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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Série de vídeos mostra machismo às avessas

Descrição para cegos: imagem de um vídeo do DRelacionamentos mostra o seguinte texto: “DR apresenta como seria se machismo fosse ao contrário”. Sob o texto, a imagem de mulheres à mesa, brindando, enquanto um homem sem camisa, atrás delas, segura uma garrafa contra o peito como forma de satirizar a maneira sexualizada que as mulheres são representadas em comerciais de cerveja.

O canal DRelacionamentos, no Youtube, começou uma série de vídeos em que satirizam as posições socioculturais de gênero que nos foram impostas. Nos esquetes, os papéis são invertidos:homens são submetidos às mesmas situações que as mulheres sofrem diariamente, em que suas imagens são relegadas a conceitos de gênero estereotipados. O objetivo é causar estranheza e fazer refletir o porquê desse sentimento, visto que os mesmos preconceitos e assédios sofridos pela mulher foram tratados com naturalidade durante muito tempo. A série pretende reforçar que o feminismo não é uma espécie demachismo às avessas. (Felipe Lima)

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Folha de S. Paulo criticada por matéria sobre pais

Descrição para cegos: montagem com as duas capas da Folha de São Paulo. À esquerda, homem segura vaso com planta e par de sapatos. À direita, homem segura bebê no colo, por cima deles há um móbile com animais e luzes. Sobre ambas as páginas estão distribuídos títulos, números e chamadas de matérias.

No último dia 6, a Folha de São Paulo publicou um especial para comemorar o Dia dos Pais. Imediatamente, a matéria repercutiu nas redes sociais por falar apenas dos hobbies dos pais, não dando espaço para falar dos filhos na capa e no texto. Também indignada com a matéria, a colaboradora Tayná Leite escreveu um artigo para o Huffpost Brasil sobre as disparidades entre a maternidade e a paternidade. No texto, Tayná critica como é fácil, para um pai, ser visto socialmente com bons olhos, mesmo tendo pouca ou nenhuma participação na criação dos filhos; enquanto que, com as mães, o contrário acontece. Confira na íntegra clicando aqui. (Lucas Campos)

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Jornalismo paraibano não valoriza mulher como fonte



Descrição para cegos: no lado direito da imagem, a silhueta de três homens sendo entrevistados por um jornalista. No lado esquerdo, a silhueta de uma mulher isolada do grupo. Folhas de jornais passam voando pela mulher. Acima das pessoas, um gráfico representando a minoria de mulheres.






O Grupo de Estudos em Gênero e Mídia da UFPB (GEM), formado por professores e alunos vinculados ao Departamento de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba, desenvolveu um projeto chamado Entreviste uma Mulher na Paraíba. O principal objetivo do estudo é reduzir a desigualdade de participação entre homens e mulheres como fonte para matérias jornalísticas. No site encontram-se análises em números reais da presença feminina nos veículos de comunicação da Paraíba. Saiba mais sobre o projeto clicando aqui. (Vandicleydson Araújo)

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Elas amadurecem mais rápido?


Descrição para cegos:  foto mostra uma mulher de cabelo amarrado e um homem
olhando um para o outro, ambos de perfil.

Por Vítor Nery


Especialistas da Newcastle University estudaram 121 pessoas com idades entre 4 e 40 anos para analisar o amadurecimento do cérebro. Os resultados mostraram que aos 10 anos de idade, as mulheres já iniciavam a redução de conexões cerebrais, estimulando o órgão a trabalhar de forma mais fácil, rápida e eficiente. Nos homens, o mesmo processo só acontece aos 20 anos. Então, de maneira geral, sim, as mulheres amadurecem mais rápido. Mas há outro fator importantíssimo, além do biológico, que o senso comum ignora para isentar o homem de suas responsabilidades coletivas: a construção social.
Na infância, meninas ganham bonecas (bebês), forninhos, brincam de casinha, têm de se portar “direito” e não falar palavrões - são as primeiras ligações à maternidade e ao espaço doméstico. Enquanto isso, meninos ganham bonecos (heróis), carrinhos, e podem se comportar do jeito que quiserem.


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Por que os homens também precisam do feminismo?



Descrição para cegos: foto mostra várias pessoas em um local
 ao ar livre, com os braços levantados e de punhos cerrados.

Por Vítor Nery

Miscigenado, efervescente e diverso, o Brasil carrega um legado de transgressão de normas e padrões de comportamento, impulsionando diversos movimentos sociais nos últimos anos. Proporcionalmente, no entanto, uma forte onda reacionária vem ameaçando as conquistas sociais das minorias. No tocante às questões de gênero, a reação vem, em grande parte, de homens desacreditados, afirmando que o feminismo prega uma suposta supremacia das mulheres. Contudo, o empoderamento feminino é, na verdade, a melhor solução para que todos sejamos tratados de forma igualitária – inclusive, os homens.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Perspectiva de gênero de “To The Beautiful You”

Descrição para cegos: menina se olha no espelho e prepara-se pra cortar sozinha seu cabelo.


To The Beautiful You é uma série Sul-Coreana que traz em seu enredo uma jovem coreana que cresceu nos EUA e que volta para seu país de origem, disfarçada de garoto para estudar numa escola que pode realizar seu sonho de ser uma grande atleta. De acordo com a série, essa instituição é a única do país na especialidade de formar personalidades no esporte mundial, apenas do gênero masculino.
A reflexão feita através da leitura dessa obra evidencia a posição e o papel dos gêneros Homem e Mulher diante da sociedade, em que a mulher deve ocupar cargos discretos e que sejam mais domésticos possíveis, enquanto os homens podem e devem trabalhar em áreas de prestígio. Apesar das diferenças representadas na trama, na leitura que considera as peculiaridades da cultura asiática, é perceptível uma ampla influência imperialista no comportamento social em ambos os gêneros.