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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Violência contra a mulher é constante no Brasil

Descrição para cegos: infográfico com o mapa-múndi onde estão dispostos os 5 primeiros países com o maior índice de mulheres assassinadas no mundo. São eles: 1º: El Salvador; 2º: Colômbia; 3º: Guatemala; 4º: Rússia; e 5º: Brasil. Os dados são da Organização Mundial da Saúde.

A violência contra a mulher está enraizada no nosso cotidiano e se manifesta de várias formas. Mas, em uma sociedade machista como a do Brasil, muitas pessoas negam essas variações, o que contribui para esconder a existência dessa violência e reforçar relações de poder desiguais entre homens e mulheres que culmina em seu resultado trágico: o feminicídio. Além disso, a indústria cultural difunde estereótipos de gênero, reforçando o machismo e o sexismo. Confira uma reportagem sobre o assunto, produzida por mim, Carmem Ferreira, Danilo Monteiro, Lucas Campos e Mikaella Pedrosa, para o site Viajante Paranoide. (Felipe Lima)

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Violência de gênero atinge mais as mulheres negras

Descrição para cegos: foto de manifestante segurando um cartaz com a frase “a carne mais barata do mercado é a carne negra”. Em segundo plano, há uma multidão.

Quando se trata da mulher negra da periferia, os crimes relacionados às questões de gênero assumem formas diferentes. Elas são as mais atingidas e têm maior dificuldade no acesso à Justiça. Conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, no Brasil, uma mulher foi assassinada a cada duas horas em 2016 e, segundo pesquisas complementares, entre as vítimas predominam as mulheres negras e pobres. Confira uma reportagem sobre o assunto no site Brasil de Fato. (Felipe Lima)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O machismo refletido nas animações japonesas

Descrição para cegos: imagem mostra estudante japonesa sentada sozinha em sala de aula. O fundo é formado por uma grande janela de vidro através da qual aparecem árvores e a sombra de montanhas.
Por Lucas Campos

Em 2015, a cineasta japonesa Naomi Kawase concedeu entrevista ao jornal O Globo, em que disse: “O machismo está na cultura do Japão. Lá, a mulher deve caminhar atrás dos homens. Se você é mulher e não se comporta como esperam, é considerada uma insolente”. Este tipo de relato não vem apenas de pessoas nativas. Ao fazer uma pesquisa rápida no Google, é possível encontrar uma série de depoimentos em que estrangeiras comentam suas experiências no Japão e, inevitavelmente, abordam questões como machismo e sexismo.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

A cultura do estupro ainda pulsa na academia

Descrição para cegos: foto de um cartaz onde originalmente está escrito "Melhor time do CCM" em letras menores e, no centro em letras maiores "DOPASMINA". Sobre esse letreiro, escrito com pincel atômico, lê-se "Respeita as mina!" e, como corrigindo o texto original, em vez do DOPA sugere JUNTA. Por fim, embaixo, acrescenta: "Juntas somos + fortes".

O Coletivo Nise da Silveira, formado por alunas dos cursos da área de saúde da Universidade Federal da Paraíba, divulgou terça-feira uma nota em repúdio à escolha do nome de um dos times formados por alunos do curso de Medicina da instituição. A nota denuncia o trocadilho envolvido na palavra “Dopasmina”, que é originalmente o nome de um neurotransmissor produzido pelo cérebro, mas usado também para denominar festas em que as mulheres (minas) são dopadas e abusadas sexualmente. A nota ganhou o apoio de várias outras entidades, como se pode conferir abaixo.

Nota de repúdio ao termo "Dopasmina" escolhido pela Turma 99 do Curso de Medicina da UFPB como seu nome de time


     

segunda-feira, 27 de junho de 2016

É preciso entender a cultura do estupro

Descrição para cegos: foto mostra a professora Michelle Agnoleti no estúdio, durante a entrevista

No dia 22 de maio, ocorreu um estupro coletivo na cidade do Rio de Janeiro com uma adolescente de 16 anos. A jovem foi violentada por 33 homens e ainda teve imagens de seu corpo divulgadas nas redes sociais. Quando a população tomou conhecimento do fato, o termo Cultura do Estupro começou a ser reproduzido pelas pessoas e, principalmente, pelo movimento feminista, que atribuiu o caso a essa realidade cultural. Para falar sobre esse tema, as repórteres Shirlayne Mayara e Ramila Ramalho convidaram os professores e pesquisadores gênero Adriano Leon e Michelle Agnoleti para um painel no programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz). Ouça o painel em dois blocos (Gabriela Figueirôa).