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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Pela independência: a mulher no comando da Fifa

Descrição para cegos: foto de Fatma Samoura ao lado de um painel com várias bolas de futebol, representativas das diversas Copas do Mundo. Ela tem a mão esquerda apoiada em uma bola e olha para a câmera.
Por Cisco Nobre

O primeiro jogo de futebol praticado por mulheres reconhecido pela Fifa aconteceu no final da Século XIX. A cidade de Londres, com pouco público, no ano de 1895, viu moças desafiarem a intolerância e praticarem o esporte que viria a ser o de maior sucesso da Idade Contemporânea. Passados 127 anos da partida inaugural, a entidade que administra o futebol mundial observa a modalidade feminina obter êxito e encher estádios das competições de disputadas por seleções. Porém, a realidade não é igual para todas as jogadoras e muitas ainda batalham contra o preconceito, além da busca  pela profissionalização.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

A cultura do estupro ainda pulsa na academia

Descrição para cegos: foto de um cartaz onde originalmente está escrito "Melhor time do CCM" em letras menores e, no centro em letras maiores "DOPASMINA". Sobre esse letreiro, escrito com pincel atômico, lê-se "Respeita as mina!" e, como corrigindo o texto original, em vez do DOPA sugere JUNTA. Por fim, embaixo, acrescenta: "Juntas somos + fortes".

O Coletivo Nise da Silveira, formado por alunas dos cursos da área de saúde da Universidade Federal da Paraíba, divulgou terça-feira uma nota em repúdio à escolha do nome de um dos times formados por alunos do curso de Medicina da instituição. A nota denuncia o trocadilho envolvido na palavra “Dopasmina”, que é originalmente o nome de um neurotransmissor produzido pelo cérebro, mas usado também para denominar festas em que as mulheres (minas) são dopadas e abusadas sexualmente. A nota ganhou o apoio de várias outras entidades, como se pode conferir abaixo.

Nota de repúdio ao termo "Dopasmina" escolhido pela Turma 99 do Curso de Medicina da UFPB como seu nome de time


     

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Futebol é lugar da jornalista mulher?


Descrição para cegos: Foto exibe uma mulher de cabelos longos preso em "rabo de cavalo", assistindo à uma partida de futebol.

Por Gabriela Figueirôa

        Não tem como fugir dessa regra: se você é mulher e diz que gosta de futebol, provavelmente não vão te levar a sério. A situação fica ainda mais complicada para aquelas mulheres que invadem uma profissão dita masculina. As jornalistas esportivas sofrem diariamente com o machismo que impera no futebol, que vão desde flertes básicos até xingamentos, ameaças verbais e questionamentos diários do seu trabalho.

        A história que futebol é coisa de homem, infelizmente, ainda é uma ideia que predomina em nossa sociedade. Mulheres que se declaram amantes do esporte sofrem constantes preconceitos e questionamentos, daqueles que se acham os únicos donos dessa paixão nacional. 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Futebol também é papo de mulher


Descrição para cegos: foto traz uma mulher com trajes
indígenas, olhando para uma bola equilibrada no seu joelho.
Certa vez, num ambiente de aprendizagem e discutindo futebol, as mulheres do local em que eu estava foram surpreendidas com a seguinte indagação, após uma completa explicação sobre a regra do impedimento: entenderam, meninas? O local estava repleto de rapazes também, mas os olhares se voltaram todos para nós. Mais humilhante foi acompanhar as gargalhadas.
É irrefutável o machismo dentro do futebol. Não só na questão teórica, de entendimento do esporte, mas também da vulgaridade imposta a nós. Somos musas, somos a mãe do juiz que roubou para o time adversário, somos o jogador que foi fraco demais ao chutar a bola, somos aquelas que não sabem exatamente que time está jogando.

A seção Ativismo de Sofá, do Portal Fórum, trouxe uma série de propostas para cair por terra com o preconceito de gênero perpetuado no futebol. “O que precisamos fazer para que o futebol deixe de ser esse ambiente que exalta o machismo? Quais mudanças precisamos buscar?” Para ler o artigo, clique aqui. (Dani Fechine)