![]() |
Descrição para cegos: Foto exibe conjunto de pessoas, com o foco em três mulheres dançando, localizado em uma casa de festas noturna, sendo iluminados por um jogo de luz. |
Por Vítor Nery
No início de maio, a prefeitura de Goiânia-GO
sancionou uma lei que proíbe o uso de dinheiro público para a contratação de
artistas que em suas músicas desvalorizem ou incentivem a violência contra
mulheres, homossexuais e afrodescendentes, expondo-os a situação de
constrangimento. Medida aplicada primeiramente na Bahia, após o Carnaval 2011, foi
adotada na Paraíba em 2013.
O assunto traz à tona a violência de gênero na
música. Um dos estilos onde isso ocorre com mais frequência é o funk. Mas por
que, ao invés de falarmos sobre isso, acabamos por difundir – no piloto automático
– os sons da indústria do estilo Proibidão por sua bizarrice e poder de
“chiclete”? Quais são as consequências de se replicar um discurso que
menospreza e banaliza a mulher, a exemplo do hit “Baile de Favela”, de MC João?


