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quinta-feira, 9 de maio de 2019

PROTEGER E REEDUCAR: AS MISSÕES DE GABRIELA

Descrição para cegos: A Promotora Gabriela Mansur, em pé, atrás de sua mesa de trabalho que está cheia de papeis e objetos de escritório.


Sabemos que o sistema judiciário foi feito por homens e para homens, ou seja, ele sobrevive
diante da continuação da lógica machista perpetuada na sociedade, mas, em São Paulo, uma promotora de 44 anos vem se destacando ao quebrar esse status quo e, além de ser protagonista enquanto mulher, ela dá voz às vítimas das violências de gênero e trabalhar na reeducação do agressor.
Como a maioria das mulheres, ela se divide entre trabalho, família e ela mesma, mesmo sabendo
dos privilégios que têm, não abandona a empatia com quem tanto precisa de apoio diante da Lei Maria da Penha. Leia a matéria completa escrita por Maria Carolina Trevisan para a Revista Trip.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Violência de gênero atinge mais as mulheres negras

Descrição para cegos: foto de manifestante segurando um cartaz com a frase “a carne mais barata do mercado é a carne negra”. Em segundo plano, há uma multidão.

Quando se trata da mulher negra da periferia, os crimes relacionados às questões de gênero assumem formas diferentes. Elas são as mais atingidas e têm maior dificuldade no acesso à Justiça. Conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, no Brasil, uma mulher foi assassinada a cada duas horas em 2016 e, segundo pesquisas complementares, entre as vítimas predominam as mulheres negras e pobres. Confira uma reportagem sobre o assunto no site Brasil de Fato. (Felipe Lima)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

V Colóquio de Gênero e Cidadania, com Terlúcia Silva

Descrição para cegos: foto de Terlúcia Silva sendo filmada durante o colóquio, vendo-se em primeiro plano a câmera, em cujo visor sua imagem aparece.
O feminismo negro e a violência contra a mulher negra foram os temas predominantes no V Colóquio de Gênero e Cidadania, que teve como convidada a professora e assistente social Terlúcia Maria da Silva, da Bamidelê - Organização de Mulheres Negras na Paraíba. Nossa convidada tem mestrado em Direitos Humanos pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Jurídicas da UFPB e se dedica a pesquisas sobre violência doméstica contra as mulheres e suas interfaces com o racismo. O colóquio, realizado no dia 10 de novembro de 2016, foi organizado por Laianna Janu, Laís Suassuna, Luan Alexandre e Vandicleydson Araújo para a disciplina Jornalismo, Cidadania e Direitos Humanos do Curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba.

VEJA O COLÓQUIO NA ÍNTEGRA

1 – Feminismo negro
A professora define o feminismo negro e as suas demandas e destaca as personalidades que são referências no Brasil e no mundo.


terça-feira, 27 de setembro de 2016

Por que a Lei Maria da Penha não é suficiente?

legenda para cegos
Descrição para cegos: foto em preto e branco de uma mulher sentada em uma calçada, de cabeça baixa, com os braços apoiados nos joelhos.
Por Luan Alexandre

Em agosto a Lei Maria da Penha completou dez anos de vigência. Com o intuito de diminuir a violência contra a mulher, ela garante punição ao indivíduo que pratica violência doméstica ou familiar, além de oferecer proteção às vítimas.
Nesses dez anos, observaram-se avanços em relação a alguns quesitos; vidas foram salvas, agressores punidos e projetos de educação social postos em prática. Apesar disso, ainda há muito no que avançar: no Brasil, estima-se que cinco mulheres são espancadas a cada dois minutos e o parceiro, seja marido, namorado ou ex, é o responsável por mais de 80% dos casos reportados, segundo uma pesquisa do grupo Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado, de 2010.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Seminário discutiu violência contra a mulher negra

Descrição para cegos: quatro integrantes do seminário sentadas à mesa do evento. Da esquerda para a direita: Priscila Estevão, Durvalina Rodrigues, Terlucia Silva e Roberta ischultis. 

Por Vandicleydson Araújo


       O seminário 10 anos da Lei Maria da Penha: interfaces entre o racismo e a violência doméstica foi realizado no Auditório do Centro de Ciências Jurídicas na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, na tarde da última sexta-feira. O evento foi promovido por uma série de entidades ligadas à luta das mulheres negras como a Abayomi – Coletiva de Mulheres Negras e a Bamidelê - Organização de Mulheres Negras, coordenado por Tatyane Guimarães (Rede de Mulheres em Articulação na Paraíba) e Anadilza Maria Paiva (Cunhã – Coletivo Feminista). Em entrevista, Tatyane falou sobre os principais pontos do seminário:

terça-feira, 15 de março de 2016

Lei Maria da Penha completa 10 anos em agosto


Descrição para cegos: foto mostra Thathyane Guimarães e Eveline Neri sentadas
e próximas a dois microfones.

No dia 7 de agosto de 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma lei que punia de forma rigorosa as agressões contra a mulher. A lei 11.340 foi criada para reprimir a violência doméstica e este ano completa 10 anos. É conhecida popularmente por Lei Maria da Penha, em homenagem a biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, vítima de violência doméstica durante 23 anos, incluindo duas tentativas de homicídio pelo marido.
 Para falar sobre os 10 anos da Lei Maria da Penha, as repórteres Elisa Damante, Ivone Cavalcante e Joana Rosa convidaram a professora Eveline Neri, coordenadora do Grupo de Trabalho Violência de Gênero da UFPB, e Thathyane Guimarães, integrante do Observatório da Lei Maria da Penha, para uma entrevista ao programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados na rádio Tabajara AM (1.110 kHz). Ouça a entrevista em dois blocos (Gabriela Figueirôa).

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Oito anos de Lei Maria da Penha


Descrição para cegos:imagem de uma menina sentada de cabeça baixa, escondendo
o rosto nos braços.


Este ano a Lei Maria da Penha (Lei 11.340) completou oito anos de existência e nos alertou para dados importantes – e alarmantes – sobre a violência contra a mulher no Brasil.
Desde sua criação, a Lei Maria da Penha vem exercendo um papel crucial para as mulheres que são agredidas e precisam de um apoio moral e judicial diante das agressões. De acordo com a fundação Perseu Abramo, acontece uma agressão a cada quinze segundos no Brasil. Na maior parte dos casos, os agressores são membros da própria família da vítima, chegando a um percentual nove vezes maior do que o considerado como hostilidades ocorridas no trabalho ou na rua.
Entretanto, esses números podem ser ainda maiores, se considerarmos a possibilidade de que existe uma quantidade de mulheres que não denunciam seus agressores em decorrência do medo.
A violência contra a mulher ainda é muito recorrente no Brasil devido ao entranhamento sociocultural de uma ideologia sexista que perdura há séculos no país, desde a divisão do trabalho até o padrão machista nas ligações afetivas, contribuindo para uma relação de gênero desigual. (Maryellen Bãdãrãu)