quarta-feira, 8 de abril de 2015

Violência obstétrica em pauta

Descrição para cegos: Seis mãos envolvendo uma barriga gestante com efeito de preto e branco na foto.
Por Enezita Guilherme

Um assunto bastante comentado nos dias atuais, a violência cometida contra a mulher no momento em que se encontra mais fragilizada, vem ganhando espaço para debate e conscientização na imprensa paraibana.
A violência obstétrica, aquela que ocorre no período do pré-natal, do parto ou do aborto, ocorre com mais freqüência do que imaginamos. Isso porque nem sempre é entendida como tal e, consequentemente, passa despercebida.
Um projeto de lei de autoria do vereador Lucas de Brito, tramitando na Câmara Municipal de João Pessoa, pretende garantir o acesso da mulher a informações importantes acerca da Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal. Esperamos que não fique apenas no papel. 

sábado, 21 de março de 2015

O machismo na juventude brasileira

Descrição para cegos: Figura cartunizada em preto de um homem e uma mulher
sendo que a mulher está com um saco na cabeça e ao mesmo tempo segura uma
placa que tem escrito: mulheres obedecem! Já a figura do homem tem uma
placa escrita homens mandam!

Pesquisa demostra alto índice de machismo na população jovem de todo o país, na faixa etária de 16 a 24 anos. Os números revelam machismo em homens e mulheres e a população feminina é que apresenta o maior percentual, se comparado ao percentual dos homens entrevistados. Veja aqui quais as categorias de machismo demostradas e as recomendações do Conselho Nacional de Justiça para mulheres que sofreram ou sofrem algum tipo de violência. (Maryellen Bãdãrãu)

sábado, 14 de março de 2015

Movimento feminista na atualidade

Descrição para cegos: imagem mostra mulheres de mãos dadas andando por uma ampla avenida com outras pessoas atrás delas segurando cartazes que defendem a greve contra a censura.
Alunos do curso de Jornalismo da UFPR produziram um documentário com o objetivo de propor uma discussão pluralizada sobre a luta do movimento feminista. O trabalho apresenta a trajetória histórica deste movimento no mundo, afunilando para o Brasil. A produção traz opiniões de entrevistados sobre o movimento, analisa a forma que as mulheres lutaram por seus direitos no contexto do século XIX, além de mostrar alguns conservadores que discordam da militância.(Sara Gomes)

Para assistir ao curto documentário, clique aqui
.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Marca de sopa lança campanha machista

Descrição para cegos: tirinha da marca de sopas Vono que traz o diálogo onde uma mulher pergunta "Quem somos?", "E o que queremos?" e "E o quando queremos", enquanto três mulheres respondem, respectivamente, "Mulheres!", "Não sabemos!" e "Agora!!!".

A Vono, conhecida marca de sopas, publica em sua página oficial no Facebook uma propaganda com tom humorístico, mas extremamente ofensiva à mulher. A propaganda alega que as mulheres não sabem o que querem, nem quando querem. A campanha foi alvo de críticas por muitos usuários da rede social que se manifestaram contra a propaganda. Essa não foi a primeira publicação da marca que reduz a mulher a estereótipos fúteis e insignificantes. Clique aqui para ver a crítica da blogueira Jarid Arraes sobre a campanha. (Jade Santos)

segunda-feira, 9 de março de 2015

The A-Force: As Vingadoras da Marvel

Descrição para cegos: ilustração da História em Quadrinhos (HQ)
"A-Force" que traz várias e conhecidas
heroínas da Marvel.
Em fevereiro foi anunciada a adaptação do grupo dos Vingadores da Marvel na versão feminina, que é composta pela Capitã Marvel, Vespa, Feiticeira Escarlate, Mulher-Aranha e Mulher-Hulk e mais vinte e duas personagens. The A-Force é uma nova série mensal escrita por Willow Wilson e baseada na Secret Wars (Guerras Secretas) e está sendo desenhada por Marguerite Bennett. Cada personagem foi criada com personalidade diferentes, porém, com um traço em comum: a defesa das questões feministas. (Maryellen Bãdãrãu)


Veja a seguir uma das passagens dos quadrinhos em que a personagem chamada “Thor” (na versão feminina) derrota o vilão “Homem-absorvente” depois que ele faz um comentário pejorativo por ela ser mulher.

domingo, 8 de março de 2015

Cinco filmes que ajudam a entender o universo feminino


Descrição para cegos: montagem escrito "A mulher no cinema" e fotos de atrizes hollywoodianas clássicas como Marilyn Monroe, Joan Crawford e Rita Hayworth.
Por Sara Gomes
Recentemente, com a celebração do 87º Academy Awards – aqui chamamos apenas de “O Oscar” -, me vi pensando sobre o cinema, suas diversas categorias, além dos detalhes de cada produção cinematográfica. Talvez seja algo comum nesta época do ano. Foi pensando nisto que decidi indicar, aqui no blog Questão de Gênero, cinco filmes de minha predileção que ajudam a compreender melhor o universo feminino. Os filmes abaixo são uma demonstração de como a sétima arte representa os diversos contextos sociais nos quais a mulher está inserida. Vale a pena conferir:

quarta-feira, 4 de março de 2015

Um belo dia resolvi mudar


Descrição para cegos: imagem mostra duas mãos segurando uma máscara  de baile.
Por Jade Santos

