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quinta-feira, 11 de abril de 2019

A representatividade das mulheres no cinema



Fonte: Metrópoles


Por Mônica Barros

O canal Brasil de Fato participou da cobertura do debate com as cineastas Yasmin Thayná, Laís Bodanzky, Marina Person e Lô Potili sobre a pauta Mulheres e Cinema. O vídeo tem o objetivo de discutir o protagonismo das mulheres no ambiente e produção do cinema brasileiro, levando em conta os dados do levantamento da Agência Nacional de Cinema (Ancine) realizado em 2016, que apontou uma quantidade baixíssima de obras dirigidas por mulheres.

O cinema é um dos seguimentos artísticos que mais reflete a construção desigual da sociedade, sendo protagonizado geralmente por homens brancos, enquanto a porcentagem de mulheres não ultrapassa os 17%.

Na entrevista, as cineastas discutem a importância de um cinema construído por e  para mulheres, principalmente no atual contexto político. Confira o vídeo completo clicando aqui.

Palavras chave: cinema brasileiro, mulheres, cinema, protagonismo, representatividade, direito das mulheres, Mônica Barros.

terça-feira, 19 de março de 2019

Mulheres (Trans)formadoras da política

Descrição para cegos: Alexya Salvador, Érica Malunguinho, Duda Salabert e Jaqueline Gomes. Mulheres transexuais que concorreram às eleições, pela primeira vez, na história da política brasileira em 2018. Foto: Divulgação



Por Mônica Barros
       O Brasil é um dos países que mais mata travestis e mulheres trans, em razão desse dado assustador, a sobrevivência e ocupação dos espaços sociais e de poder por esse grupo, é um importante fator de resistência e transformação do poder político.
       Em reportagem para a Ponte Jornalismo, Paloma Vasconcelos relata suas entrevistas com quatro mulheres trans, que foram candidatas nas eleições de 2018: Alexya Salvador, Érica Malunguinho, Duda Salabert e Jaqueline Gomes; elas concorrem pela primeira vez a cargos de poder político, para falar de suas pautas e principais atuações no campo da educação e ativismo LGBTs.
       As entrevistadas se posicionaram sobre suas principais propostas de trabalho, trajetória de luta e resistência dentro da educação, e de como a vivência marginalizada e vulnerabilizada dos seus corpos ampliam sua perspectiva sobre as opressões reproduzidas pelo nosso sistema social.

Para acessar a reportagem completa da Ponte Jornalismo, clique aqui.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Laerte-se: visitando a subjetividade trans

Descrição para cegos: foto de Laerte Coutinho sorrindo enquanto passeia pela Avenida Paulista durante Parada LGBT. Ao fundo, outras pessoas que estão participando movimento.
Por Lucas Campos
  
Em 2010, Laerte Coutinho assumiu sua transexualidade para a Revista Bravo. Desde então, a figura por trás das tirinhas que, por anos, permearam - e ainda permeiam - as páginas de jornais e revistas de todo o país, tornou-se o alvo dos holofotes. Pensando em conhecê-la melhor, Eliane Brum e Lygia Barbosa da Silva dirigiram o primeiro documentário brasileiro disponibilizado na plataforma de streaming Netflix.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Mulher-Maravilha e a representatividade feminina


Descrição para cegos: desenho da Mulher-Maravilha sentada ao lado de uma menina, com a mão em sua cabeça.
Luan Alexandre

        A escolha da Mulher Maravilha para ser a embaixadora honorária das mulheres e meninas na ONU tem gerado debates. Primeiro, defende-se a tese de que o personagem é um símbolo da luta das mulheres por ter ganhado destaque em um mundo de quadrinhos e HQs dominados por homens.
        Durante muito tempo, heróis masculinos foram as figuras centrais nessa plataforma, e as mulheres eram apenas coadjuvantes das histórias: se não estavam esperando ser salvas pelos super-heróis, estavam em algum núcleo inferior da trama, cumprindo papel de suporte do protagonista.

sábado, 14 de maio de 2016

Mulher na política, só se for à primeira-dama.


Descrição para cegos: Foto exibe homens sentados reunidos no Salão Oval,
bem iluminado, todos vestidos de trajes formais.

Por Gabriela Figueirôa

A posse do segundo mandato da presidenta Dilma Rousself foi emblemática. Ela apontava que o protagonismo na política também pertencia a nós mulheres. Em um carro aberto, Dilma, acompanhada da sua filha Paula, desfilaram sozinhas na Esplanada dos Ministérios. Não se viu ternos, gravatas e cabelos brancos, era a vez delas. Mas o que parecia ser um momento de protagonismo feminino, na última quinta feira, 12, se consolidou com uma nova cara. A misoginia se instaura definitivamente na política brasileira. A mulher, que antes estava na linha de frente, hoje se restringe apenas à posição de bela, recatada e do lar.
Dilma Rousself não é mais a chefe da nossa nação. Ela se foi e hoje é apenas uma presidenta afastada. No entanto, o afastamento não se restringiu apenas a ela. Os homens decidiram que o espaço na política volta a ser de exclusividade deles. Saímos juntas com a presidenta eleita. Nenhuma mulher foi nomeada ministra no novo governo do presidente interino, Michel Temer, e isso não acontecia desde a ditadura militar, com Ernesto Geisel (1974-1979)