Pesquisa demostra alto índice de machismo
na população jovem de todo o país, na faixa etária de 16 a 24 anos. Os números
revelam machismo em homens e mulheres e a população feminina é que apresenta o
maior percentual, se comparado ao percentual dos homens entrevistados. Veja aqui quais as categorias de machismo demostradas e
as recomendações do Conselho Nacional de Justiça para mulheres que sofreram ou
sofrem algum tipo de violência. (Maryellen Bãdãrãu)
sábado, 21 de março de 2015
sábado, 14 de março de 2015
Movimento feminista na atualidade
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| Descrição para cegos: imagem mostra mulheres de mãos dadas andando por uma ampla avenida com outras pessoas atrás delas segurando cartazes que defendem a greve contra a censura. |
Alunos
do curso de Jornalismo da UFPR produziram um documentário com o objetivo de
propor uma discussão pluralizada sobre a luta do movimento feminista. O
trabalho apresenta a trajetória histórica deste movimento no mundo, afunilando
para o Brasil. A produção traz opiniões de entrevistados sobre o movimento,
analisa a forma que as mulheres lutaram por seus direitos no contexto do século
XIX, além de mostrar alguns conservadores que discordam da militância.(Sara
Gomes)
Para
assistir ao curto documentário, clique aqui
.
quinta-feira, 12 de março de 2015
Marca de sopa lança campanha machista
A Vono, conhecida
marca de sopas, publica em sua página oficial no Facebook uma propaganda com
tom humorístico, mas extremamente ofensiva à mulher. A propaganda alega que as
mulheres não sabem o que querem, nem quando querem. A campanha foi alvo de
críticas por muitos usuários da rede social que se manifestaram contra a
propaganda. Essa não foi a primeira publicação da marca que reduz a mulher a
estereótipos fúteis e insignificantes. Clique aqui para ver a crítica da
blogueira Jarid Arraes sobre a campanha. (Jade Santos)
segunda-feira, 9 de março de 2015
The A-Force: As Vingadoras da Marvel
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| Descrição para cegos: ilustração da História em Quadrinhos (HQ) "A-Force" que traz várias e conhecidas heroínas da Marvel. |
Em fevereiro foi anunciada a
adaptação do grupo dos Vingadores da Marvel na versão feminina, que é composta pela
Capitã Marvel, Vespa, Feiticeira Escarlate, Mulher-Aranha e Mulher-Hulk e mais
vinte e duas personagens. The A-Force é uma nova série mensal escrita por
Willow Wilson e baseada na Secret Wars (Guerras Secretas) e está sendo desenhada
por Marguerite Bennett. Cada personagem foi criada com personalidade
diferentes, porém, com um traço em comum: a defesa das questões feministas.
(Maryellen Bãdãrãu)
Veja a seguir uma das passagens dos quadrinhos em que a personagem chamada “Thor” (na versão feminina) derrota o vilão “Homem-absorvente” depois que ele faz um comentário pejorativo por ela ser mulher.
domingo, 8 de março de 2015
Cinco filmes que ajudam a entender o universo feminino
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| Descrição para cegos: montagem escrito "A mulher no cinema" e fotos de atrizes hollywoodianas clássicas como Marilyn Monroe, Joan Crawford e Rita Hayworth. |
Recentemente, com a
celebração do 87º Academy Awards – aqui
chamamos apenas de “O Oscar” -, me vi
pensando sobre o cinema, suas diversas categorias, além dos detalhes de cada
produção cinematográfica. Talvez seja algo comum nesta época do ano. Foi pensando
nisto que decidi indicar, aqui no blog Questão de Gênero,
cinco filmes de minha predileção que ajudam a compreender melhor o universo
feminino. Os filmes abaixo são uma demonstração de como a sétima arte representa
os diversos contextos sociais nos quais a mulher está inserida. Vale a pena
conferir:
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tomates verdes fritos
quarta-feira, 4 de março de 2015
Um belo dia resolvi mudar
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Descrição para cegos: imagem mostra duas mãos segurando uma máscara de baile. |
Por Jade
Santos
Quando
eu era criança, agia como criança; pensava como criança. Costumava sempre
observar meus irmãos; não gostava do modo como se portavam, como brincavam de
futebol, como corriam pelo quintal.
Minha
mãe sempre questionava e discutia com meu pai sobre meu jeito de ser, por que
eu não era como as outras crianças? Por que não gostava de socializar com os
demais? O que ela não entendia, é que não era eu quem não os queria por perto e
sim ao contrário.
Quando
completei quinze anos, passei a andar com umas meninas que conhecera na escola.
Íamos ao shopping fazer compras, à praia nos bronzear, entre outras coisas.
Certo dia fomos a uma butique, eu e a Carla. Ao entrarmos, percebi um olhar
estranho de algumas pessoas em minha direção, inclusive da própria dona do
estabelecimento.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
A representação de gênero na MPB
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| Descrição para cegos: ilustração da figura de um ipod e os fones de ouvido feitos a lápis. |
Por Maryellen
Bãdãrãu
Durante a construção milenar dos ideais
femininos como afirmação dos direitos das mulheres, houve lutas e revoluções que
incentivaram o desenvolvimento de trabalhos artísticos, musicais e culturais. Porém,
na linha do tempo da música popular brasileira, há composições que reforçam os
estereótipos e a desigualdade de gênero.
Como um modo de reafirmar não só as
diferenças biológicas, mas também as sociais, a mulher é representada como traidora,
que abandona o lar, que é fútil, oportunista e fonte de prazer. Grande parte
desse repertório é disseminada com a ajuda das grandes mídias e tem muita
aceitação da sociedade, estimulando o mercado fonográfico a continuar com a
exploração.
