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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Marcha das Vadias: como surgiu?

Descrição para cegos: foto mostra manifestação da Marcha das Vadias. Em primeiro plano aparece uma mulher de sutiã preto e saia curta vermelha com listas coloridas. Ela tem algumas frases escritas pelo corpo e levanta um cartaz onde está escrito "Minhas roupas não definem meu caráter!"
A Marcha das Vadias é uma manifestação popular composta por feministas e simpatizantes da causa que vão às ruas lutar pela igualdade de gêneros e defender o direito da mulher de ser livre. Mas como surgiu o movimento? Por que “Vadias” no nome? O blog da Marcha das Vadias de Curitiba fez um artigo explicando essas questões. Confira aqui. (Vítor Nery)

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Elas amadurecem mais rápido?


Descrição para cegos:  foto mostra uma mulher de cabelo amarrado e um homem
olhando um para o outro, ambos de perfil.

Por Vítor Nery


Especialistas da Newcastle University estudaram 121 pessoas com idades entre 4 e 40 anos para analisar o amadurecimento do cérebro. Os resultados mostraram que aos 10 anos de idade, as mulheres já iniciavam a redução de conexões cerebrais, estimulando o órgão a trabalhar de forma mais fácil, rápida e eficiente. Nos homens, o mesmo processo só acontece aos 20 anos. Então, de maneira geral, sim, as mulheres amadurecem mais rápido. Mas há outro fator importantíssimo, além do biológico, que o senso comum ignora para isentar o homem de suas responsabilidades coletivas: a construção social.
Na infância, meninas ganham bonecas (bebês), forninhos, brincam de casinha, têm de se portar “direito” e não falar palavrões - são as primeiras ligações à maternidade e ao espaço doméstico. Enquanto isso, meninos ganham bonecos (heróis), carrinhos, e podem se comportar do jeito que quiserem.


domingo, 5 de junho de 2016

Manual orienta abordagens jornalísticas sobre gênero


Descrição para cegos: imagem mostra banner virtual com a logomarca da ONG Think Olga que se constitui do nome Olga rodeado por riscos acompanhado do escrito "Minimanual do jornalismo humanizado".

Em 30 de maio, a ONG Think Olga disponibilizou um minimanual online, destinado a jornalistas e veículos de comunicação, compilando uma série de regras para evitar erros clássicos na abordagem de pautas relativas às mulheres. Os exemplos práticos trazidos na publicação estão dispostos em quatro seções: Violência contra a mulher, Racismo, Transfobia e Estereótipos Nocivos. Confira o manual aqui. (Vítor Nery)

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Lei 'antibaixaria' e a violência de gênero no funk


Descrição para cegos: Foto exibe conjunto de pessoas, com o foco em três mulheres dançando, localizado em uma casa de festas noturna, sendo iluminados por um jogo de luz.

Por Vítor Nery

No início de maio, a prefeitura de Goiânia-GO sancionou uma lei que proíbe o uso de dinheiro público para a contratação de artistas que em suas músicas desvalorizem ou incentivem a violência contra mulheres, homossexuais e afrodescendentes, expondo-os a situação de constrangimento. Medida aplicada primeiramente na Bahia, após o Carnaval 2011, foi adotada na Paraíba em 2013.
O assunto traz à tona a violência de gênero na música. Um dos estilos onde isso ocorre com mais frequência é o funk. Mas por que, ao invés de falarmos sobre isso, acabamos por difundir – no piloto automático – os sons da indústria do estilo Proibidão por sua bizarrice e poder de “chiclete”? Quais são as consequências de se replicar um discurso que menospreza e banaliza a mulher, a exemplo do hit “Baile de Favela”, de MC João?

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Feminismo e interseccionalidade


Descrição para cegos: Imagem exibe um desenho de metade
 de um rosto de uma mulher de olhos fechados
 e com cabelo black power.
Por Vítor Nery

      Como causa social, o Feminismo se destrincha em várias vertentes, dentre elas as interseccionais. Kimberlé Crenshaw, estudiosa do assunto, definiu este conceito como “a visão de que as mulheres experimentam a opressão em configurações variadas e em diferentes graus de intensidade”.

