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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Lei 'antibaixaria' e a violência de gênero no funk


Descrição para cegos: Foto exibe conjunto de pessoas, com o foco em três mulheres dançando, localizado em uma casa de festas noturna, sendo iluminados por um jogo de luz.

Por Vítor Nery

No início de maio, a prefeitura de Goiânia-GO sancionou uma lei que proíbe o uso de dinheiro público para a contratação de artistas que em suas músicas desvalorizem ou incentivem a violência contra mulheres, homossexuais e afrodescendentes, expondo-os a situação de constrangimento. Medida aplicada primeiramente na Bahia, após o Carnaval 2011, foi adotada na Paraíba em 2013.
O assunto traz à tona a violência de gênero na música. Um dos estilos onde isso ocorre com mais frequência é o funk. Mas por que, ao invés de falarmos sobre isso, acabamos por difundir – no piloto automático – os sons da indústria do estilo Proibidão por sua bizarrice e poder de “chiclete”? Quais são as consequências de se replicar um discurso que menospreza e banaliza a mulher, a exemplo do hit “Baile de Favela”, de MC João?

domingo, 8 de maio de 2016

IV Colóquio de Questões de Gênero – com a professora Maria Eulina Carvalho


Descrição para cegos: foto mostra a professora Eulina e a câmera
filmando-a, com ela aparecendo no visor.

A professora Maria Eulina de Carvalho foi a convidada da turma de Jornalismo e Cidadania do curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba para o IV Colóquio de Questões de Gênero. O encontro aconteceu no dia 30 de março de 2016, e nele foram discutidos temas como a influência do patriarcado na sociedade, estratégias de combate à violência contra a mulher, sexualização de carreiras e feminismo negro, entre outros. Maria Eulina é mestre em Psicologia Educacional pela Universidade Estadual de Campinas, doutora pela Michigan State University, nos Estados Unidos, e pós-doutora pela Universidade de Valência, Espanha. É professora na pós-graduação em Educação na UFPB e pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação sobre Mulher e Relações de Gênero, o Nipam. A organização do colóquio foi de Dani Fechine, Gabriela Figueirôa e Vítor Nery.

Confira o colóquio da íntegra:



1 - Influência do patriarcado

A professora Maria Eulina fala sobre a dominação masculina na vida social e a relação de poder estabelecida pela sociedade patriarcal, que minimiza o papel da mulher.



quinta-feira, 7 de abril de 2016

Pra quê o feminismo?

Por Dani Fechine


Descrição para cegos: desenho tem a imagem clássica
"Rosie, the riveter", que exibe uma mulher com expressão
séria arregaçando a manga de sua camisa, usando uma bandana
e dizendo "We Can Do It!"  expressão inglesa que significa
"Nós podemos fazer isso!"
“Eu não preciso de feminismo”. É essa uma das frases mais vociferadas hoje em dia. A culpa? Dos estereótipos. Da mídia. Do machismo imperado. Nós, do lado de cá da luta, apenas engolimos a afirmação. Crescemos para entender que todos vivem a partir de necessidades diferentes e, portando, escolhem lutar por motivos outros.
Mas para que a ideia de fracasso não atinja o movimento, vivemos mesmo é numa incessante caminhada de negação a essa frase dita sempre com tanta força e de forma pejorativa. Talvez você ache que não precisa do feminismo, no entanto, eu tenho uma boa notícia pra você: nós lutamos pelos seus direitos da mesma forma.