Esse tipo de abuso incita na população
atitudes discriminatórias e estereotipadas, uma vez que a indústria cultural é
ligada a setores hegemônicos, que enquadram padrões e os vende como uma verdade
absoluta, reproduzindo discursos conservadores no qual o corpo social já é
familiarizado.
Da violência física à violência psicológica
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| Descrição para cegos: imagem da bandeira LGBT com machas de sangue ao fundo. |
Por Jade
Santos
O Grupo Gay da Bahia (GGB), uma das
organizações mais importantes do Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais e
Travestis (LGBT), relata anualmente o número de ocorrências violentas
praticadas contra membros desse grupo no Brasil. O professor Roberto Efrem
utiliza dados do GGB e analisa essa situação em seu artigo Corpos Brutalizados: conflitos ematerializações nas mortes de LGBT.
Ao julgar esses crimes, a justiça
brasileira não os entende como homofóbicos, mas, sim como cruéis e brutais. Para
a polícia, o principal motivo dos delitos não é a homofobia, mas sim a vingança.
Pois, a forma como as vítimas são encontradas demonstra explicitamente um ato
de ódio e crueldade.
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Roberto Efrem,
UFPB
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
A música brasileira e o direito à sensibilidade masculina
Por
Sara Gomes
“Homem não chora”. Certamente você já deve
ter ouvido esta expressão alguma vez na vida. Podemos dizer, a priori, que além
de uma questão de gênero é uma atribuição cultural, difundida por gerações.
Neste texto, refletiremos um pouco sobre como este conceito é largamente
propagado na música brasileira.
Por
algumas vezes, pude perceber que a reprodução deste discurso em diversos
segmentos da música, fortalece na sociedade esta visão destoante entre os
gêneros, em vez de combatê-la.O
estigma de que o homem não pode chorar é apenas o carro-chefe dentre uma série
de paradigmas impostos pelo modelo da sociedade patriarcal – o homem é o
provedor da família constituinte, sinônimo de virilidade e etc.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Pesquisa mapeia contribuições femininas na imprensa paraibana
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| Descrição para cegos: foto de perfil de Charliton Machado. |
Por Jade Santos
Intitulada A
Imprensa como fonte histórica educacional, a pesquisa resgata o discurso
feminino nos jornais da Paraíba publicados entre 1920 e 1930. O estudo é feito
a partir de contribuições literárias, políticas e educacionais das mulheres. A
pesquisa é um projeto de extensão do professor Charliton Machado, do
Departamento de Metodologia da Educação da UFPB. Ouça a entrevista
que fiz com o professor Charliton Machado para o programa Espaço Experimental.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Cinquenta anos de Mafalda
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| Descrição para cegos: ilustração da personagem Malfada. |
No segundo semestre de 2014, Mafalda
completou seus 50 anos de atuação no mundo. Criada e desenhada pelo Quino, na
Argentina, a personagem ficou famosa por fazer questionamentos sobre vários
temas, inclusive problemas da época, que ainda são pertinentes neste século. O
fato de Mafalda ser uma figura feminina trouxe à tona a discussão sobre a
mulher dentro de um novo contexto histórico, econômico e cultural, fazendo
crítica aos conceitos machistas e patriarcais representados nas tirinhas.(Maryellen Bãdãrãu)
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Chega de Cantadas
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| Descrição para cegos: ilustração do Think Olga sobre feminismo. |
Por Sara Gomes
Voltar do trabalho em horário de pico e ainda receber uma
“encoxada” no ônibus; se privar de usar um short curto, por medo de sofrer
alguma violência - da cantada banal movida pela necessidade de intimidação a consequências
severas, como o abuso sexual. Não obstante, a sociedade brasileira e não apenas
o imaginário masculino, banalizou que a culpa do assédio sexual sofrido seria
da própria mulher.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Exposição no Campus Festival propõe reflexões sobre “Escolhas de Vida”
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| Descrição para cegos: pequena amostra da exposição "Campus Festival" que ocorreu em João Pessoa. |
Nos
dias 7, 8 e 9 de dezembro de 2014 aconteceu em João Pessoa a segunda edição do Campus Festival, que
trouxe para os participantes uma exposição que contemplou artistas de todo o país.
Ela teve como foco o feminismo, o cotidiano urbano e sua diversidade. Thiago
Trapo, artista plástico e coordenador da exposição, relatou que a ideia partiu
de um livro chamado “O medo do feminino” e baseado em seus questionamentos, pôde
se inspirar e compor a apresentação. Na imagem está uma pequena amostra da
exposição. (Maryellen Bãdãrãu)
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Perspectiva de gênero de “To The Beautiful You”
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| Descrição para cegos: menina se olha no espelho e prepara-se pra cortar sozinha seu cabelo. |
To The Beautiful You é uma série
Sul-Coreana que traz em seu enredo uma jovem coreana que cresceu nos EUA e que
volta para seu país de origem, disfarçada de garoto para estudar numa escola
que pode realizar seu sonho de ser uma grande atleta. De acordo com a série,
essa instituição é a única do país na especialidade de formar personalidades no
esporte mundial, apenas do gênero masculino.
A reflexão feita através da leitura
dessa obra evidencia a posição e o papel dos gêneros Homem e Mulher diante da
sociedade, em que a mulher deve ocupar cargos discretos e que sejam mais
domésticos possíveis, enquanto os homens podem e devem trabalhar em áreas de
prestígio. Apesar das diferenças representadas na trama, na leitura que
considera as peculiaridades da cultura asiática, é perceptível uma ampla
influência imperialista no comportamento social em ambos os gêneros.
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