Uma mulher branca, heterossexual e de classe média, por exemplo, sofre muito menos que uma negra e pobre, que, não bastasse o machismo, ainda lida com o preconceito de raça e classe social. A vertente interseccional que concilia a luta da mulher com a causa negra é o feminismo negro.

sábado, 21 de maio de 2016

Alunas da USP denunciam machismo na Psicologia



Descrição para cegos: imagem apresenta a hashtag "ele vai ser psicólogo" seguido pela frase "e tira sarro de mulheres que militam e fazem política". Logo abaixo há escrito Coletivo Aurora Furtado, acompanhado pela logomarca do mesmo.

As estudantes de Psicologia da USP lançaram, por meio do Coletivo Feminista Aurora Furtado, a iniciativa-denúncia "#elejáépsicólogo #elevaiserpsicólogo" no dia 11 de maio. Inspiradas em outras campanhas como "#MeuQueridoProfessor", as alunas fizeram várias publicações no Facebook do Coletivo descrevendo atitudes machistas de colegas de curso ou psicólogos já formados, que na contramão do ofício, aumentam ou promovem o sofrimento psíquico de muitas mulheres. Confira a ação aqui. (Vítor Nery)

domingo, 8 de maio de 2016

IV Colóquio de Questões de Gênero – com a professora Maria Eulina Carvalho


Descrição para cegos: foto mostra a professora Eulina e a câmera
filmando-a, com ela aparecendo no visor.

A professora Maria Eulina de Carvalho foi a convidada da turma de Jornalismo e Cidadania do curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba para o IV Colóquio de Questões de Gênero. O encontro aconteceu no dia 30 de março de 2016, e nele foram discutidos temas como a influência do patriarcado na sociedade, estratégias de combate à violência contra a mulher, sexualização de carreiras e feminismo negro, entre outros. Maria Eulina é mestre em Psicologia Educacional pela Universidade Estadual de Campinas, doutora pela Michigan State University, nos Estados Unidos, e pós-doutora pela Universidade de Valência, Espanha. É professora na pós-graduação em Educação na UFPB e pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação sobre Mulher e Relações de Gênero, o Nipam. A organização do colóquio foi de Dani Fechine, Gabriela Figueirôa e Vítor Nery.

Confira o colóquio da íntegra:



1 - Influência do patriarcado

A professora Maria Eulina fala sobre a dominação masculina na vida social e a relação de poder estabelecida pela sociedade patriarcal, que minimiza o papel da mulher.



quarta-feira, 4 de maio de 2016

O machismo nas entrelinhas


Descrição para cegos: imagem mostra o texto "Explicação Masculina do óbvio (Mansplaining)"
que expõe a definição do termo em inglês que aparece no título, que resumidamente se refere a
homens que tomam o local de fala das mulheres em variadas situações. 

A ideia geral de machismo como sistema de opressão da mulher (excluindo-se a associação equivocada do termo a um "comportamento masculino") é ligada apenas à violência verbal, corporal, sexual e subseviência. Porém, há gestos sutis no nosso cotidiano que sustentam essa opressão, restringindo a autonomia das mulheres sem que nos demos conta. A blogueira Cami Santos fez uma compilação desses comportamentos numa postagem. Confira aqui (Vítor Nery).

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Zaha Hadid e seu legado para o feminismo

Descrição para cegos: foto exibe a arquiteta Zaha Hadid com
a cabeça um pouco elevada e sorrindo olhando para a câmera.
Por Vítor Nery

      Zaha Hadid, arquiteta mundialmente consagrada, faleceu no dia 31 de março, vítima de um ataque cardíaco em Miami. Ela tinha 65 anos e estava se tratando de bronquite.
      Pioneira em sua área, Hadid sempre apontava a importância da representação feminina na sociedade, defendendo que as pessoas precisam parar de restringir as mulheres, desencorajá-las aos desafios e julgá-las por serem ambiciosas. “Elas precisam de autoconfiança”, afirmava – “especialmente em um campo dominado por homens, nos escritórios e nas construtoras.”