domingo, 2 de outubro de 2016

O brilhantismo matemático de Ada Lovelace

Descrição para cegos: pintura mostra o rosto jovem de
Ada Lovelace com cabelos ornamentados por uma
tiara de flores e um véu.
Por Laís Suassuna

Nascida Ada Augusta Byron na Inglaterra em 1815, filha de Annabella Byron e do poeta Lord Byron, a britânica comumente conhecida como Ada Lovelace, apesar de não ter seu nome constantemente evidenciado em livros ou pesquisas científicas, tornou-se, já no século XIX, a primeira pessoa a realizar programação para computador.
       Gozando uma infância com uma educação privilegiada, Ada demonstrou desde cedo o interesse por assuntos voltados à ciência e à matemática, revelando brilhante desempenho no campo de estudos logísticos.
        Sua principal conquista deu-se quando, influenciada pelos estudos do criador do inaugural computador programável, o matemático londrino Charles Babbage, Ada analisou e desenvolveu algoritmos sobre a máquina analítica de Babbage, resultando na criação do primeiro programa de computador da história.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Táxi Rosa oferece corridas com motoristas mulheres

Descrição para cegos: Uma flor desenhada
 na cor rosa com o nome Táxi Rosa acima.
Por Vandicleydson Araújo

Táxi Rosa é um serviço de transporte equipado com atendimento via aplicativo de celular que oferece à clientela feminina, a certeza de ser transportada por mulheres motoristas registradas e uniformizadas, e a segurança de que não existirá qualquer tipo de assédio ou constrangimento ao usar o serviço. O aplicativo já tem quase 100 motoristas registradas e cerca de 1.200 usuárias cadastradas.
As mulheres que fundaram o Táxi Rosa e tiveram a iniciativa da criação do aplicativo, são também motoristas da frota: Denise Azevedo, Dora Santos e Fátima Ramos. Graças a elas, o serviço ganhou notoriedade em proporção nacional e acadêmica. “Aqui no Rio, já fomos tema de prova de faculdade” informa Denise.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Por que a Lei Maria da Penha não é suficiente?

legenda para cegos
Descrição para cegos: foto em preto e branco de uma mulher sentada em uma calçada, de cabeça baixa, com os braços apoiados nos joelhos.
Por Luan Alexandre

Em agosto a Lei Maria da Penha completou dez anos de vigência. Com o intuito de diminuir a violência contra a mulher, ela garante punição ao indivíduo que pratica violência doméstica ou familiar, além de oferecer proteção às vítimas.
Nesses dez anos, observaram-se avanços em relação a alguns quesitos; vidas foram salvas, agressores punidos e projetos de educação social postos em prática. Apesar disso, ainda há muito no que avançar: no Brasil, estima-se que cinco mulheres são espancadas a cada dois minutos e o parceiro, seja marido, namorado ou ex, é o responsável por mais de 80% dos casos reportados, segundo uma pesquisa do grupo Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado, de 2010.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Flor do deserto: a cruel tradição da mutilação genital feminina


Descrição para cegos: poster do filme traz uma foto de um rosto
feminino sendo parcialmente coberto por um tecido,
também contendo o nome "Flor do Deserto" em destaque.

































 Por Laís Suassuna 

        Lançado em 2010 e dirigido pela americana Sherry Hormann, o longa-metragem Flor do Deserto (Desert Flower, em inglês) conta a história real da modelo somali Waris Dirie, interpretada por Liya Kebede, que aos 12 anos fugiu de seu país natal procurando se livrar de um casamento arranjando, e em busca de melhores condições de vida.
 Narrando a trajetória de Waris desde o início de sua viagem conturbada pelo continente africano até sua chegada em Londres e ascensão como modelo, o filme aborda diversos temas sociopolíticos e culturais que afetam o cotidiano de mulheres em todo mundo, e principalmente na África.

domingo, 28 de agosto de 2016

Uma semana para discutir diversidade, gênero e sexualidade

Descrição para cegos: cartaz do evento que tem na parte superior faixa formada pelas cores do arco íris, que vai até a metade da esquerda e o restante por uma combinação da marca da luta feminista - que consiste no símbolo do gênero feminino com um punho fechado no meio – e quadrados com faixas horizontais azul/branca/azul. À esquerda vêm-se ainda os logos das entidades patrocinadoras e, em tamanho maior o símbolo da semana, uma flor multicolorida cujas pétalas podem ser vistas como desenhos estilizados de pessoas. À direita, o nome do evento e período de realização.
Por Vandicleydson Araújo

