quinta-feira, 9 de maio de 2019

OI, MENINAS, NO POST DE HOJE...

Descrição para cegos: uma mulher utilizando um computador enquanto segura um bebê apoiado na mesa.


Aqueles momentos de tédio que passamos o feed do facebook distribuindo likes, amei
e grr (esse último são para as besteiras que o presidente diz), de repente me deparei com um
vídeo da Blogueirinha e sua filhinha, Xay, com a seguinte legenda:

“Não julgo essa maternidade real! Dias de fúria de toda mãe!”

Estava em um grupo de mães e, pelos comentários, elas não sabiam quem as
personagens do post são. Logo, começaram as críticas e comparações com outras influencers
bem famosas e seus posts sobre a maternidade, principalmente com a clássica de que ser mãe
é uma benção e reclamar é um pecado.

Mães perfeitas, filhos perfeitos, fraldas e lookinhos do dia patrocinados, a vida que
todos os comentários do post desejavam.

200 e tantos comentários depois, vi um outro post no mesmo grupo:

“Meninas, não me julguem, mas hoje só queria conseguir rir de qualquer coisa. Meus filhos e
meu marido estão me deixando louca.”

A ESSÊNCIA DO NOSSO SAGRADO


Descrição para cegos: um grupo de mulheres abraçadas.


Divagamos tanto sobre “nos conhecer melhor”, há livros de autoajuda, músicas,
grupos em redes sociais e, até mesmo, anúncios publicitários que trazem essa ideia – uma real
necessidade diante de um mundo falocêntrico.

O Sagrado Feminino é um processo de autoconhecimento de nós enquanto mulheres
e as descobertas que fazemos ao nos tocar e tocar umas as outras. Tão complexo, traumas e
dores do passado ressurgem e começam o início da cicatrização de tantas feridas.

Acompanhe esse processo (e fique na vontade como estou) em uma matéria no Universia UOL.

PROTEGER E REEDUCAR: AS MISSÕES DE GABRIELA

Descrição para cegos: A Promotora Gabriela Mansur, em pé, atrás de sua mesa de trabalho que está cheia de papeis e objetos de escritório.


Sabemos que o sistema judiciário foi feito por homens e para homens, ou seja, ele sobrevive
diante da continuação da lógica machista perpetuada na sociedade, mas, em São Paulo, uma promotora de 44 anos vem se destacando ao quebrar esse status quo e, além de ser protagonista enquanto mulher, ela dá voz às vítimas das violências de gênero e trabalhar na reeducação do agressor.
Como a maioria das mulheres, ela se divide entre trabalho, família e ela mesma, mesmo sabendo
dos privilégios que têm, não abandona a empatia com quem tanto precisa de apoio diante da Lei Maria da Penha. Leia a matéria completa escrita por Maria Carolina Trevisan para a Revista Trip.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

MARIE CLAIRE, MINHA AMIGA DE INFÂNCIA

Descrição para cegos: capa da revista Marie Claire de 1997 com uma modelo usando maiô amarelo modelo asa delta


Lembro de ir no gabinete- é assim que chamamos salão de cabeleireiro, no Ceará, o
meu estado natal- acompanhar minha mãe em suas visitar pra pintar e escovar seus curtos
cabelos – o molde Fátima Bernardes estava em alta nos anos 90.

Criança inquieta eu corria de lá para cá naquela salinha apertada, um puxadinho da
sala da dona de casa, que intercalava cabelos com o jantar do marido, eis que encontrava as
revistas pra folhear, nenhuma em quadrinhos, pois, lá não haviam crianças além de mim. E
assim peguei minha primeira Marie Claire em 1996: uma mulher com sobrancelhas finas e boca
vermelha estava na capa, não lembro quem, mas não esqueço dessas duas características.
Via as roupas, as modelos, os casais, via tudo, pois abria as páginas com liberdade e
foi assim por vários finais de semana até o dia que minha mãe ouviu “O QUE É SEXO?” saindo
por minha boca e atravessando todos os ouvidos daquela pequena sala.

Fuxico, murmúrio, “isso não é coisa pra criança” todas falaram pra mim, “você não
vem mais comigo” disse minha mãe. E, assim, não tive mais minha leitura dos finais de
semana.

Hoje, 22 anos depois, a necessidade de buscar leitura sobre o machismo nas revistas
femininas, levou a mini-menina a lembrar da sua velha amiga de infância ao se deparar com
edições que não buscavam responder e, sim, em questionar o mundo ao seu redor, elas não
calam, ao contrário, nos fazem gritar por todas nós.Reencontrei minha velha amiga e ela fez
com que eu mesma me reencontrasse.

