segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Perspectiva de gênero de “To The Beautiful You”

Descrição para cegos: menina se olha no espelho e prepara-se pra cortar sozinha seu cabelo.


To The Beautiful You é uma série Sul-Coreana que traz em seu enredo uma jovem coreana que cresceu nos EUA e que volta para seu país de origem, disfarçada de garoto para estudar numa escola que pode realizar seu sonho de ser uma grande atleta. De acordo com a série, essa instituição é a única do país na especialidade de formar personalidades no esporte mundial, apenas do gênero masculino.
A reflexão feita através da leitura dessa obra evidencia a posição e o papel dos gêneros Homem e Mulher diante da sociedade, em que a mulher deve ocupar cargos discretos e que sejam mais domésticos possíveis, enquanto os homens podem e devem trabalhar em áreas de prestígio. Apesar das diferenças representadas na trama, na leitura que considera as peculiaridades da cultura asiática, é perceptível uma ampla influência imperialista no comportamento social em ambos os gêneros.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

II Colóquio de Diversidade de Gênero – com a professora Rosa Godoy

Descrição para cegos: imagem de Rosa Maria Godoy durante colóquio.

O II Colóquio de Diversidade de Gênero da disciplina Jornalismo e Cidadania foi realizado no dia 29 de outubro com a professora Rosa Maria Godoy Silveira. Doutora e pós-doutora pela USP, Rosa atua nos programas de pós-graduação em História, Direitos Humanos e Ciências Jurídicas da UFPB. A organização foi de Elthon Cunha, Jade Santos, Maryellen Bãdãrãu e Sara Gomes.

No primeiro vídeo, a professora Rosa explica a secular divisão de papéis para homens e mulheres na sociedade.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Centro Acadêmico promove Pré-Semana de História na UFPB

Descrição para cegos: foto de perfil de Lila Santos.

O evento teve início no dia 12 de novembro, com a mesa sobre Gênero e Sexualidade. Participaram dessa mesa Terlúcia Silva, integrante do Bamidelê, organização de mulheres negras da Paraíba; Lila Santos, da Coordenadoria de Promoção à Cidadania LGBT e Igualdade Racial, e Tita Carneiro, da Marcha Mundial das Mulheres. No segundo dia do evento, aconteceu o debate sobre Criminalização das periferias. No dia 14 ocorreu o encerramento na Praça da Alegria do Centro de Ciências Humanas Letras e Artes, com a temática Cultura Afro-Brasileira. Ouça a entrevista que fiz com Lila Santos para o programa Canal 2 – Espaço Experimental.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Instantes fotográficos retratam transgêneros

Descrição para cegos: foto de perfil de Helena, uma transgênero, com fundo preto e branco.

         Para pluralizar a dinâmica das atuais postagens do blog Diversidade de Gênero, pensei em divulgar um tema pouco pautado pela mídia - transgêneros - e abordá-los de maneira peculiar. Logo, nada melhor para transparecer a realidade de um grupo identitário do que eternizar suas percepções através de um instante. Então, visando esta ideia, encontrei dois ensaios fotográficos sobre a transexualidade de alguns países do continente asiático.
 O primeiro ensaio é da fotógrafa Shahria Sharmin, realizado na comunidade Hijra – Bangladesh, Índia e Paquistão, localizados ao sul da Ásia, onde a discriminação é mais severa, pois tratam o “terceiro sexo” como aberrações. Para ver, Clique Aqui.
Já o segundo ensaio, produzido pelo fotógrafo Marcus Koppen, ocorreu na Tailândia, país que trata os transgêneros de forma mais respeitosa, além de ser referência na cirurgia de mudança de sexo. Para ver, Clique Aqui (Sara Gomes)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Fotógrafa faz ensaio com mulheres militantes da II Guerra Mundial

Descrição para cegos: retrato Galina Ivanova que serviu na Segunda Guerra Mundial.

A polonesa Agnieszka Rayss decidiu homenagear as veteranas do exército vermelho em um ensaio fotográfico que reúne mulheres que serviram à União Soviética, na Segunda Guerra Mundial. Depois da derrota dos nazistas, essas mulheres foram saudadas como heroínas, pois tiveram um importante (e perigoso) trabalho, como o de resgatar feridos na linha de fogo, cozinhar e até guerrear com os demais soldados. A fotógrafa polonesa recebeu diversos prêmios por seu trabalho e teve trechos publicados no livro “The Other Hundred”, em 2013. (Maryellen Bãdãrãu) 

Veja o ensaio aqui.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Receita da mulher perfeita


Descrição para cegos: ilustração do que seria o "Guia da boa esposa".

por Jade Santos

INGREDIENTES:
  •          2 copos de obediência;
  •          ½ xícara de inteligência (não se pode ser muito inteligente, pois os homens adoram as burrinhas);
  •          1 colher de sopa de bondade
  •          4 beijos por dia (no máximo, não seja muito pegajosa);
  •          Beleza ao extremo (neste quesito podem exagerar, eles preferem as gostosas);
  •          2 filhos (de preferência um casal);

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Oito anos de Lei Maria da Penha


Descrição para cegos:imagem de uma menina sentada de cabeça baixa, escondendo
o rosto nos braços.


