sábado, 21 de maio de 2016

Alunas da USP denunciam machismo na Psicologia



Descrição para cegos: imagem apresenta a hashtag "ele vai ser psicólogo" seguido pela frase "e tira sarro de mulheres que militam e fazem política". Logo abaixo há escrito Coletivo Aurora Furtado, acompanhado pela logomarca do mesmo.

As estudantes de Psicologia da USP lançaram, por meio do Coletivo Feminista Aurora Furtado, a iniciativa-denúncia "#elejáépsicólogo #elevaiserpsicólogo" no dia 11 de maio. Inspiradas em outras campanhas como "#MeuQueridoProfessor", as alunas fizeram várias publicações no Facebook do Coletivo descrevendo atitudes machistas de colegas de curso ou psicólogos já formados, que na contramão do ofício, aumentam ou promovem o sofrimento psíquico de muitas mulheres. Confira a ação aqui. (Vítor Nery)

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Por que os homens também precisam do feminismo?



Descrição para cegos: foto mostra várias pessoas em um local
 ao ar livre, com os braços levantados e de punhos cerrados.

Por Vítor Nery

Miscigenado, efervescente e diverso, o Brasil carrega um legado de transgressão de normas e padrões de comportamento, impulsionando diversos movimentos sociais nos últimos anos. Proporcionalmente, no entanto, uma forte onda reacionária vem ameaçando as conquistas sociais das minorias. No tocante às questões de gênero, a reação vem, em grande parte, de homens desacreditados, afirmando que o feminismo prega uma suposta supremacia das mulheres. Contudo, o empoderamento feminino é, na verdade, a melhor solução para que todos sejamos tratados de forma igualitária – inclusive, os homens.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Representatividade feminina nas prefeituras da Paraíba é tema de pesquisa


Descrição para cegos: imagem mostra uma mão com as unhas pintadas segurando uma caneta, em um papel escrito "eleição" e "vote", que está marcando um "X" em um desenho de um quadrado, localizado ao lado de um caricatura feminina, abaixo de outra caricatura, sendo esta representando a figura de um homem, seguida por outro quadrado vazio.

A professora Glória Rabay, do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação Sobre Mulher e a Relações de Sexo e Gênero da UFPB – Nipam, desenvolveu o estudo para analisar o perfil político partidário das prefeitas na Paraíba, de 2009 a 2016. Com uma representação de 20% nas prefeituras dos municípios paraibanos, o preconceito é um dos obstáculos que essas mulheres têm que enfrentar. Porém, as dificuldades encaradas no cenário político tendem a contribuir e incentivar o surgimento de novas protagonistas no poder público. Ouça a reportagem que produzi para o programa Espaço Experimental. Além de Glória Rabay, entrevistei a deputada estadual Estela Bezerra (PSB) e o sociólogo Flávio Lúcio Vieira. O Espaço Experimental vai ao ar todos os sábado, às 9h, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz).(Dani Fechine)

sábado, 14 de maio de 2016

Mulher na política, só se for à primeira-dama.


Descrição para cegos: Foto exibe homens sentados reunidos no Salão Oval,
bem iluminado, todos vestidos de trajes formais.

Por Gabriela Figueirôa

A posse do segundo mandato da presidenta Dilma Rousself foi emblemática. Ela apontava que o protagonismo na política também pertencia a nós mulheres. Em um carro aberto, Dilma, acompanhada da sua filha Paula, desfilaram sozinhas na Esplanada dos Ministérios. Não se viu ternos, gravatas e cabelos brancos, era a vez delas. Mas o que parecia ser um momento de protagonismo feminino, na última quinta feira, 12, se consolidou com uma nova cara. A misoginia se instaura definitivamente na política brasileira. A mulher, que antes estava na linha de frente, hoje se restringe apenas à posição de bela, recatada e do lar.
Dilma Rousself não é mais a chefe da nossa nação. Ela se foi e hoje é apenas uma presidenta afastada. No entanto, o afastamento não se restringiu apenas a ela. Os homens decidiram que o espaço na política volta a ser de exclusividade deles. Saímos juntas com a presidenta eleita. Nenhuma mulher foi nomeada ministra no novo governo do presidente interino, Michel Temer, e isso não acontecia desde a ditadura militar, com Ernesto Geisel (1974-1979)

domingo, 8 de maio de 2016

IV Colóquio de Questões de Gênero – com a professora Maria Eulina Carvalho


Descrição para cegos: foto mostra a professora Eulina e a câmera
filmando-a, com ela aparecendo no visor.