Quando eu era criança, agia como criança; pensava como criança. Costumava sempre observar meus irmãos; não gostava do modo como se portavam, como brincavam de futebol, como corriam pelo quintal.
Minha mãe sempre questionava e discutia com meu pai sobre meu jeito de ser, por que eu não era como as outras crianças? Por que não gostava de socializar com os demais? O que ela não entendia, é que não era eu quem não os queria por perto e sim ao contrário.
Quando completei quinze anos, passei a andar com umas meninas que conhecera na escola. Íamos ao shopping fazer compras, à praia nos bronzear, entre outras coisas. Certo dia fomos a uma butique, eu e a Carla. Ao entrarmos, percebi um olhar estranho de algumas pessoas em minha direção, inclusive da própria dona do estabelecimento.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

A representação de gênero na MPB

Descrição para cegos: ilustração da figura de um
ipod e os fones de ouvido feitos a lápis.
Por Maryellen Bãdãrãu

Durante a construção milenar dos ideais femininos como afirmação dos direitos das mulheres, houve lutas e revoluções que incentivaram o desenvolvimento de trabalhos artísticos, musicais e culturais. Porém, na linha do tempo da música popular brasileira, há composições que reforçam os estereótipos e a desigualdade de gênero.

Como um modo de reafirmar não só as diferenças biológicas, mas também as sociais, a mulher é representada como traidora, que abandona o lar, que é fútil, oportunista e fonte de prazer. Grande parte desse repertório é disseminada com a ajuda das grandes mídias e tem muita aceitação da sociedade, estimulando o mercado fonográfico a continuar com a exploração.
Esse tipo de abuso incita na população atitudes discriminatórias e estereotipadas, uma vez que a indústria cultural é ligada a setores hegemônicos, que enquadram padrões e os vende como uma verdade absoluta, reproduzindo discursos conservadores no qual o corpo social já é familiarizado.

Da violência física à violência psicológica

Descrição para cegos: imagem da bandeira LGBT com machas de sangue ao fundo.

Por Jade Santos

O Grupo Gay da Bahia (GGB), uma das organizações mais importantes do Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis (LGBT), relata anualmente o número de ocorrências violentas praticadas contra membros desse grupo no Brasil. O professor Roberto Efrem utiliza dados do GGB e analisa essa situação em seu artigo Corpos Brutalizados: conflitos ematerializações nas mortes de LGBT.
Ao julgar esses crimes, a justiça brasileira não os entende como homofóbicos, mas, sim como cruéis e brutais. Para a polícia, o principal motivo dos delitos não é a homofobia, mas sim a vingança. Pois, a forma como as vítimas são encontradas demonstra explicitamente um ato de ódio e crueldade.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A música brasileira e o direito à sensibilidade masculina

Descrição para cegos: imagem do cantor Gonzaguinha, durante um show.
Por Sara Gomes

Homem não chora”. Certamente você já deve ter ouvido esta expressão alguma vez na vida. Podemos dizer, a priori, que além de uma questão de gênero é uma atribuição cultural, difundida por gerações. Neste texto, refletiremos um pouco sobre como este conceito é largamente propagado na música brasileira.

Por algumas vezes, pude perceber que a reprodução deste discurso em diversos segmentos da música, fortalece na sociedade esta visão destoante entre os gêneros, em vez de combatê-la.O estigma de que o homem não pode chorar é apenas o carro-chefe dentre uma série de paradigmas impostos pelo modelo da sociedade patriarcal – o homem é o provedor da família constituinte, sinônimo de virilidade e etc.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Pesquisa mapeia contribuições femininas na imprensa paraibana

Descrição para cegos: foto de perfil de Charliton Machado.
Por Jade Santos

Intitulada A Imprensa como fonte histórica educacional, a pesquisa resgata o discurso feminino nos jornais da Paraíba publicados entre 1920 e 1930. O estudo é feito a partir de contribuições literárias, políticas e educacionais das mulheres. A pesquisa é um projeto de extensão do professor Charliton Machado, do Departamento de Metodologia da Educação da UFPB. Ouça a entrevista que fiz com o professor Charliton Machado para o programa Espaço Experimental.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Cinquenta anos de Mafalda

Descrição para cegos: ilustração da personagem Malfada.


            No segundo semestre de 2014, Mafalda completou seus 50 anos de atuação no mundo. Criada e desenhada pelo Quino, na Argentina, a personagem ficou famosa por fazer questionamentos sobre vários temas, inclusive problemas da época, que ainda são pertinentes neste século. O fato de Mafalda ser uma figura feminina trouxe à tona a discussão sobre a mulher dentro de um novo contexto histórico, econômico e cultural, fazendo crítica aos conceitos machistas e patriarcais representados nas tirinhas.(Maryellen Bãdãrãu)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Chega de Cantadas


Descrição para cegos: ilustração do Think Olga sobre feminismo.
Por Sara Gomes

Voltar do trabalho em horário de pico e ainda receber uma “encoxada” no ônibus; se privar de usar um short curto, por medo de sofrer alguma violência - da cantada banal movida pela necessidade de intimidação a consequências severas, como o abuso sexual. Não obstante, a sociedade brasileira e não apenas o imaginário masculino, banalizou que a culpa do assédio sexual sofrido seria da própria mulher.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Exposição no Campus Festival propõe reflexões sobre “Escolhas de Vida”

Descrição para cegos: pequena amostra da exposição "Campus Festival" que ocorreu em João Pessoa.
Nos dias 7, 8 e 9 de dezembro de 2014 aconteceu em João Pessoa a segunda edição do Campus Festival, que trouxe para os participantes uma exposição que contemplou artistas de todo o país. Ela teve como foco o feminismo, o cotidiano urbano e sua diversidade. Thiago Trapo, artista plástico e coordenador da exposição, relatou que a ideia partiu de um livro chamado “O medo do feminino” e baseado em seus questionamentos, pôde se inspirar e compor a apresentação. Na imagem está uma pequena amostra da exposição. (Maryellen Bãdãrãu)