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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Projeto implanta sistema de informação em órgão de apoio à mulher


Descrição para cegos: foto mostra a professora Gisele Rocha sorrindo.

O benefício foi realizado no Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra, em João Pessoa, e inseriu um sistema de automação de atendimento, o Atende Mulher. Além de agilizar os registros, facilita o levantamento de dados sobre a violência doméstica com estatísticas mais atualizadas. A responsável pelo projeto Canais da Informação no Enfrentamento à Violência Doméstica é a professora Gisele Rocha. Ela é docente do Departamento de Ciência da Informação da UFPB. Ouça a entrevista que a repórter Gabriela Figueirôa realizou para o Espaço Experimental, programa que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Laís Suassuna)


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Pesquisa faz levantamento de escritos femininos em jornais paraibanos

Descrição para cegos: foto mostra a professora Maria Lúcia sentada a uma mesa, tendo alguns papéis sobre o móvel. Virada um pouco de lado, ela olha para a câmera.


Intitulado Quando as mulheres escrevem: Textos sobre a educação na imprensa paraibana, o estudo consiste no mapeamento das mulheres que escreviam para os jornais, nas décadas de 1920 e 1930, e das temáticas abordadas. A responsável é a professora do Departamento de Metodologia da Educação da UFPB Maria Lúcia Nunes. A pesquisa mostra que os assuntos abordados por essas mulheres estavam sempre relacionados à educação e à conquista de direitos. Mais detalhes com a repórter Gabriela Figueirôa. A entrevista foi feita para o Espaço Experimental, programa que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. Ouça a matéria clicando no player. (Laís Suassuna)

segunda-feira, 27 de junho de 2016

É preciso entender a cultura do estupro

Descrição para cegos: foto mostra a professora Michelle Agnoleti no estúdio, durante a entrevista

No dia 22 de maio, ocorreu um estupro coletivo na cidade do Rio de Janeiro com uma adolescente de 16 anos. A jovem foi violentada por 33 homens e ainda teve imagens de seu corpo divulgadas nas redes sociais. Quando a população tomou conhecimento do fato, o termo Cultura do Estupro começou a ser reproduzido pelas pessoas e, principalmente, pelo movimento feminista, que atribuiu o caso a essa realidade cultural. Para falar sobre esse tema, as repórteres Shirlayne Mayara e Ramila Ramalho convidaram os professores e pesquisadores gênero Adriano Leon e Michelle Agnoleti para um painel no programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz). Ouça o painel em dois blocos (Gabriela Figueirôa).

terça-feira, 7 de junho de 2016

O Mada e o apoio a mulheres em relacionamento conflituoso


Descrição para cegos: foto mostra Maria das Neves Andrade, fundadora e coordenadora do grupo de ajuda mútua Mulheres que Amam Demais Anônimas (MADA).


O grupo de ajuda mútua Mulheres que Amam Demais Anônimas funciona à maneira dos Alcoólicos Anônimos, com reuniões semanais de apoio e aconselhamento. Esse tipo de terapia já chegou a João Pessoa e foi tema da entrevista do Espaço Experimental, que reuniu a psicóloga, psicoterapeuta e voluntária do Mada, Lindinalva Ramalho, e Maria das Neves Andrade, fundadora e coordenadora do grupo local. Ouça a entrevista que fiz para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábado, às 9h, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz). (Gabriela Figueirôa)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Quando o casamento é sinônimo de obrigação


Descrição para cegos: Foto mostra um casal de noivos de mãos dadas vestidos em roupas tradicionais para casamentos, onde a noiva segura um buquê, e ambos os rostos não são revelados na imagem.

Um vídeo produzido pela marca de cosméticos SK-II trata do problema social em que mulheres chinesas, acima dos 25 anos que não casaram, passam no âmbito social e familiar. Elas são chamadas de “sheng nu” - na tradução significa mulheres que sobram- e são muito pressionadas pela família e pelo estado, simplesmente porque não se casaram. Ao assistir ao vídeo, a escritora Mari, do site Lugar de Mulher, percebeu uma semelhança entre as “sheng nu” e as “brasileiras encalhadas” e escreveu um artigo chamando a atenção para um problema cultural em que as mulheres só serão realizadas depois do casamento. Leia o artigo aqui. (Gabriela Figueirôa)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Futebol é lugar da jornalista mulher?


Descrição para cegos: Foto exibe uma mulher de cabelos longos preso em "rabo de cavalo", assistindo à uma partida de futebol.