A professora Maria Eulina de Carvalho foi a convidada da turma de Jornalismo e Cidadania do curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba para o IV Colóquio de Questões de Gênero. O encontro aconteceu no dia 30 de março de 2016, e nele foram discutidos temas como a influência do patriarcado na sociedade, estratégias de combate à violência contra a mulher, sexualização de carreiras e feminismo negro, entre outros. Maria Eulina é mestre em Psicologia Educacional pela Universidade Estadual de Campinas, doutora pela Michigan State University, nos Estados Unidos, e pós-doutora pela Universidade de Valência, Espanha. É professora na pós-graduação em Educação na UFPB e pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação sobre Mulher e Relações de Gênero, o Nipam. A organização do colóquio foi de Dani Fechine, Gabriela Figueirôa e Vítor Nery.

Confira o colóquio da íntegra:



1 - Influência do patriarcado

A professora Maria Eulina fala sobre a dominação masculina na vida social e a relação de poder estabelecida pela sociedade patriarcal, que minimiza o papel da mulher.



quarta-feira, 4 de maio de 2016

O machismo nas entrelinhas


Descrição para cegos: imagem mostra o texto "Explicação Masculina do óbvio (Mansplaining)"
que expõe a definição do termo em inglês que aparece no título, que resumidamente se refere a
homens que tomam o local de fala das mulheres em variadas situações. 

A ideia geral de machismo como sistema de opressão da mulher (excluindo-se a associação equivocada do termo a um "comportamento masculino") é ligada apenas à violência verbal, corporal, sexual e subseviência. Porém, há gestos sutis no nosso cotidiano que sustentam essa opressão, restringindo a autonomia das mulheres sem que nos demos conta. A blogueira Cami Santos fez uma compilação desses comportamentos numa postagem. Confira aqui (Vítor Nery).

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Somos todas mulheres de verdade, deputado!

Descrição para cegos: imagem mostra print de duas matérias sobre Marcela Temer e Milena Teixeira, com as seguintes manchetes: "Marcela Temer: bela, recatada e do lar" e "Primeira-dama do turismo é retrato dos últimos dias do governo Dilma e do PT".

Por Gabriela Figueirôa

        Depois da desastrosa capa da revista IstoÉ, que retratava a presidenta Dilma Rousself como uma descontrolada que não seria capaz de conduzir o país, imaginei que a mídia brasileira daria um descanso nas pautas conservadoras sobre as mulheres. Quanta inocência da minha parte. Essas duas últimas semanas foram difíceis para nós mulheres, os meios de comunicação mostraram mais uma vez seu lado retrógrado e conservador.
        A revista Veja fez uma matéria com o perfil da mulher do vice-presidente da república, Michel Temer. No texto, ela retrata Marcela Temer como uma mulher “Bela, Recatada e do Lar” e Temer, como um cara de sorte, por ter a mulher ideal ao seu lado. As redes sociais questionaram imediatamente a matéria e ironizaram o tom tradicionalista do perfil idealizado para todas as mulheres.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

O que você precisa saber sobre Feminicídio


Descrição para cegos: desenho mostra cinco setas apontando para uma jovem sentada apoiada em um joelho,
com uma mão na cabeça e cabelo amarrado.
 

Com o objetivo de contribuir com uma cobertura jornalística mais coerente, contextualizada, crítica e aprofundada sobre a violência contra as mulheres, o Instituto Patrícia Galvão criou um dossiê que visibiliza as questões de gênero e o feminicídio, além de aprofundar o debate sobre a violência contra as mulheres na mídia e na sociedade, através de informação, diálogo e disponibilização de dados. Uma área importante do dossiê e que aqui indico é a seção que aborda o feminicídio, ou seja, o assassinato de mulheres apenas por sua condição de ser mulher. Essa parte apresenta de forma didática tudo sobre o assunto. Acesse a seção de feminicídio do dossiê aqui. (Dani Fechine)


terça-feira, 19 de abril de 2016

Machismo nosso de cada dia!


Descrição para cegos: foto mostra a frase "EL MACHISMO MATA" pintada em uma calçada.

Por Gabriela Figueirôa

        Engana-se quem pensa que o machismo só acontece em situações de estupro, violência doméstica, submissão e diferença salarial. Na verdade, ele permeia nosso cotidiano. Durante os protestos que aconteceram contra a votação do impeachment no último domingo, tive, mais uma vez, a certeza de que muitos dos comportamentos machistas estão presentes nos detalhes e nós nem percebemos, simplesmente, porque é uma construção histórica muito difícil de acabar.
        Em uma das aparições do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, um dos militantes que estava na manifestação soltou um “filho da puta”, e no mesmo momento foi repreendido por sua esposa: “Respeita as putas e a sexualização das mulheres”. O pedido de desculpas pelo deslize veio rapidamente.
        Depois de presenciar esse pequeno diálogo, fiquei refletindo o quanto a cultura patriarcal é determinante para a reprodução do machismo e como ela influenciou na sua naturalização.

domingo, 17 de abril de 2016

Pesquisa explora trajetória de Rede Feminista Norte e Nordeste


Descrição para cegos: foto mostra a professora Maria Eulina de Carvalho sorrindo e
olhando para a câmera.