BATUCADAS CONTRA O PATRIARCADO

Descrição para cegos: três mulheres tocando, cada uma, seu instrumento de percussão.


Conhecidas por sua atuação na cultura paraibana, o grupo "As Calungas" são pioneiras do
movimento de mulheres percussionistas em João Pessoa. O grupo que iniciou sua história com 12 mulheres
batuqueiras, hoje, além de ter extendida sua quantidade, ampliou-se também sua atuação, já que elas
também promovem oficinas de música e produção dos instrumentos.

Ficou interessada em conhecer e se empoderar da música pra revolucionar com as batucadas?
Confere a matéria feita pelo Portal Brasil de Fato.

terça-feira, 7 de maio de 2019

LOLA: ENTRE REDES E ATIVISMO

Há pouco dizíamos que a internet era terra de ninguém, felizmente houve uma brusca
mudança e nós estamos marcando nosso espaço de discussão e engajamento para nossas
pautas. Assim, vemos a principal característica do ciberativismo feminista: utilizar a rede
mundial de computadores para compartilhar nossas opiniões, conquistas e necessidades
enquanto mulheres que se rebelaram contra o status patriarcal da sociedade a qual ainda
vivemos, um movimento que revela a modernização da militância de rua e a chance para que
diversas vozes possam ser ouvidas no mundo real, mas uma sempre me chamou atenção por
sua insistência em anos de escrita, denúncias, invasões de privacidade com sua família e
esperança nas mulheres. Ela é a Lola.



Descrição para cegos: Imagem em preto e branco com a foto de Lola usando uma camisa com
a frase “Lute como uma garota”


A professora Lola Aronovich foi a percussora desse movimento, com seu blog
“Escreva Lola Escreva”, ainda ativo e atualizado diariamente. Nele, além de comentar casos
atuais de machismo, misoginia e outras características da onda conservadora que caminham
com rapidez no país, ela faz denúncias contra espaços digitais nos quais criam e difamam
militantes de esquerda com a criação e divulgação de fake news. Com o passar dos
anos, novas plataformas foram surgindo e com elas novas protagonistas, mas Lola não perdeu
evidência e continuou a ser uma das vozes mais respeitadas nos locais de discussão de
gênero, por isso, as telas não foram suficientes para seu discurso e sua presença se tornou
recorrente em diversos eventos de discussão acerca do tema.

Lola é o olhar de luta, aquele que, muitas vezes, diante de tantas notícias ruins sobre
nossos direitos em constante regressão até a total suspensão, ressignifica a nossa própria
crença em continuar. Se Lola continua, nós continuamos juntas a ela.

CIBEREMPODERADAS


Descrição para cegos: mulheres sentadas na frente de computadores, prestando
atenção em uma aula.


A pesquisa de mestrado de uma socióloga e professora quantificou o que nós já vemos diariamente: o mercado de Tecnologia da Informação é o reflexo de uma sociedade que treina os homens para a resolução dos problemas e para as mulheres sobra os afazeres domésticos e maternos.

Diante dessa realidade que frisa a distinção de gênero nesse espaço, muitos coletivos se organizaram para democratizar o acesso à educação e no espaço de empreendedorismo em tecnologia, principalmente para combater a misoginia, o assédio e a desvalorização salarial. Veja mais nessa reportagem na AzMina.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

PRAZER, EROTISMO EMPREENDEDOR



A triologia cinematográfica brasileira, “De Pernas pro Ar”, mostra o cotidiano de uma empresária da indústria de produtos eróticos, mas ali, ainda temos muitas adaptações quanto aos perregues que as empreendedoras do ramo passam no dia a dia.

Ianelli Lopes, uma administradora de empresas cearense, de 23 anos, mostra que, ser mulher, jovem e sem freios com tabus podem ser o combustível necessário para investir numa área que muitos ainda sentem vergonha em usufruir, como ela fala com a gente em entrevista para o Blog Cidadania em Pauta: Questões de Gênero.




Descrição para cegos: Ianeli sorrindo com sua beca preta no dia de sua formatura.



Juliana Lima: Como iniciou teu desejo em trabalhar com produtos eróticos?

Ianelli Lopes: Comecei porque minha mãe estava com problemas de saúde e eu precisava estar presente durante seu tratamento dela, em escritório não é possível fazer seu próprio horário.
A possibilidade de vender os produtos surgiu com um casal com o qual eu tinha uma relação, pois eles vendiam de forma pequena, sem clientes fidelizados, e ali vi a possibilidade de um negócio lucrativo. A margem de lucro era alta, mas a falta de divulgação limitava muito o contato entre o negócio e os clientes, então eu resolvi colocar em prática a minha formação em administração. O negócio foi crescendo, a mulher do casal pediu a separação de mim e continuei sozinha uma loja virtual com vendas pelo Instagram e a domicílio.