Por Gabriela Figueirôa

        Não tem como fugir dessa regra: se você é mulher e diz que gosta de futebol, provavelmente não vão te levar a sério. A situação fica ainda mais complicada para aquelas mulheres que invadem uma profissão dita masculina. As jornalistas esportivas sofrem diariamente com o machismo que impera no futebol, que vão desde flertes básicos até xingamentos, ameaças verbais e questionamentos diários do seu trabalho.

        A história que futebol é coisa de homem, infelizmente, ainda é uma ideia que predomina em nossa sociedade. Mulheres que se declaram amantes do esporte sofrem constantes preconceitos e questionamentos, daqueles que se acham os únicos donos dessa paixão nacional. 

terça-feira, 24 de maio de 2016

O empoderamento também é pauta entre as índias


Descrição para cegos: foto mostra jovem mulher de cabelo solto e pinturas corporais vestindo trajes e adornos indígenas.

Um documentário dirigido por Glicéria Tupinambá e Cristiane Pankararu traz diversos depoimentos de mulheres indígenas sobre as dificuldades que elas têm de participar ativamente na luta pela igualdade de gênero e na conquista por um espaço na política. Intitulado Voz das Mulheres Indígenas, o documentário tem a participação de índias da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas, que relatam a discriminação, o machismo e o preconceito que enfrentam diariamente dentro e fora da comunidade. Além disso, retrata o orgulho que sentem de ser uma mulher empoderada. O documentário é um simples olhar sobre essas mulheres que tantas vezes foram marginalizadas pela sociedade. Confira aqui. (Gabriela Figueirôa)

sábado, 14 de maio de 2016

Mulher na política, só se for à primeira-dama.


Descrição para cegos: Foto exibe homens sentados reunidos no Salão Oval,
bem iluminado, todos vestidos de trajes formais.

Por Gabriela Figueirôa

A posse do segundo mandato da presidenta Dilma Rousself foi emblemática. Ela apontava que o protagonismo na política também pertencia a nós mulheres. Em um carro aberto, Dilma, acompanhada da sua filha Paula, desfilaram sozinhas na Esplanada dos Ministérios. Não se viu ternos, gravatas e cabelos brancos, era a vez delas. Mas o que parecia ser um momento de protagonismo feminino, na última quinta feira, 12, se consolidou com uma nova cara. A misoginia se instaura definitivamente na política brasileira. A mulher, que antes estava na linha de frente, hoje se restringe apenas à posição de bela, recatada e do lar.
Dilma Rousself não é mais a chefe da nossa nação. Ela se foi e hoje é apenas uma presidenta afastada. No entanto, o afastamento não se restringiu apenas a ela. Os homens decidiram que o espaço na política volta a ser de exclusividade deles. Saímos juntas com a presidenta eleita. Nenhuma mulher foi nomeada ministra no novo governo do presidente interino, Michel Temer, e isso não acontecia desde a ditadura militar, com Ernesto Geisel (1974-1979)

domingo, 8 de maio de 2016

IV Colóquio de Questões de Gênero – com a professora Maria Eulina Carvalho


Descrição para cegos: foto mostra a professora Eulina e a câmera
filmando-a, com ela aparecendo no visor.

A professora Maria Eulina de Carvalho foi a convidada da turma de Jornalismo e Cidadania do curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba para o IV Colóquio de Questões de Gênero. O encontro aconteceu no dia 30 de março de 2016, e nele foram discutidos temas como a influência do patriarcado na sociedade, estratégias de combate à violência contra a mulher, sexualização de carreiras e feminismo negro, entre outros. Maria Eulina é mestre em Psicologia Educacional pela Universidade Estadual de Campinas, doutora pela Michigan State University, nos Estados Unidos, e pós-doutora pela Universidade de Valência, Espanha. É professora na pós-graduação em Educação na UFPB e pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação sobre Mulher e Relações de Gênero, o Nipam. A organização do colóquio foi de Dani Fechine, Gabriela Figueirôa e Vítor Nery.

Confira o colóquio da íntegra:



1 - Influência do patriarcado

A professora Maria Eulina fala sobre a dominação masculina na vida social e a relação de poder estabelecida pela sociedade patriarcal, que minimiza o papel da mulher.



segunda-feira, 2 de maio de 2016

Somos todas mulheres de verdade, deputado!

Descrição para cegos: imagem mostra print de duas matérias sobre Marcela Temer e Milena Teixeira, com as seguintes manchetes: "Marcela Temer: bela, recatada e do lar" e "Primeira-dama do turismo é retrato dos últimos dias do governo Dilma e do PT".

