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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Violência contra mulher e ironia ao que é correto

Descrição para cegos: imagem apresenta questão elaborada pelo Medgrupo. Contém uma mulher deitada numa cama com suas partes íntimas expostas e sua vagina exalando um odor em decorrência de corrimento vaginal. Em primeiro plano, um rapaz foge tapando o nariz.
Por Cisco Nobre

Uma grande instituição de educação protagonizou um exemplo de desumanidade ao levantar questões de gênero nas últimas semanas. O Medgrupo, gigante no ramo de ensino para concursos de profissionais da Medicina, chamou atenção ao ter suas apostilas divulgadas nas redes sociais. O conteúdo do material apresenta vários tipos de violência ao corpo feminino, questionando, além da estrutura física da mulher, o seu caráter. Indagada sobre o caso, a empresa alegou ser contra a agenda do “politicamente correto”.

sábado, 14 de maio de 2016

Mulher na política, só se for à primeira-dama.


Descrição para cegos: Foto exibe homens sentados reunidos no Salão Oval,
bem iluminado, todos vestidos de trajes formais.

Por Gabriela Figueirôa

A posse do segundo mandato da presidenta Dilma Rousself foi emblemática. Ela apontava que o protagonismo na política também pertencia a nós mulheres. Em um carro aberto, Dilma, acompanhada da sua filha Paula, desfilaram sozinhas na Esplanada dos Ministérios. Não se viu ternos, gravatas e cabelos brancos, era a vez delas. Mas o que parecia ser um momento de protagonismo feminino, na última quinta feira, 12, se consolidou com uma nova cara. A misoginia se instaura definitivamente na política brasileira. A mulher, que antes estava na linha de frente, hoje se restringe apenas à posição de bela, recatada e do lar.
Dilma Rousself não é mais a chefe da nossa nação. Ela se foi e hoje é apenas uma presidenta afastada. No entanto, o afastamento não se restringiu apenas a ela. Os homens decidiram que o espaço na política volta a ser de exclusividade deles. Saímos juntas com a presidenta eleita. Nenhuma mulher foi nomeada ministra no novo governo do presidente interino, Michel Temer, e isso não acontecia desde a ditadura militar, com Ernesto Geisel (1974-1979)