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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Representatividade feminina nas prefeituras da Paraíba é tema de pesquisa


Descrição para cegos: imagem mostra uma mão com as unhas pintadas segurando uma caneta, em um papel escrito "eleição" e "vote", que está marcando um "X" em um desenho de um quadrado, localizado ao lado de um caricatura feminina, abaixo de outra caricatura, sendo esta representando a figura de um homem, seguida por outro quadrado vazio.

A professora Glória Rabay, do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação Sobre Mulher e a Relações de Sexo e Gênero da UFPB – Nipam, desenvolveu o estudo para analisar o perfil político partidário das prefeitas na Paraíba, de 2009 a 2016. Com uma representação de 20% nas prefeituras dos municípios paraibanos, o preconceito é um dos obstáculos que essas mulheres têm que enfrentar. Porém, as dificuldades encaradas no cenário político tendem a contribuir e incentivar o surgimento de novas protagonistas no poder público. Ouça a reportagem que produzi para o programa Espaço Experimental. Além de Glória Rabay, entrevistei a deputada estadual Estela Bezerra (PSB) e o sociólogo Flávio Lúcio Vieira. O Espaço Experimental vai ao ar todos os sábado, às 9h, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz).(Dani Fechine)

domingo, 8 de maio de 2016

IV Colóquio de Questões de Gênero – com a professora Maria Eulina Carvalho


Descrição para cegos: foto mostra a professora Eulina e a câmera
filmando-a, com ela aparecendo no visor.

A professora Maria Eulina de Carvalho foi a convidada da turma de Jornalismo e Cidadania do curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba para o IV Colóquio de Questões de Gênero. O encontro aconteceu no dia 30 de março de 2016, e nele foram discutidos temas como a influência do patriarcado na sociedade, estratégias de combate à violência contra a mulher, sexualização de carreiras e feminismo negro, entre outros. Maria Eulina é mestre em Psicologia Educacional pela Universidade Estadual de Campinas, doutora pela Michigan State University, nos Estados Unidos, e pós-doutora pela Universidade de Valência, Espanha. É professora na pós-graduação em Educação na UFPB e pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação sobre Mulher e Relações de Gênero, o Nipam. A organização do colóquio foi de Dani Fechine, Gabriela Figueirôa e Vítor Nery.

Confira o colóquio da íntegra:



1 - Influência do patriarcado

A professora Maria Eulina fala sobre a dominação masculina na vida social e a relação de poder estabelecida pela sociedade patriarcal, que minimiza o papel da mulher.



segunda-feira, 25 de abril de 2016

O que você precisa saber sobre Feminicídio


Descrição para cegos: desenho mostra cinco setas apontando para uma jovem sentada apoiada em um joelho,
com uma mão na cabeça e cabelo amarrado.
 

Com o objetivo de contribuir com uma cobertura jornalística mais coerente, contextualizada, crítica e aprofundada sobre a violência contra as mulheres, o Instituto Patrícia Galvão criou um dossiê que visibiliza as questões de gênero e o feminicídio, além de aprofundar o debate sobre a violência contra as mulheres na mídia e na sociedade, através de informação, diálogo e disponibilização de dados. Uma área importante do dossiê e que aqui indico é a seção que aborda o feminicídio, ou seja, o assassinato de mulheres apenas por sua condição de ser mulher. Essa parte apresenta de forma didática tudo sobre o assunto. Acesse a seção de feminicídio do dossiê aqui. (Dani Fechine)


domingo, 17 de abril de 2016

Pesquisa explora trajetória de Rede Feminista Norte e Nordeste


Descrição para cegos: foto mostra a professora Maria Eulina de Carvalho sorrindo e
olhando para a câmera.

A professora Maria Eulina de Carvalho desenvolveu o estudo para aprofundar os conhecimentos sobre a história da Redor. A Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisas sobre Mulher e Relações de Gênero propicia o intercâmbio de conhecimentos, no contexto da luta pela igualdade de gênero. Maria Eulina foi a fundadora e a primeira coordenadora do Núcleo de Estudos Sobre a Mulher da UFPB, o Nipam, que também compõe a Rede. A Redor articula atualmente mais de 30 núcleos e grupos de estudo atuantes no Norte e Nordeste do país. Ouça a entrevista que fiz com Maria Eulina Pessoa para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábado, às 9h, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz). (Dani Fechine)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Pra quê o feminismo?

Por Dani Fechine


Descrição para cegos: desenho tem a imagem clássica
"Rosie, the riveter", que exibe uma mulher com expressão
séria arregaçando a manga de sua camisa, usando uma bandana
e dizendo "We Can Do It!"  expressão inglesa que significa
"Nós podemos fazer isso!"
“Eu não preciso de feminismo”. É essa uma das frases mais vociferadas hoje em dia. A culpa? Dos estereótipos. Da mídia. Do machismo imperado. Nós, do lado de cá da luta, apenas engolimos a afirmação. Crescemos para entender que todos vivem a partir de necessidades diferentes e, portando, escolhem lutar por motivos outros.
Mas para que a ideia de fracasso não atinja o movimento, vivemos mesmo é numa incessante caminhada de negação a essa frase dita sempre com tanta força e de forma pejorativa. Talvez você ache que não precisa do feminismo, no entanto, eu tenho uma boa notícia pra você: nós lutamos pelos seus direitos da mesma forma.

segunda-feira, 28 de março de 2016

AzMina são todas elas


Descrição para cegos: imagem exibe a frase "Não me dou o 'respeito'
porque ele já é meu por direito" onde logo abaixo estão
 cinco mulheres maquiadas e usando lingeries.