A 1ª Semana UFPB da Diversidade, Gênero e Sexualidade será aberta nesta segunda-feira, às 19 horas, no auditório 412 do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes na Universidade Federal da Paraíba e se estende até a sexta-feira com palestras, mesas-redondas, aulas públicas, performances artísticas e reuniões de grupos de trabalho sobre os temas políticas públicas, violência, saúde e educação. A primeira atividade será a palestra ministrada por Érica Capinan, Coordenadora de Educação para Diversidade da Secretaria de Educação do Estado da Bahia.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Seminário discutiu violência contra a mulher negra

Descrição para cegos: quatro integrantes do seminário sentadas à mesa do evento. Da esquerda para a direita: Priscila Estevão, Durvalina Rodrigues, Terlucia Silva e Roberta ischultis. 

Por Vandicleydson Araújo


       O seminário 10 anos da Lei Maria da Penha: interfaces entre o racismo e a violência doméstica foi realizado no Auditório do Centro de Ciências Jurídicas na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, na tarde da última sexta-feira. O evento foi promovido por uma série de entidades ligadas à luta das mulheres negras como a Abayomi – Coletiva de Mulheres Negras e a Bamidelê - Organização de Mulheres Negras, coordenado por Tatyane Guimarães (Rede de Mulheres em Articulação na Paraíba) e Anadilza Maria Paiva (Cunhã – Coletivo Feminista). Em entrevista, Tatyane falou sobre os principais pontos do seminário:

terça-feira, 16 de agosto de 2016

A cultura do estupro ainda pulsa na academia

Descrição para cegos: foto de um cartaz onde originalmente está escrito "Melhor time do CCM" em letras menores e, no centro em letras maiores "DOPASMINA". Sobre esse letreiro, escrito com pincel atômico, lê-se "Respeita as mina!" e, como corrigindo o texto original, em vez do DOPA sugere JUNTA. Por fim, embaixo, acrescenta: "Juntas somos + fortes".

O Coletivo Nise da Silveira, formado por alunas dos cursos da área de saúde da Universidade Federal da Paraíba, divulgou terça-feira uma nota em repúdio à escolha do nome de um dos times formados por alunos do curso de Medicina da instituição. A nota denuncia o trocadilho envolvido na palavra “Dopasmina”, que é originalmente o nome de um neurotransmissor produzido pelo cérebro, mas usado também para denominar festas em que as mulheres (minas) são dopadas e abusadas sexualmente. A nota ganhou o apoio de várias outras entidades, como se pode conferir abaixo.

Nota de repúdio ao termo "Dopasmina" escolhido pela Turma 99 do Curso de Medicina da UFPB como seu nome de time


     

segunda-feira, 27 de junho de 2016

É preciso entender a cultura do estupro

Descrição para cegos: foto mostra a professora Michelle Agnoleti no estúdio, durante a entrevista

No dia 22 de maio, ocorreu um estupro coletivo na cidade do Rio de Janeiro com uma adolescente de 16 anos. A jovem foi violentada por 33 homens e ainda teve imagens de seu corpo divulgadas nas redes sociais. Quando a população tomou conhecimento do fato, o termo Cultura do Estupro começou a ser reproduzido pelas pessoas e, principalmente, pelo movimento feminista, que atribuiu o caso a essa realidade cultural. Para falar sobre esse tema, as repórteres Shirlayne Mayara e Ramila Ramalho convidaram os professores e pesquisadores gênero Adriano Leon e Michelle Agnoleti para um painel no programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz). Ouça o painel em dois blocos (Gabriela Figueirôa).

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Marcha das Vadias: como surgiu?

Descrição para cegos: foto mostra manifestação da Marcha das Vadias. Em primeiro plano aparece uma mulher de sutiã preto e saia curta vermelha com listas coloridas. Ela tem algumas frases escritas pelo corpo e levanta um cartaz onde está escrito "Minhas roupas não definem meu caráter!"
A Marcha das Vadias é uma manifestação popular composta por feministas e simpatizantes da causa que vão às ruas lutar pela igualdade de gêneros e defender o direito da mulher de ser livre. Mas como surgiu o movimento? Por que “Vadias” no nome? O blog da Marcha das Vadias de Curitiba fez um artigo explicando essas questões. Confira aqui. (Vítor Nery)

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Elas amadurecem mais rápido?


Descrição para cegos:  foto mostra uma mulher de cabelo amarrado e um homem
olhando um para o outro, ambos de perfil.