Este ano a Lei Maria da Penha (Lei 11.340) completou oito anos de existência e nos alertou para dados importantes – e alarmantes – sobre a violência contra a mulher no Brasil.
Desde sua criação, a Lei Maria da Penha vem exercendo um papel crucial para as mulheres que são agredidas e precisam de um apoio moral e judicial diante das agressões. De acordo com a fundação Perseu Abramo, acontece uma agressão a cada quinze segundos no Brasil. Na maior parte dos casos, os agressores são membros da própria família da vítima, chegando a um percentual nove vezes maior do que o considerado como hostilidades ocorridas no trabalho ou na rua.
Entretanto, esses números podem ser ainda maiores, se considerarmos a possibilidade de que existe uma quantidade de mulheres que não denunciam seus agressores em decorrência do medo.
A violência contra a mulher ainda é muito recorrente no Brasil devido ao entranhamento sociocultural de uma ideologia sexista que perdura há séculos no país, desde a divisão do trabalho até o padrão machista nas ligações afetivas, contribuindo para uma relação de gênero desigual. (Maryellen Bãdãrãu)

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Traços femininos ou feministas?


Descrição para cegos: menina segura cartaz escrito "Quando crescer quero ser o que eu quiser".

Carolina é uma menina bonita, sem muita frescura, até vaidosa. Ela tem onze anos, mas com postura de adulta. A maturidade de Carolina não se dá no comportamento de uma precoce adolescente, e sim na firmeza que expõe seus posicionamentos. Ela sabe quem é, em qual contexto está inserida e o que não quer ser.
Comparada a muita criança de sua escola, percebe-se que Carolina tem uma família aparentemente estruturada, sem grandes danos, apenas com os mesmos valores estereotipados. Por que afirmo isso? Porque Carolina não se espelha em seus pais.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

“Nós existimos”

Descrição para cegos: foto de Andrew Garfiel no clipe de "We Exist" do Arcade Fire.


Por: Jade Santos

Gravada pela banda Arcade Fire, a música We Exist, lançada em 2013, retrata a forma conturbada como um jovem é tratado em seu meio social e em sua família. A banda convidou o ator Andrew Garfield, protagonista de O Espetacular Homem-Aranha para estrelar o vídeo clipe da música, onde ele vive um jovem que enfrenta preconceitos e rejeição por se vestir como mulher e sair pelas ruas dessa forma.
O jovem é vítima de rumores que pessoas como ele não deveriam existir. Esse comportamento é reprovado até por seu pai, que reza para que a maneira de agir do filho seja apenas uma fase.
O jovem protagonista do clipe é apenas o retrato do que realmente ocorre quase todos os dias com garotos transgêneros e homossexuais, que são marginalizados da sociedade como se realmente não existissem. Além disso, sofrem todo tipo de rejeição e preconceito. Assista ao vídeo clipe e dê sua opinião.

domingo, 19 de outubro de 2014

A Verdadeira Negra


Descrição para cegos: mulher segura um cartaz dizendo "Globo, eu não sou tuas negas".

A teledramaturgia brasileira, principalmente a da maior emissora do Brasil – A Globo – não recicla sua postura quanto à representação da mulher negra, tratando-a de forma pejorativa. Apesar dos anos, a caracterização estereotipada predomina. A televisão associa a beleza negra ao desejo sexual. As personagens raramente ocupam um papel que represente ascensão profissional, cabendo-lhes a imagem dos menos favorecidos. O título do seriado a que se refere este artigo evidencia o padrão midiático que prevalece na teledramaturgia. As mulheres que assumem sua negritude e estão cansadas de serem rotuladas, lançaram uma campanha nas redes sociais contra o programa: # “sexo e as nêgas, não me representa”.(Sara Gomes)
A seguir, um vídeo de indignação da Dra. Ludmila Cruz sobre a série


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Feminismo vendido


Descrição para cegos: imagem da cantora Beyoncé com um cartaz "We can do it!" de fundo.

