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Descrição para cegos: Foto exibe homens sentados reunidos no Salão Oval, bem iluminado, todos vestidos de trajes formais. |
Por Gabriela Figueirôa
A posse
do segundo mandato da presidenta Dilma Rousself foi emblemática. Ela apontava
que o protagonismo na política também pertencia a nós mulheres. Em um carro
aberto, Dilma, acompanhada da sua filha Paula, desfilaram sozinhas na Esplanada
dos Ministérios. Não se viu ternos, gravatas e cabelos brancos, era a vez
delas. Mas o que parecia ser um momento de protagonismo feminino, na última
quinta feira, 12, se consolidou com uma nova cara. A misoginia se instaura
definitivamente na política brasileira. A mulher, que antes estava na linha de
frente, hoje se restringe apenas à posição de bela, recatada e do lar.
Dilma
Rousself não é mais a chefe da nossa nação. Ela se foi e hoje é apenas uma
presidenta afastada. No entanto, o afastamento não se restringiu apenas a ela.
Os homens decidiram que o espaço na política volta a ser de exclusividade
deles. Saímos juntas com a presidenta eleita. Nenhuma mulher foi nomeada
ministra no novo governo do presidente interino, Michel Temer, e isso não
acontecia desde a ditadura militar, com Ernesto Geisel (1974-1979)