JL: É um mercado que está sobrevivendo pela atual crise?

IL: Tem crescido bastante, principalmente os produtos nacionais são de excelente qualidade, porém ainda enfrentamos a dificuldade da divulgação, porque as leis brasileiras limitam muito a propaganda sobre produtos eróticos - tanto que todos são vendidos como: cremes corporais, óleos corporais, geis corporais e massageadores corporais, nada pode ser direcionado ao sexo, por mais que a gente saiba seu real uso.
Sobre a crise, ela tem impactado muito nas nossas vendas, porque produto erótico é item de luxo e o poder de compra do trabalhador tem caído muito, então os primeiros negócios que caem são os micros como o meu.

JL: Sabemos que o mercado erótico é feito para homens, a partir do imaginário deles. Como as mulheres chegam até você?

IL: Hoje, a minha clientela é 70% feminina, 25% gay e os outros 5% são homens casados e/ou fetichistas.
Os homens são mais tímidos, acredito que por eu ser mulher e agir com naturalidade ao atender facilita nas vendas, já as mulheres têm mais facilidade de chegar e conversar comigo, mas a visão de muitas, sobre minha profissão, se divide em quem: não levar nosso trabalho a sério.

Nesse momento, Ianeli pediu uma pausa para beber água, com um semblante mais sério, retomou a fala para citar os casos de assédio que já passou durante as vendas:

IL: Muitos homens me procuram não pra comprar produtos, mas sim porque acham que é mais fácil me levar pra cama, usam a desculpa de comprar meus produtos pra experimentar comigo, então preciso exercitar um jogo de cintura pra saber quando é um cliente sério e quando é um que posso evitá-los sem me preocupar.
Sei que não sou a única a passar por essas situações, conheço outras mulheres do mesmo mercado relatam problemas parecidos, então o assédio é bem constante nesse meio, mesmo assim continuamos nossas vendas e não são esses casos que nos farão parar.


JL: Essa experiência, mesmo com os percalços, rendeu dicas para quem está iniciando no mercado erótico?

IL: Sim, as dicas básicas são: investir em produtos diferenciados, conhecer o que vocês estão vendendo, testar antes de oferecer para conhecer os benefícios, como funcionam e para que servem - o mercado produz muitos itens de higiene e saúde sexual - mas precisa tomar cuidado com entre o profissional e o pessoal, ninguém quer cliente lembrando de vocês na hora h, né?
O principal é ser sincero, isso é o verdadeiro fidelizador de clientes, mesmo que outros vendam mais barato, as pessoas compram pela confiança e segurança que o vendedor passa.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Mulher indígena, resista!



Por Mônica Barros
Fonte: @oraisvi

Descrição para cegos: Colagem com fundo cor de rosa de uma imagem preto e branco de mulher indígena de perfil.

Pelo poder das folhas
que em nosso corpo traz a proteção ao benzer,
pela ancestralidade da aldeia
que na sua intuição sempre irá nascer
pelos ensinamentos que nossos curumins precisam
para no mundo do homem branco crescer

Resista!

Pela mãe natureza
que é sem igual com os traços da tua beleza
pela sabedoria que carregas na tua destreza
com tua cor, da terra
que faz nossa etnia eterna...

Resista

Demarque e ocupe nossas terras
esteja presente nos ciclos do verão e da primavera
dance um toré
se encha da força, devoção e sacralidade
de ser a força da natureza que és

Mulher, resista!

Palavras chave: Mulheres indígenas, resistência, direito das mulheres, abril vermelho, Mônica Barros

O monstro silencioso dos relacionamentos abusiv



Por Mônica Barros

Fonte: Google

Descrição para cegos: Mulher com as duas mãos na frente do rosto se protegendo de um possível ataque

Em matéria para a coluna psicoblog do G1, a psicóloga Joselene Alvim, publicou um texto sobre um monstro silencioso que sufoca a vida de muitas mulheres, os relacionamentos abusivos.

A matéria publicada significativamente no dia 8 de março, trás uma análise sintomática  comportamental do cotidiano de um relacionamento abusivo, e da dimensão corrosiva que ele pode tomar, disfarçado de ‘normalidade. Confira a matéria na integra clicando aqui.

Palavras chave: Relacionamentos abusivos, Mulheres, Direito das mulheres, psicologia, Mônica Barros

domingo, 28 de abril de 2019

Precisamos falar sobre transtornos alimentares


Por Mônica Barros


Fonte: Blog Quilombo Cibernético

Descrição para cegos: Mulher negra, magra, se pesando em uma balança, em frente ao espelho

As pressões sofridas pelas mulheres, devido ao padrão da magreza e branquitude, são fatores que as adoecem cada vez  mais . Uma pesquisa divulgada na Veja, em 2014, revelou que 77% das mulheres são propensas a distúrbios alimentares, um dado alarmante.