Uma primeira impressão da palavra Feminismo traz diversas alusões às mentes das pessoas. Uns podem lembrar-se do movimento extremista, enquanto outros vão remeter-se à luta por igualdade de gênero. Por ser uma palavra que traz bagagens históricas riquíssimas de mulheres que fizeram de suas ações uma referência para os dias de hoje (exemplos de Emma Guldman e Marie Curie), atualmente o Feminismo está sendo vinculado à cantoras da música pop internacional, tratado como uma ideologia a ser defendida. Mas a questão é: até que ponto isso é verdadeiro? E a que preço?
Ultimamente a mídia tem mostrado as cantoras Beyoncé e Miley Cyrus como adeptas do Movimento Feminista (moderno). Enquanto Emma e Marie, em sua época, tiveram uma forma de protestar a favor da equidade de gênero, também aquelas estariam prontas para militarem a favor do Feminismo. Em suas canções, por exemplo, Beyoncé revela claramente em "Run the World (Girls)" uma versão idealista de empoderamento feminino e a mulher como superior ao homem. Assim também Cyrus, que se considera publicamente como Feminista, tanto em suas entrevistas como no seu próprio modo de viver.
Entretanto, a crítica considera essas atitudes um marketing da cultura pop musical para ganhar mais público através da “novidade”. Seria uma forma de vender uma ideologia em favor de um maior alcance. Enquanto antes a palavra Feminismo nem era mencionada pelas artistas por trazer uma conotação negativa, agora está sendo cantada. A Beyoncé de “Run the World (Girls)” é a mesma de “Drunk in Love” que contém trechos que remetem a uma situação de abuso e violência contra mulher. Da mesma forma Miley se contradisse quando fez uma performance em 2013 e seminua cantou “Blurred Lines”, música que faz forte alusão ao enaltecimento do estupro e à desvalorização da mulher. (Maryellen Bãdãrãu)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

FotoSíntese

Descrição para cegos: foto de um casal sentado na praia.
QUEM VOCÊ É?
A expressão “ideologia de gênero” é utilizada para definir a neutralidade do gênero humano. A existência de um modelo identificado pela sociedade como ideal intimida por diversas vezes o verdadeiro “eu” que habita em cada indivíduo. A descoberta da identidade não provém de uma classe social, mas é algo de dentro pra fora, é preciso libertar a si mesmo. (Jade Santos)

Durante o semestre 2013.2 houve a exposição da turma do quarto período de Jornalismo no Centro Acadêmico de Jornalismo Vladimir Herzog da Universidade Federal da Paraíba. A exposição foi coordenada pela professora Margarete Almeida, na disciplina Estudos Culturais em Comunicação. O projeto exposto teve como tema central o Multiculturalismo, no qual foram abordados diversos subtemas como a diversidade sexual, a diversidade religiosa, a diversidade de etnia e também a diversidade de gênero, que foi representado na FotoSíntese acima.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

As diversas faces de Frida Kahlo

Descrição para cegos: ilustração de Frida Kahlo.
Frida Kahlo (1907-1954) – pintora mexicana, ícone do feminismo e comunista. Uma mulher moderna, assumidamente bissexual, com mentalidade à frente de seu tempo que rompeu com os padrões estéticos da época. André Breton – poeta francês – a intitulava como “surrealista autocriada”. Entretanto, Frida não se permitia encaixar em qualquer conceito além da realidade que viveu, e dizia: “Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade”.
 Um grave acidente de ônibus – aos 18 anos - foi divisor de águas na vida de Frida, provocou uma tripla fratura em sua coluna vertebral. Essa fatalidade despertou seu lado artístico, que utilizou da pintura para vencer a ociosidade de sua lenta recuperação.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

O Feminismo como um estilo de vida

Descrição para cegos: imagem preto em branco de uma menina deitada, sorrindo.

Há inúmeras pessoas envolvidas numa luta por uma igualdade de gênero, em que a mulher seja em tudo equivalente ao homem, não apenas considerada formação da natureza em sua forma delicada de ser. Neste artigo, Mikaella Pedrosa, aluna do curso de Jornalismo da UFPB, defende a ideia de um feminismo mais tradicional, se comparado aos movimentos ferrenhos dos dias atuais, baseando-se no discurso da palestra feminista de Chimamanda Ngozi e da música Flawless de Beyoncé, que retrata a realidade que as mulheres enfrentam, assim como também argumenta que muito além de um movimento, o Feminismo deve ser encarado como uma ideologia. (Maryellen Bãdãrãu)