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sábado, 21 de março de 2015

O machismo na juventude brasileira

Descrição para cegos: Figura cartunizada em preto de um homem e uma mulher
sendo que a mulher está com um saco na cabeça e ao mesmo tempo segura uma
placa que tem escrito: mulheres obedecem! Já a figura do homem tem uma
placa escrita homens mandam!

Pesquisa demostra alto índice de machismo na população jovem de todo o país, na faixa etária de 16 a 24 anos. Os números revelam machismo em homens e mulheres e a população feminina é que apresenta o maior percentual, se comparado ao percentual dos homens entrevistados. Veja aqui quais as categorias de machismo demostradas e as recomendações do Conselho Nacional de Justiça para mulheres que sofreram ou sofrem algum tipo de violência. (Maryellen Bãdãrãu)

segunda-feira, 9 de março de 2015

The A-Force: As Vingadoras da Marvel

Descrição para cegos: ilustração da História em Quadrinhos (HQ)
"A-Force" que traz várias e conhecidas
heroínas da Marvel.
Em fevereiro foi anunciada a adaptação do grupo dos Vingadores da Marvel na versão feminina, que é composta pela Capitã Marvel, Vespa, Feiticeira Escarlate, Mulher-Aranha e Mulher-Hulk e mais vinte e duas personagens. The A-Force é uma nova série mensal escrita por Willow Wilson e baseada na Secret Wars (Guerras Secretas) e está sendo desenhada por Marguerite Bennett. Cada personagem foi criada com personalidade diferentes, porém, com um traço em comum: a defesa das questões feministas. (Maryellen Bãdãrãu)


Veja a seguir uma das passagens dos quadrinhos em que a personagem chamada “Thor” (na versão feminina) derrota o vilão “Homem-absorvente” depois que ele faz um comentário pejorativo por ela ser mulher.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

A representação de gênero na MPB

Descrição para cegos: ilustração da figura de um
ipod e os fones de ouvido feitos a lápis.
Por Maryellen Bãdãrãu

Durante a construção milenar dos ideais femininos como afirmação dos direitos das mulheres, houve lutas e revoluções que incentivaram o desenvolvimento de trabalhos artísticos, musicais e culturais. Porém, na linha do tempo da música popular brasileira, há composições que reforçam os estereótipos e a desigualdade de gênero.

Como um modo de reafirmar não só as diferenças biológicas, mas também as sociais, a mulher é representada como traidora, que abandona o lar, que é fútil, oportunista e fonte de prazer. Grande parte desse repertório é disseminada com a ajuda das grandes mídias e tem muita aceitação da sociedade, estimulando o mercado fonográfico a continuar com a exploração.
Esse tipo de abuso incita na população atitudes discriminatórias e estereotipadas, uma vez que a indústria cultural é ligada a setores hegemônicos, que enquadram padrões e os vende como uma verdade absoluta, reproduzindo discursos conservadores no qual o corpo social já é familiarizado.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Cinquenta anos de Mafalda

Descrição para cegos: ilustração da personagem Malfada.


            No segundo semestre de 2014, Mafalda completou seus 50 anos de atuação no mundo. Criada e desenhada pelo Quino, na Argentina, a personagem ficou famosa por fazer questionamentos sobre vários temas, inclusive problemas da época, que ainda são pertinentes neste século. O fato de Mafalda ser uma figura feminina trouxe à tona a discussão sobre a mulher dentro de um novo contexto histórico, econômico e cultural, fazendo crítica aos conceitos machistas e patriarcais representados nas tirinhas.(Maryellen Bãdãrãu)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Exposição no Campus Festival propõe reflexões sobre “Escolhas de Vida”

Descrição para cegos: pequena amostra da exposição "Campus Festival" que ocorreu em João Pessoa.
Nos dias 7, 8 e 9 de dezembro de 2014 aconteceu em João Pessoa a segunda edição do Campus Festival, que trouxe para os participantes uma exposição que contemplou artistas de todo o país. Ela teve como foco o feminismo, o cotidiano urbano e sua diversidade. Thiago Trapo, artista plástico e coordenador da exposição, relatou que a ideia partiu de um livro chamado “O medo do feminino” e baseado em seus questionamentos, pôde se inspirar e compor a apresentação. Na imagem está uma pequena amostra da exposição. (Maryellen Bãdãrãu)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Perspectiva de gênero de “To The Beautiful You”

Descrição para cegos: menina se olha no espelho e prepara-se pra cortar sozinha seu cabelo.


To The Beautiful You é uma série Sul-Coreana que traz em seu enredo uma jovem coreana que cresceu nos EUA e que volta para seu país de origem, disfarçada de garoto para estudar numa escola que pode realizar seu sonho de ser uma grande atleta. De acordo com a série, essa instituição é a única do país na especialidade de formar personalidades no esporte mundial, apenas do gênero masculino.
A reflexão feita através da leitura dessa obra evidencia a posição e o papel dos gêneros Homem e Mulher diante da sociedade, em que a mulher deve ocupar cargos discretos e que sejam mais domésticos possíveis, enquanto os homens podem e devem trabalhar em áreas de prestígio. Apesar das diferenças representadas na trama, na leitura que considera as peculiaridades da cultura asiática, é perceptível uma ampla influência imperialista no comportamento social em ambos os gêneros.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

II Colóquio de Diversidade de Gênero – com a professora Rosa Godoy

Descrição para cegos: imagem de Rosa Maria Godoy durante colóquio.