Criada pela jornalista Nana Queiroz, a revista AzMina
 surgiu no ano passado e é uma publicação digital independente com o objetivo de contribuir para a redução das desigualdades de gênero no Brasil. Em 2015, a equipe oficializou as atividades com a criação da Associação AzMina de Jornalismo Investigativo, Cultural e Empoderamento Feminino. É uma revista plural em que as mulheres podem se enxergar e encontrar informações que as libertem da violência do machismo.A revista AzMina nasceu com o objetivo de apresentar temas esquecidos pela imprensa brasileira, como a falta de representatividade política da mulher e a violência doméstica. Além disso, estimula um marketing mais respeitoso e empoderador, trazendo um novo conceito de publicidade, editoriais de moda e autonomia. Para conhecer a revista, clique aqui. (Dani Fechine)

domingo, 20 de março de 2016

Pai, você também é mãe!

Descrição para cegos: desenho traz  homem com uma interrogação
localiza acima de sua cabeça e uma expressão de surpresa ao
abraçar uma menina.
Por Dani Fechine

Mês passado recebi na redação uma pauta sobre gravidez na adolescência. Um dos caminhos era conversar com jovens sobre o assunto, saber o que pensam, o que debatem e como se comportam diante disso. É esse um dos melhores momentos de ser jornalista: conversar, ouvir os outros. E é esse também o pior momento de reconhecer no outro a sociedade machista na qual ainda estamos inseridas.
Durante as entrevistas com os alunos de uma escola da capital, não precisou muito tempo para ouvir julgamentos das mães adolescentes. Avaliações, inclusive, arraigadas numa sociedade machista. Parece-me que os paradigmas criaram raízes. “ELAS não têm a consciência de que ELAS geraram aquilo, ELAS têm que ter a responsabilidade sobre aquilo”, disse um dos estudantes, enfatizando a palavra “elas” da mesma forma que acabo de destacar.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Um dia a menos ou um dia a mais?


Descrição para cegos: imagem exibe mulher sentada no chão usando um vestido,
 com o cabelo bagunçado, as pernas e rosto com maquiagem que simula hematomas.

Por Dani Fechine


Chegou ao fim. O 8 de março acabou e, mais uma vez, fomos esquecidas também. O Dia Internacional da Mulher se despediu da memória, da luta e da coragem. A partir de hoje irão se lembrar de nós como donas de casa, como mulheres delicadas, indefesas e incapazes.
O dia da mulher chegou ao fim e nossas redes sociais estiveram recheadas de mensagens com rosas e palavras bonitas que enaltecem a nossa falsa pequenez. Vinte e quatro horas de uma lembrança que, sinceramente, a gente não conhece. Marcada por luta, morte e sofrimento, o dia 8 de março não é comemoração.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Futebol também é papo de mulher


Descrição para cegos: foto traz uma mulher com trajes
indígenas, olhando para uma bola equilibrada no seu joelho.
Certa vez, num ambiente de aprendizagem e discutindo futebol, as mulheres do local em que eu estava foram surpreendidas com a seguinte indagação, após uma completa explicação sobre a regra do impedimento: entenderam, meninas? O local estava repleto de rapazes também, mas os olhares se voltaram todos para nós. Mais humilhante foi acompanhar as gargalhadas.
É irrefutável o machismo dentro do futebol. Não só na questão teórica, de entendimento do esporte, mas também da vulgaridade imposta a nós. Somos musas, somos a mãe do juiz que roubou para o time adversário, somos o jogador que foi fraco demais ao chutar a bola, somos aquelas que não sabem exatamente que time está jogando.

A seção Ativismo de Sofá, do Portal Fórum, trouxe uma série de propostas para cair por terra com o preconceito de gênero perpetuado no futebol. “O que precisamos fazer para que o futebol deixe de ser esse ambiente que exalta o machismo? Quais mudanças precisamos buscar?” Para ler o artigo, clique aqui. (Dani Fechine)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Toda dona de casa precisa


Descrição para cegos: poster mostra as frases "Quem teve 'outra'
já passou para a Clock", "Uma perfeita cozinheira às suas ordens",
"Como USAR e CONSERVAR a sua panela de PRESSÃO", próximas
ao desenho de uma mulher próxima e uma panela.

Por Dani Fechine



“Toda dona de casa precisa”, era que assim que um homem, já com os seus 45 anos, vendia um kit gás. O material facilitava a troca do gás, requerendo menos força e pressão. “Pra sua esposa, sua mulher, sua irmã, sua mãe, sua tia”, ele continuava a vociferar um machismo arraigado não só na sua criação, mas também na sociedade. Nesse momento, o calor já convocava todos do Terminal de Integração a delirar entre os próprios devaneios. Os mais velhos achavam graça do seu merchandising. Eu, covarde, apenas emburrara-lhe a cara.
Situações como essa acontecem diariamente, sob variadas formas. E atitudes de inibição também estão distribuídas aos montes. Ouvir um homem gritar em um ambiente público, recheado de crianças, mulheres, idosos, que utensílios domésticos servem apenas para mulheres é deprimente e humilhante. Mas o moço parecia convicto da sua fala. Para ele, era essa a melhor maneira de conseguir algumas clientes.