Ao abordar esse tema, é preciso entender os fatores externos que adoecem a mente de muitas mulheres na busca por atingir esse dito “padrão”. A estudante de Comunicação, Pryscila Galvão, produziu um relato pessoal enquanto uma mulher negra que foi vítima de bulimia.

No relato emocionante, Pryscila nos conta seus medos, traumas e principalmente como os fatores sociais cruzados (machismo e racismo) afetaram a sua saúde física e mental. Confira o relato completo clicando aqui



quinta-feira, 11 de abril de 2019

A representatividade das mulheres no cinema



Fonte: Metrópoles


Por Mônica Barros

O canal Brasil de Fato participou da cobertura do debate com as cineastas Yasmin Thayná, Laís Bodanzky, Marina Person e Lô Potili sobre a pauta Mulheres e Cinema. O vídeo tem o objetivo de discutir o protagonismo das mulheres no ambiente e produção do cinema brasileiro, levando em conta os dados do levantamento da Agência Nacional de Cinema (Ancine) realizado em 2016, que apontou uma quantidade baixíssima de obras dirigidas por mulheres.

O cinema é um dos seguimentos artísticos que mais reflete a construção desigual da sociedade, sendo protagonizado geralmente por homens brancos, enquanto a porcentagem de mulheres não ultrapassa os 17%.

Na entrevista, as cineastas discutem a importância de um cinema construído por e  para mulheres, principalmente no atual contexto político. Confira o vídeo completo clicando aqui.

Palavras chave: cinema brasileiro, mulheres, cinema, protagonismo, representatividade, direito das mulheres, Mônica Barros.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Flores Quilombolas

Por Mônica Barros 

O ensaio fotográfico Flores Quilombolas, retrata a diversidade e a expressão das mulheres da comunidade quilombola, Caiana dos Crioulos, localizada, no município de Alagoa Grande-PB.

As fotos foram registradas no evento, “Vivenciando Caiana”, tradicional festa oferecida pela comunidade para turistas da região. Apesar das dificuldades que a comunidade vem enfrentando com a falta de infraestrutura, as mulheres seguem floreando com seus sorrisos.






Descrição para cegos: Foto preto e branco de três moças negras sorrindo, com camisetas regatas e turbantes floridos


 

Descrição para cegos: Foto preto e branco de uma mulher negra sorrindo com vestido e cabelo trançado dentro da escola


Descrição para cegos: Foto preto e branco de uma moça negra com cabelo curto e óculos, dentro da sala de aula. Cadeiras ao fundo

 Descrição para e cegos: Foto preto e branco seis mulheres negras juntas e sorrindo na quadra poliesportiva da comunidade. Da esquerda para direita, quatro delas com camisas brancas, e as demais com camisas diferentes

 

Descrição para cegos: Foto preto e branco de Luciene Tavares, mulher negra presidente da associação de moradores da comunidade.



Descrição para cegos: Três meninas negras. Da esquerda para a direita, da mais alta para a mais baixa. Todas com regatas pretas e turbantes
 

Descrição para cegos: Senhora de idade negra, com óculos e suas guias, na frente de uma parede

Descrição para cegos: Mulher negra sorridente mostrando os acessórios que vende na feirinha de mulheres da comunidade


Palavras chave: quilombolas, mulheres negras, resistência, feminismo negro, diversidade

terça-feira, 2 de abril de 2019

A condição cruzada das Mulheres Negras no mercado de trabalho



Descrição para cegos: Jurema Werneck, mulher negra, articulando as mãos enquanto faz uma fala para a câmera. A imagem é uma captura de vídeo de sua palestra

Por Mônica Barros
Em entrevista para o projeto “Mulheres de Luta” da Lascene Produções, Jurema Werneck - diretora da Anistia Internacional no Brasil - conversa a respeito dos efeitos do patriarcado e do racismo na desigualdade de renda que alimenta a pobreza na qual as mulheres negras estão inseridas, em contra partida que o homem branco ocupa o lugar privilegiado do mercado de trabalho. Jurema cita a invisibilidade do trabalho da mulher negra nas categorias de base, e a ausência de sua presença na política e em cargos empresariais, além das e as dificuldades enfrentadas por atrizes e jornalistas ao assumirem seus cargos. Confira o vídeo completo clicando aqui


Palavras-chaves: Mônica Barros, Jurema Werneck, mulheres negras, mercado de trabalho, interseccionalidade, feminismo