A professora Maria Eulina de Carvalho desenvolveu o estudo para aprofundar os conhecimentos sobre a história da Redor. A Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisas sobre Mulher e Relações de Gênero propicia o intercâmbio de conhecimentos, no contexto da luta pela igualdade de gênero. Maria Eulina foi a fundadora e a primeira coordenadora do Núcleo de Estudos Sobre a Mulher da UFPB, o Nipam, que também compõe a Rede. A Redor articula atualmente mais de 30 núcleos e grupos de estudo atuantes no Norte e Nordeste do país. Ouça a entrevista que fiz com Maria Eulina Pessoa para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábado, às 9h, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz). (Dani Fechine)

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O golpe também é contra nós, mulheres


Descrição para cegos: foto exibe jovem mulher segurando
o cartaz "Veta o machismo Dilma!" e "Sou Vadia" escrito com
tinta na sua barriga.
Com um golpe em curso no Brasil contra a presidenta Dilma Rousseff, quem poderá sofrer, e muito, com os resultados desastrosos são as mulheres que lutam diariamente por mais voz e espaço. Em entrevista concedida ao site ciberativista AzMina, a professora de Ciência Política da UnB, Flávia Birolli, fala sobre a maior crise que o Brasil pode vir a enfrentar: a perda de direitos já conquistados pelas mulheres. A professora também aborda o perigo dos aplausos a políticos conservadores e com ideologias fascistas. “No golpe em curso, as mulheres têm muito a perder”, declarou. A leitura é importante e esclarecedora. O momento que o país enfrenta pede reflexão e conhecimento. Leia a entrevista aqui. (Dani Fechine)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Zaha Hadid e seu legado para o feminismo

Descrição para cegos: foto exibe a arquiteta Zaha Hadid com
a cabeça um pouco elevada e sorrindo olhando para a câmera.
Por Vítor Nery

      Zaha Hadid, arquiteta mundialmente consagrada, faleceu no dia 31 de março, vítima de um ataque cardíaco em Miami. Ela tinha 65 anos e estava se tratando de bronquite.
      Pioneira em sua área, Hadid sempre apontava a importância da representação feminina na sociedade, defendendo que as pessoas precisam parar de restringir as mulheres, desencorajá-las aos desafios e julgá-las por serem ambiciosas. “Elas precisam de autoconfiança”, afirmava – “especialmente em um campo dominado por homens, nos escritórios e nas construtoras.”
      

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Pra quê o feminismo?

Por Dani Fechine


Descrição para cegos: desenho tem a imagem clássica
"Rosie, the riveter", que exibe uma mulher com expressão
séria arregaçando a manga de sua camisa, usando uma bandana
e dizendo "We Can Do It!"  expressão inglesa que significa
"Nós podemos fazer isso!"
“Eu não preciso de feminismo”. É essa uma das frases mais vociferadas hoje em dia. A culpa? Dos estereótipos. Da mídia. Do machismo imperado. Nós, do lado de cá da luta, apenas engolimos a afirmação. Crescemos para entender que todos vivem a partir de necessidades diferentes e, portando, escolhem lutar por motivos outros.
Mas para que a ideia de fracasso não atinja o movimento, vivemos mesmo é numa incessante caminhada de negação a essa frase dita sempre com tanta força e de forma pejorativa. Talvez você ache que não precisa do feminismo, no entanto, eu tenho uma boa notícia pra você: nós lutamos pelos seus direitos da mesma forma.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Dilma, não se preocupe. Eu também sou uma louca.

Descrição para cegos: imagem mostra a capa da revista Istoé
que tem como chamada principal "As explosões nervosas da
presidente" e traz uma foto da Presidenta Dilma Rousseff com
a boca aberta e sobrancelhas arqueadas.
Por Gabriela Figueirôa

A última edição da revista IstoÉ me pegou de surpresa, confesso. Por mais que o jornalismo que vem sendo feito na atual conjuntura política do país venha me decepcionando diariamente, esta edição conseguiu ir mais além. Foi mais uma verdadeira frustração que me levou a uma reflexão sobre as tais mulheres “loucas”.
Pra quem não viu, a capa da IstoÉ foi um incontestável ataque a todas as mulheres. Ela trouxe como destaque a foto da presidenta Dilma Rousseff em um pretenso momento de descontrole emocional. A reportagem traz um texto vexaminoso – para o jornalismo. Na matéria, é descrito um comportamento descontrolado, desequilibrado e preocupante da Presidenta da República, taxada em vários momentos de histérica, furiosa, propensa a atos violentos e incapaz de continuar dirigindo o país.