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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Evento busca desconstruir imagem da mulher muçulmana oprimida

Descrição para cegos: foto de Wéllida Karla Bezerra sorrindo para a câmera. Ela usa um véu colorido cobrindo todo o cabelo.

O I Encontro de Mulheres Muçulmanas ocorrerá na próxima terça-feira, no auditório do Centro de Educação na UFPB. Coordenado pela professora Wéllida Karla Bezerra, busca desmitificar preconceitos acerca da religião islã, principalmente os que envolvem mulheres. A inciativa é do Programa de Pós-Graduação em Ciência das Religiões da UFPB, do qual Wéllida é doutoranda. Ouça a reportagem que Carolina Jurado realizou para o Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Felipe Lima).

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Série de vídeos mostra machismo às avessas

Descrição para cegos: imagem de um vídeo do DRelacionamentos mostra o seguinte texto: “DR apresenta como seria se machismo fosse ao contrário”. Sob o texto, a imagem de mulheres à mesa, brindando, enquanto um homem sem camisa, atrás delas, segura uma garrafa contra o peito como forma de satirizar a maneira sexualizada que as mulheres são representadas em comerciais de cerveja.

O canal DRelacionamentos, no Youtube, começou uma série de vídeos em que satirizam as posições socioculturais de gênero que nos foram impostas. Nos esquetes, os papéis são invertidos:homens são submetidos às mesmas situações que as mulheres sofrem diariamente, em que suas imagens são relegadas a conceitos de gênero estereotipados. O objetivo é causar estranheza e fazer refletir o porquê desse sentimento, visto que os mesmos preconceitos e assédios sofridos pela mulher foram tratados com naturalidade durante muito tempo. A série pretende reforçar que o feminismo não é uma espécie demachismo às avessas. (Felipe Lima)

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

UK proíbe propaganda com estereótipos de gênero

Descrição para cegos: anúncio com foto de uma mulher de biquíni traz a frase "Are you beach body ready?" e imagem de um produto de emagrecimento.
No Reino Unido (UK), a Advertising Standards Authority’s (ASA) proibiu comerciais que reforcem qualquer tipo de estereótipo de gênero. Em relatório, a agência apontou que essa atribuição de modo de ser, vestir ou agir, além de designar atividades específicas a um determinado gênero, é tida como nociva para crianças e adultos. Leia aqui a matéria que a jornalista Patrícia Tubella escreveu para o portal ElPaís e entenda melhor o que ficou proibido com a determinação da ASA. (Lucas Campos)

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Elas amadurecem mais rápido?


Descrição para cegos:  foto mostra uma mulher de cabelo amarrado e um homem
olhando um para o outro, ambos de perfil.

Por Vítor Nery


Especialistas da Newcastle University estudaram 121 pessoas com idades entre 4 e 40 anos para analisar o amadurecimento do cérebro. Os resultados mostraram que aos 10 anos de idade, as mulheres já iniciavam a redução de conexões cerebrais, estimulando o órgão a trabalhar de forma mais fácil, rápida e eficiente. Nos homens, o mesmo processo só acontece aos 20 anos. Então, de maneira geral, sim, as mulheres amadurecem mais rápido. Mas há outro fator importantíssimo, além do biológico, que o senso comum ignora para isentar o homem de suas responsabilidades coletivas: a construção social.
Na infância, meninas ganham bonecas (bebês), forninhos, brincam de casinha, têm de se portar “direito” e não falar palavrões - são as primeiras ligações à maternidade e ao espaço doméstico. Enquanto isso, meninos ganham bonecos (heróis), carrinhos, e podem se comportar do jeito que quiserem.


segunda-feira, 28 de março de 2016

AzMina são todas elas


Descrição para cegos: imagem exibe a frase "Não me dou o 'respeito'
porque ele já é meu por direito" onde logo abaixo estão
 cinco mulheres maquiadas e usando lingeries.

Criada pela jornalista Nana Queiroz, a revista AzMina
 surgiu no ano passado e é uma publicação digital independente com o objetivo de contribuir para a redução das desigualdades de gênero no Brasil. Em 2015, a equipe oficializou as atividades com a criação da Associação AzMina de Jornalismo Investigativo, Cultural e Empoderamento Feminino. É uma revista plural em que as mulheres podem se enxergar e encontrar informações que as libertem da violência do machismo.A revista AzMina nasceu com o objetivo de apresentar temas esquecidos pela imprensa brasileira, como a falta de representatividade política da mulher e a violência doméstica. Além disso, estimula um marketing mais respeitoso e empoderador, trazendo um novo conceito de publicidade, editoriais de moda e autonomia. Para conhecer a revista, clique aqui. (Dani Fechine)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Toda dona de casa precisa


Descrição para cegos: poster mostra as frases "Quem teve 'outra'
já passou para a Clock", "Uma perfeita cozinheira às suas ordens",
"Como USAR e CONSERVAR a sua panela de PRESSÃO", próximas
ao desenho de uma mulher próxima e uma panela.

Por Dani Fechine



“Toda dona de casa precisa”, era que assim que um homem, já com os seus 45 anos, vendia um kit gás. O material facilitava a troca do gás, requerendo menos força e pressão. “Pra sua esposa, sua mulher, sua irmã, sua mãe, sua tia”, ele continuava a vociferar um machismo arraigado não só na sua criação, mas também na sociedade. Nesse momento, o calor já convocava todos do Terminal de Integração a delirar entre os próprios devaneios. Os mais velhos achavam graça do seu merchandising. Eu, covarde, apenas emburrara-lhe a cara.
Situações como essa acontecem diariamente, sob variadas formas. E atitudes de inibição também estão distribuídas aos montes. Ouvir um homem gritar em um ambiente público, recheado de crianças, mulheres, idosos, que utensílios domésticos servem apenas para mulheres é deprimente e humilhante. Mas o moço parecia convicto da sua fala. Para ele, era essa a melhor maneira de conseguir algumas clientes.

sábado, 30 de maio de 2015

Made in China: porque não assistir


Descrição para cegos: poster do filme "Made In China" que exibe o nome e imagem dos atores principais,
 o nome do filme, colagens da estátua do Cristo Redentor, de um Dragão Chinês ornamentado com flores e a bandeira do Brasil, mostrando a atriz Regina Cazé sorrindo aparecendo na frente de uma loja
.


Por Tereza Figueiredo

Made in China, filme que estreou ano passado e traz Regina Casé como protagonista, realmente faz jus ao seu título. No enredo, a atriz interpreta o papel de Francis, uma vendedora de uma loja no Saara, Rio de Janeiro, que tenta ajudar seu patrão a aumentar as vendas para que não tenha que fechar o estabelecimento. Entretanto, a loja em frente, a qual pertence a um casal de chineses, tem preços imbatíveis e Francis decide investigar de onde a mercadoria da concorrência vem para poder salvar a loja na qual trabalha.