Por Vítor Nery


Especialistas da Newcastle University estudaram 121 pessoas com idades entre 4 e 40 anos para analisar o amadurecimento do cérebro. Os resultados mostraram que aos 10 anos de idade, as mulheres já iniciavam a redução de conexões cerebrais, estimulando o órgão a trabalhar de forma mais fácil, rápida e eficiente. Nos homens, o mesmo processo só acontece aos 20 anos. Então, de maneira geral, sim, as mulheres amadurecem mais rápido. Mas há outro fator importantíssimo, além do biológico, que o senso comum ignora para isentar o homem de suas responsabilidades coletivas: a construção social.
Na infância, meninas ganham bonecas (bebês), forninhos, brincam de casinha, têm de se portar “direito” e não falar palavrões - são as primeiras ligações à maternidade e ao espaço doméstico. Enquanto isso, meninos ganham bonecos (heróis), carrinhos, e podem se comportar do jeito que quiserem.


terça-feira, 7 de junho de 2016

O Mada e o apoio a mulheres em relacionamento conflituoso


Descrição para cegos: foto mostra Maria das Neves Andrade, fundadora e coordenadora do grupo de ajuda mútua Mulheres que Amam Demais Anônimas (MADA).


O grupo de ajuda mútua Mulheres que Amam Demais Anônimas funciona à maneira dos Alcoólicos Anônimos, com reuniões semanais de apoio e aconselhamento. Esse tipo de terapia já chegou a João Pessoa e foi tema da entrevista do Espaço Experimental, que reuniu a psicóloga, psicoterapeuta e voluntária do Mada, Lindinalva Ramalho, e Maria das Neves Andrade, fundadora e coordenadora do grupo local. Ouça a entrevista que fiz para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábado, às 9h, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz). (Gabriela Figueirôa)

domingo, 5 de junho de 2016

Manual orienta abordagens jornalísticas sobre gênero


Descrição para cegos: imagem mostra banner virtual com a logomarca da ONG Think Olga que se constitui do nome Olga rodeado por riscos acompanhado do escrito "Minimanual do jornalismo humanizado".

Em 30 de maio, a ONG Think Olga disponibilizou um minimanual online, destinado a jornalistas e veículos de comunicação, compilando uma série de regras para evitar erros clássicos na abordagem de pautas relativas às mulheres. Os exemplos práticos trazidos na publicação estão dispostos em quatro seções: Violência contra a mulher, Racismo, Transfobia e Estereótipos Nocivos. Confira o manual aqui. (Vítor Nery)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Quando o casamento é sinônimo de obrigação


Descrição para cegos: Foto mostra um casal de noivos de mãos dadas vestidos em roupas tradicionais para casamentos, onde a noiva segura um buquê, e ambos os rostos não são revelados na imagem.

Um vídeo produzido pela marca de cosméticos SK-II trata do problema social em que mulheres chinesas, acima dos 25 anos que não casaram, passam no âmbito social e familiar. Elas são chamadas de “sheng nu” - na tradução significa mulheres que sobram- e são muito pressionadas pela família e pelo estado, simplesmente porque não se casaram. Ao assistir ao vídeo, a escritora Mari, do site Lugar de Mulher, percebeu uma semelhança entre as “sheng nu” e as “brasileiras encalhadas” e escreveu um artigo chamando a atenção para um problema cultural em que as mulheres só serão realizadas depois do casamento. Leia o artigo aqui. (Gabriela Figueirôa)

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Lei 'antibaixaria' e a violência de gênero no funk


Descrição para cegos: Foto exibe conjunto de pessoas, com o foco em três mulheres dançando, localizado em uma casa de festas noturna, sendo iluminados por um jogo de luz.

Por Vítor Nery

No início de maio, a prefeitura de Goiânia-GO sancionou uma lei que proíbe o uso de dinheiro público para a contratação de artistas que em suas músicas desvalorizem ou incentivem a violência contra mulheres, homossexuais e afrodescendentes, expondo-os a situação de constrangimento. Medida aplicada primeiramente na Bahia, após o Carnaval 2011, foi adotada na Paraíba em 2013.
O assunto traz à tona a violência de gênero na música. Um dos estilos onde isso ocorre com mais frequência é o funk. Mas por que, ao invés de falarmos sobre isso, acabamos por difundir – no piloto automático – os sons da indústria do estilo Proibidão por sua bizarrice e poder de “chiclete”? Quais são as consequências de se replicar um discurso que menospreza e banaliza a mulher, a exemplo do hit “Baile de Favela”, de MC João?