Por Gabriela Figueirôa

        Depois da desastrosa capa da revista IstoÉ, que retratava a presidenta Dilma Rousself como uma descontrolada que não seria capaz de conduzir o país, imaginei que a mídia brasileira daria um descanso nas pautas conservadoras sobre as mulheres. Quanta inocência da minha parte. Essas duas últimas semanas foram difíceis para nós mulheres, os meios de comunicação mostraram mais uma vez seu lado retrógrado e conservador.
        A revista Veja fez uma matéria com o perfil da mulher do vice-presidente da república, Michel Temer. No texto, ela retrata Marcela Temer como uma mulher “Bela, Recatada e do Lar” e Temer, como um cara de sorte, por ter a mulher ideal ao seu lado. As redes sociais questionaram imediatamente a matéria e ironizaram o tom tradicionalista do perfil idealizado para todas as mulheres.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Machismo nosso de cada dia!


Descrição para cegos: foto mostra a frase "EL MACHISMO MATA" pintada em uma calçada.

Por Gabriela Figueirôa

        Engana-se quem pensa que o machismo só acontece em situações de estupro, violência doméstica, submissão e diferença salarial. Na verdade, ele permeia nosso cotidiano. Durante os protestos que aconteceram contra a votação do impeachment no último domingo, tive, mais uma vez, a certeza de que muitos dos comportamentos machistas estão presentes nos detalhes e nós nem percebemos, simplesmente, porque é uma construção histórica muito difícil de acabar.
        Em uma das aparições do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, um dos militantes que estava na manifestação soltou um “filho da puta”, e no mesmo momento foi repreendido por sua esposa: “Respeita as putas e a sexualização das mulheres”. O pedido de desculpas pelo deslize veio rapidamente.
        Depois de presenciar esse pequeno diálogo, fiquei refletindo o quanto a cultura patriarcal é determinante para a reprodução do machismo e como ela influenciou na sua naturalização.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Dilma, não se preocupe. Eu também sou uma louca.

Descrição para cegos: imagem mostra a capa da revista Istoé
que tem como chamada principal "As explosões nervosas da
presidente" e traz uma foto da Presidenta Dilma Rousseff com
a boca aberta e sobrancelhas arqueadas.
Por Gabriela Figueirôa

A última edição da revista IstoÉ me pegou de surpresa, confesso. Por mais que o jornalismo que vem sendo feito na atual conjuntura política do país venha me decepcionando diariamente, esta edição conseguiu ir mais além. Foi mais uma verdadeira frustração que me levou a uma reflexão sobre as tais mulheres “loucas”.
Pra quem não viu, a capa da IstoÉ foi um incontestável ataque a todas as mulheres. Ela trouxe como destaque a foto da presidenta Dilma Rousseff em um pretenso momento de descontrole emocional. A reportagem traz um texto vexaminoso – para o jornalismo. Na matéria, é descrito um comportamento descontrolado, desequilibrado e preocupante da Presidenta da República, taxada em vários momentos de histérica, furiosa, propensa a atos violentos e incapaz de continuar dirigindo o país. 


quinta-feira, 31 de março de 2016

A culpa não é minha

Descrição para cegos: foto traz um homem tapando agressivamente
 a boca de uma jovem mulher que demonstra um olhar de medo.

A violência doméstica contra a mulher resulta em danos físicos e psicológicos. Eles são abordados no artigo da escritora Jarid Arraes, que chama a atenção para a forma como as pessoas avaliam o processo de afastamento da vítima do agressor, como se fosse fácil dar fim a um relacionamento abusivo, principalmente quando uma sociedade machista ensina as mulheres a tolerar comportamentos agressivos dos seus parceiros. No artigo abaixo, Jarid aborda também os motivos que levam as vítimas a continuarem com seus companheiros. (Gabriela Figueirôa)

terça-feira, 15 de março de 2016

Lei Maria da Penha completa 10 anos em agosto


Descrição para cegos: foto mostra Thathyane Guimarães e Eveline Neri sentadas
e próximas a dois microfones.

No dia 7 de agosto de 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma lei que punia de forma rigorosa as agressões contra a mulher. A lei 11.340 foi criada para reprimir a violência doméstica e este ano completa 10 anos. É conhecida popularmente por Lei Maria da Penha, em homenagem a biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, vítima de violência doméstica durante 23 anos, incluindo duas tentativas de homicídio pelo marido.
 Para falar sobre os 10 anos da Lei Maria da Penha, as repórteres Elisa Damante, Ivone Cavalcante e Joana Rosa convidaram a professora Eveline Neri, coordenadora do Grupo de Trabalho Violência de Gênero da UFPB, e Thathyane Guimarães, integrante do Observatório da Lei Maria da Penha, para uma entrevista ao programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados na rádio Tabajara AM (1.110 kHz). Ouça a entrevista em dois blocos (Gabriela Figueirôa).