sábado, 28 de fevereiro de 2015

A representação de gênero na MPB

Descrição para cegos: ilustração da figura de um
ipod e os fones de ouvido feitos a lápis.
Por Maryellen Bãdãrãu

Durante a construção milenar dos ideais femininos como afirmação dos direitos das mulheres, houve lutas e revoluções que incentivaram o desenvolvimento de trabalhos artísticos, musicais e culturais. Porém, na linha do tempo da música popular brasileira, há composições que reforçam os estereótipos e a desigualdade de gênero.

Como um modo de reafirmar não só as diferenças biológicas, mas também as sociais, a mulher é representada como traidora, que abandona o lar, que é fútil, oportunista e fonte de prazer. Grande parte desse repertório é disseminada com a ajuda das grandes mídias e tem muita aceitação da sociedade, estimulando o mercado fonográfico a continuar com a exploração.
Esse tipo de abuso incita na população atitudes discriminatórias e estereotipadas, uma vez que a indústria cultural é ligada a setores hegemônicos, que enquadram padrões e os vende como uma verdade absoluta, reproduzindo discursos conservadores no qual o corpo social já é familiarizado.

Da violência física à violência psicológica

Descrição para cegos: imagem da bandeira LGBT com machas de sangue ao fundo.

Por Jade Santos

O Grupo Gay da Bahia (GGB), uma das organizações mais importantes do Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis (LGBT), relata anualmente o número de ocorrências violentas praticadas contra membros desse grupo no Brasil. O professor Roberto Efrem utiliza dados do GGB e analisa essa situação em seu artigo Corpos Brutalizados: conflitos ematerializações nas mortes de LGBT.
Ao julgar esses crimes, a justiça brasileira não os entende como homofóbicos, mas, sim como cruéis e brutais. Para a polícia, o principal motivo dos delitos não é a homofobia, mas sim a vingança. Pois, a forma como as vítimas são encontradas demonstra explicitamente um ato de ódio e crueldade.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A música brasileira e o direito à sensibilidade masculina

Descrição para cegos: imagem do cantor Gonzaguinha, durante um show.
Por Sara Gomes

Homem não chora”. Certamente você já deve ter ouvido esta expressão alguma vez na vida. Podemos dizer, a priori, que além de uma questão de gênero é uma atribuição cultural, difundida por gerações. Neste texto, refletiremos um pouco sobre como este conceito é largamente propagado na música brasileira.

Por algumas vezes, pude perceber que a reprodução deste discurso em diversos segmentos da música, fortalece na sociedade esta visão destoante entre os gêneros, em vez de combatê-la.O estigma de que o homem não pode chorar é apenas o carro-chefe dentre uma série de paradigmas impostos pelo modelo da sociedade patriarcal – o homem é o provedor da família constituinte, sinônimo de virilidade e etc.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Pesquisa mapeia contribuições femininas na imprensa paraibana

Descrição para cegos: foto de perfil de Charliton Machado.
Por Jade Santos

Intitulada A Imprensa como fonte histórica educacional, a pesquisa resgata o discurso feminino nos jornais da Paraíba publicados entre 1920 e 1930. O estudo é feito a partir de contribuições literárias, políticas e educacionais das mulheres. A pesquisa é um projeto de extensão do professor Charliton Machado, do Departamento de Metodologia da Educação da UFPB. Ouça a entrevista que fiz com o professor Charliton Machado para o programa Espaço Experimental.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Cinquenta anos de Mafalda

Descrição para cegos: ilustração da personagem Malfada.


            No segundo semestre de 2014, Mafalda completou seus 50 anos de atuação no mundo. Criada e desenhada pelo Quino, na Argentina, a personagem ficou famosa por fazer questionamentos sobre vários temas, inclusive problemas da época, que ainda são pertinentes neste século. O fato de Mafalda ser uma figura feminina trouxe à tona a discussão sobre a mulher dentro de um novo contexto histórico, econômico e cultural, fazendo crítica aos conceitos machistas e patriarcais representados nas tirinhas.(Maryellen Bãdãrãu)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Chega de Cantadas


Descrição para cegos: ilustração do Think Olga sobre feminismo.
Por Sara Gomes

Voltar do trabalho em horário de pico e ainda receber uma “encoxada” no ônibus; se privar de usar um short curto, por medo de sofrer alguma violência - da cantada banal movida pela necessidade de intimidação a consequências severas, como o abuso sexual. Não obstante, a sociedade brasileira e não apenas o imaginário masculino, banalizou que a culpa do assédio sexual sofrido seria da própria mulher.