fotografia. Elas trabalham temas como sexualidade, cor, raça, religião, corpo e mídia, entre outros.  No texto, Mariana destaca e explica os trabalhos de profissionais de vários lugares do Brasil e do mundo.

Zanele Muholi, é uma das fotógrafas da lista. A sul-africana retrata empoderamento feminino através de personagens reais, mulheres negras e homossexuais. Os demais projetos representam a mulher de várias formas e contextos da sociedade, explorando aspectos socioculturais e religiosos.

Para conferir a lista completa, acesse aqui.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

PRAZER, EROTISMO EMPREENDEDOR



A triologia cinematográfica brasileira, “De Pernas pro Ar”, mostra o cotidiano de uma empresária da indústria de produtos eróticos, mas ali, ainda temos muitas adaptações quanto aos perregues que as empreendedoras do ramo passam no dia a dia.

Ianelli Lopes, uma administradora de empresas cearense, de 23 anos, mostra que, ser mulher, jovem e sem freios com tabus podem ser o combustível necessário para investir numa área que muitos ainda sentem vergonha em usufruir, como ela fala com a gente em entrevista para o Blog Cidadania em Pauta: Questões de Gênero.




Descrição para cegos: Ianeli sorrindo com sua beca preta no dia de sua formatura.



Juliana Lima: Como iniciou teu desejo em trabalhar com produtos eróticos?

Ianelli Lopes: Comecei porque minha mãe estava com problemas de saúde e eu precisava estar presente durante seu tratamento dela, em escritório não é possível fazer seu próprio horário.
A possibilidade de vender os produtos surgiu com um casal com o qual eu tinha uma relação, pois eles vendiam de forma pequena, sem clientes fidelizados, e ali vi a possibilidade de um negócio lucrativo. A margem de lucro era alta, mas a falta de divulgação limitava muito o contato entre o negócio e os clientes, então eu resolvi colocar em prática a minha formação em administração. O negócio foi crescendo, a mulher do casal pediu a separação de mim e continuei sozinha uma loja virtual com vendas pelo Instagram e a domicílio.

JL: É um mercado que está sobrevivendo pela atual crise?

IL: Tem crescido bastante, principalmente os produtos nacionais são de excelente qualidade, porém ainda enfrentamos a dificuldade da divulgação, porque as leis brasileiras limitam muito a propaganda sobre produtos eróticos - tanto que todos são vendidos como: cremes corporais, óleos corporais, geis corporais e massageadores corporais, nada pode ser direcionado ao sexo, por mais que a gente saiba seu real uso.
Sobre a crise, ela tem impactado muito nas nossas vendas, porque produto erótico é item de luxo e o poder de compra do trabalhador tem caído muito, então os primeiros negócios que caem são os micros como o meu.

JL: Sabemos que o mercado erótico é feito para homens, a partir do imaginário deles. Como as mulheres chegam até você?

IL: Hoje, a minha clientela é 70% feminina, 25% gay e os outros 5% são homens casados e/ou fetichistas.
Os homens são mais tímidos, acredito que por eu ser mulher e agir com naturalidade ao atender facilita nas vendas, já as mulheres têm mais facilidade de chegar e conversar comigo, mas a visão de muitas, sobre minha profissão, se divide em quem: não levar nosso trabalho a sério.

Nesse momento, Ianeli pediu uma pausa para beber água, com um semblante mais sério, retomou a fala para citar os casos de assédio que já passou durante as vendas:

IL: Muitos homens me procuram não pra comprar produtos, mas sim porque acham que é mais fácil me levar pra cama, usam a desculpa de comprar meus produtos pra experimentar comigo, então preciso exercitar um jogo de cintura pra saber quando é um cliente sério e quando é um que posso evitá-los sem me preocupar.
Sei que não sou a única a passar por essas situações, conheço outras mulheres do mesmo mercado relatam problemas parecidos, então o assédio é bem constante nesse meio, mesmo assim continuamos nossas vendas e não são esses casos que nos farão parar.


JL: Essa experiência, mesmo com os percalços, rendeu dicas para quem está iniciando no mercado erótico?

IL: Sim, as dicas básicas são: investir em produtos diferenciados, conhecer o que vocês estão vendendo, testar antes de oferecer para conhecer os benefícios, como funcionam e para que servem - o mercado produz muitos itens de higiene e saúde sexual - mas precisa tomar cuidado com entre o profissional e o pessoal, ninguém quer cliente lembrando de vocês na hora h, né?
O principal é ser sincero, isso é o verdadeiro fidelizador de clientes, mesmo que outros vendam mais barato, as pessoas compram pela confiança e segurança que o vendedor passa.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

CineFeminista debateu “Dandaras”

Descrição para cegos: cena do filme mostra uma das personagens entrevistadas, uma mulher idosa que veste roupas brancas tradicionais das religiões afro-brasileiras, incluindo turbante. Ela tem um olho levemente fechado. À sua direita aparece o título do filme e, sobre uma mesa, santos católicos e outros símbolos religiosos.

Por Felipe Lima

Na última sexta-feira (28), o CineFeminista exibiu o mini documentário Dandaras: A Força da Mulher Quilombola, de Ana Carolina Fernandes. A sessão aconteceu no Auditório do Laboratório de Estudos e Práticas Sociais da UFPB e foi promovida pelo Projeto de Extensão Feminismo, Formação Política e Movimento de Mulheres da Paraíba (GEPSS Feminista – UFPB).

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Helen Mirren dá uma lição sobre o “ser” feminista

Descrição para cegos: foto da atriz Helen Mirren em seu discurso na Universidade de Tulane. Ela está vestida com uma beca e fala ao microfone em um púpito que contém o nome da universidade.
Helen Mirren é uma renomada atriz britânica, vencedora do Oscar de melhor atriz por seu papel em A Rainha, filme de 2007. Entretanto, no último dia 20 de maio ela se destacou por outro motivo: foi oradora de uma turma de formandos da Universidade de Tulane, em Nova Orleans, nos Estados Unidos. Em seu discurso, ela disse que até pouco tempo atrás não era adepta do feminismo, mas que hoje já entendeu o que significa ser feminista e que o movimento é necessário para que não haja retrocesso na sociedade. Leia a matéria do jornalista do El País Brasil Emilio Sánchez Hidalgo sobre o discurso da atriz na Universidade de Tulane. (Vitor Feitosa)

sábado, 10 de junho de 2017

ONU Mulheres lança cartilha de empoderamento

Descrição para cegos: painel da cartilha com os 7 princípios de empoderamento feminino. À direita, o logotipo do ONU Mulheres, com um globo representando a Terra.
Com o objetivo de promover a igualdade de gênero na comunidade empresarial visando à qualidade de vida das mulheres, a ONU Mulheres, em parceria com o Pacto Global, lançou uma cartilha sobre empoderamento feminino. Segundo o manual, a equidade de gênero promove um fortalecimento das economias, além de impulsionar os negócios e desenvolvimento sustentável. Contendo 24 páginas, a cartilha apresenta sete princípios para o empoderamento das mulheres e busca impulsionar uma melhor relação de trabalho. Confira a cartilha clicando aqui. (Cisco Nobre)