O II Colóquio de Diversidade de Gênero da disciplina Jornalismo e Cidadania foi realizado no dia 29 de outubro com a professora Rosa Maria Godoy Silveira. Doutora e pós-doutora pela USP, Rosa atua nos programas de pós-graduação em História, Direitos Humanos e Ciências Jurídicas da UFPB. A organização foi de Elthon Cunha, Jade Santos, Maryellen Bãdãrãu e Sara Gomes.

No primeiro vídeo, a professora Rosa explica a secular divisão de papéis para homens e mulheres na sociedade.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Fotógrafa faz ensaio com mulheres militantes da II Guerra Mundial

Descrição para cegos: retrato Galina Ivanova que serviu na Segunda Guerra Mundial.

A polonesa Agnieszka Rayss decidiu homenagear as veteranas do exército vermelho em um ensaio fotográfico que reúne mulheres que serviram à União Soviética, na Segunda Guerra Mundial. Depois da derrota dos nazistas, essas mulheres foram saudadas como heroínas, pois tiveram um importante (e perigoso) trabalho, como o de resgatar feridos na linha de fogo, cozinhar e até guerrear com os demais soldados. A fotógrafa polonesa recebeu diversos prêmios por seu trabalho e teve trechos publicados no livro “The Other Hundred”, em 2013. (Maryellen Bãdãrãu) 

Veja o ensaio aqui.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Oito anos de Lei Maria da Penha


Descrição para cegos:imagem de uma menina sentada de cabeça baixa, escondendo
o rosto nos braços.


Este ano a Lei Maria da Penha (Lei 11.340) completou oito anos de existência e nos alertou para dados importantes – e alarmantes – sobre a violência contra a mulher no Brasil.
Desde sua criação, a Lei Maria da Penha vem exercendo um papel crucial para as mulheres que são agredidas e precisam de um apoio moral e judicial diante das agressões. De acordo com a fundação Perseu Abramo, acontece uma agressão a cada quinze segundos no Brasil. Na maior parte dos casos, os agressores são membros da própria família da vítima, chegando a um percentual nove vezes maior do que o considerado como hostilidades ocorridas no trabalho ou na rua.
Entretanto, esses números podem ser ainda maiores, se considerarmos a possibilidade de que existe uma quantidade de mulheres que não denunciam seus agressores em decorrência do medo.
A violência contra a mulher ainda é muito recorrente no Brasil devido ao entranhamento sociocultural de uma ideologia sexista que perdura há séculos no país, desde a divisão do trabalho até o padrão machista nas ligações afetivas, contribuindo para uma relação de gênero desigual. (Maryellen Bãdãrãu)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Feminismo vendido


Descrição para cegos: imagem da cantora Beyoncé com um cartaz "We can do it!" de fundo.

Uma primeira impressão da palavra Feminismo traz diversas alusões às mentes das pessoas. Uns podem lembrar-se do movimento extremista, enquanto outros vão remeter-se à luta por igualdade de gênero. Por ser uma palavra que traz bagagens históricas riquíssimas de mulheres que fizeram de suas ações uma referência para os dias de hoje (exemplos de Emma Guldman e Marie Curie), atualmente o Feminismo está sendo vinculado à cantoras da música pop internacional, tratado como uma ideologia a ser defendida. Mas a questão é: até que ponto isso é verdadeiro? E a que preço?
Ultimamente a mídia tem mostrado as cantoras Beyoncé e Miley Cyrus como adeptas do Movimento Feminista (moderno). Enquanto Emma e Marie, em sua época, tiveram uma forma de protestar a favor da equidade de gênero, também aquelas estariam prontas para militarem a favor do Feminismo. Em suas canções, por exemplo, Beyoncé revela claramente em "Run the World (Girls)" uma versão idealista de empoderamento feminino e a mulher como superior ao homem. Assim também Cyrus, que se considera publicamente como Feminista, tanto em suas entrevistas como no seu próprio modo de viver.
Entretanto, a crítica considera essas atitudes um marketing da cultura pop musical para ganhar mais público através da “novidade”. Seria uma forma de vender uma ideologia em favor de um maior alcance. Enquanto antes a palavra Feminismo nem era mencionada pelas artistas por trazer uma conotação negativa, agora está sendo cantada. A Beyoncé de “Run the World (Girls)” é a mesma de “Drunk in Love” que contém trechos que remetem a uma situação de abuso e violência contra mulher. Da mesma forma Miley se contradisse quando fez uma performance em 2013 e seminua cantou “Blurred Lines”, música que faz forte alusão ao enaltecimento do estupro e à desvalorização da mulher. (Maryellen Bãdãrãu)

terça-feira, 30 de setembro de 2014

O Feminismo como um estilo de vida

Descrição para cegos: imagem preto em branco de uma menina deitada, sorrindo.

Há inúmeras pessoas envolvidas numa luta por uma igualdade de gênero, em que a mulher seja em tudo equivalente ao homem, não apenas considerada formação da natureza em sua forma delicada de ser. Neste artigo, Mikaella Pedrosa, aluna do curso de Jornalismo da UFPB, defende a ideia de um feminismo mais tradicional, se comparado aos movimentos ferrenhos dos dias atuais, baseando-se no discurso da palestra feminista de Chimamanda Ngozi e da música Flawless de Beyoncé, que retrata a realidade que as mulheres enfrentam, assim como também argumenta que muito além de um movimento, o Feminismo deve ser encarado como uma ideologia. (Maryellen Bãdãrãu)