sábado, 30 de maio de 2015

Made in China: porque não assistir


Descrição para cegos: poster do filme "Made In China" que exibe o nome e imagem dos atores principais,
 o nome do filme, colagens da estátua do Cristo Redentor, de um Dragão Chinês ornamentado com flores e a bandeira do Brasil, mostrando a atriz Regina Cazé sorrindo aparecendo na frente de uma loja
.


Por Tereza Figueiredo

Made in China, filme que estreou ano passado e traz Regina Casé como protagonista, realmente faz jus ao seu título. No enredo, a atriz interpreta o papel de Francis, uma vendedora de uma loja no Saara, Rio de Janeiro, que tenta ajudar seu patrão a aumentar as vendas para que não tenha que fechar o estabelecimento. Entretanto, a loja em frente, a qual pertence a um casal de chineses, tem preços imbatíveis e Francis decide investigar de onde a mercadoria da concorrência vem para poder salvar a loja na qual trabalha.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Por que Thammy Miranda incomoda tanto?


Descrição para cegos: montagem de duas fotos da atriz Thammy Miranda, a primeira Thammy aparece
de blusa social e cabelos curtos, e a segunda com cabelos longos "top" e calça de couro, em ambas a atriz
olha para a câmera.

Tereza Figueiredo

Thammy Miranda, filha da cantora e dancarina Gretchen, ganhou os holofotes quando decidiu assumir que era lésbica. Além disso, cortou os longos cabelos, abriu mão de seguir os passos da mãe e adotou um visual masculino.
Muitos alegam que essa mudança de comportamento teve como principal objetivo atrair a atenção da mídia. Entretanto, Thammy parece estar bastante segura de sua orientação sexual, bem como opta, cada vez mais, por alternativas que reforcem seu novo visual masculino, tomando hormônios, removendo os seios e declarando que não deseja gerar filhos. A cada nova mudança, uma chuva de críticas recai sobre ela.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Os bacha posh e a transexualidade no Afeganistão

Descrição para cegos: Capa do livro As
meninas proibidas de Cabul. Que mostra
duas crianças, um menino e uma menina
num terreno de areia e barro. Ao lado delas
um muro alto também feito de areia e barro.
Logo abaixo delas, um desenho da silhueta
da cidade de Cabul.
Por Tereza Figueiredo

Não é novidade a opressão sofrida pela mulher na cultura islâmica. No Afeganistão, país onde o islamismo aplica seus ensinamentos tanto na esfera privada quanto na esfera pública, algumas famílias vestem suas meninas durante a infância com trajes de meninos para que estas possam desenvolver atividades exclusivas do sexo masculino, a exemplo de frequentar a escola com regularidade e transitar desacompanhadas livremente.
Assim, meninas desde os primeiros anos de vida são tratadas, vestidas e educadas como homens e assumem também este papel nos espaços públicos, de modo que nem mesmo seus grupos de amigos suspeitam do seu verdadeiro sexo biológico. Caso este seja descoberto, age-se naturalmente e a menina continua a ser tratada como um garoto.
Fenômeno parecido com o que acontece em uma pequena parte da Albânia, com a tradição das virgens juramentadas, os bacha posh, indivíduos considerados como de um terceiro gênero, têm um destino mais triste: enquanto que a virgem juramentada pode permanecer no papel masculino durante toda a vida se assim desejar, no Afeganistão os bacha posh, ao atingir a puberdade, são forçados a reassumir a identidade feminina.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Igreja que interpreta Bíblia à luz dos direitos humanos realiza casamento comunitário gay na Paraíba

Descrição para cegos: Vários casais homoafetivos em abraço coletivo
dentro da igreja da comunidade metropolitana. Ao fundo cartazes com
a sigla ICM que consiste no nome da igreja.

Por Tereza Figueiredo

O mês de maio, conhecido como “mês das noivas”, é marcado pelo grande número de celebração de matrimônios. Em João Pessoa, maio será palco de um casamento comunitário não usual: as pessoas que se casarão são do mesmo sexo.
O matrimônio coletivo, previsto para o dia 29, será realizado na Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), pelo pastor Clísten Corgellys e pelo reverendo Igor Simões, e contará com a presença de um tabelião, para que as uniões, além dos efeitos religiosos, também gerem efeitos legais.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

“Desconstruindo Eva”: a real beleza feminina

Descrição para cegos: Silhueta de uma pessoa sentada. Dentro do
formato da silhueta tem escrito desconstruindo eva. Logo dos dois
lados da silhueta tem a marca da energiza e dados sobre a data
do evento.

Por Tereza Figueiredo

A fotógrafa Nih Fernandes realizará, em João Pessoa, uma exposição sobre a diversidade da beleza feminina, abordando as suas mais distintas faces.
A exposição, que é parte do projeto “Desconstruindo Eva”, ocorrerá de amanhã (2 de maio) até 2 de junho, na Usina Cultural Energisa, e tem como objetivo questionar os padrões de beleza impostos ao sexo feminino a partir de fotografias dos mais diversos tipos de mulheres.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

As virgens juramentadas da Albânia

Descrição para cegos: Imagem divida em três fotos. Na primeira
imagem à esquerda, a mulher kanun posa para foto em um campo aberto
apoiada numa bengala enquanto segura um cigarro. Já no lado direito
ela está em dentro de uma sala de estar falando com alguém, pode-se notar
móveis, almofadas e quadros ao fundo. Logo abaixo ainda no lado direito,
ela está de costas para uma parede olhando para o horizonte.

Por Tereza Figueiredo

Durante mais de cinco séculos, o Kanun foi passado verbalmente no norte da Albânia. Dentre os ensinamentos desse código de conduta merece destaque a tradição das virgens juramentadas, na qual meninas se consagram e abrem mão de uma vida sexual ativa e de sua feminilidade – ou qualquer vestígio que as identifique como mulheres - para assumir um papel masculino para o resto da vida.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Por que as mulheres se aposentam mais cedo?

Descrição para cegos: Uma carteira de trabalho e previdência social
numa superfície totalmente branca.

Por Tereza Figueiredo

O artigo 201, § 7º, incisos I e II, da Constituição Federal dispõe que, dentre outros requisitos para a concessão da aposentadoria, é necessário que se tenha 35 anos de contribuição e 65 anos de idade, se homem, e 30 de contribuição e 60 de idade, se mulher.
Com as reformas previdenciárias sofridas no início deste ano, a exemplo das modificações no período aquisitivo para a concessão de seguro-desemprego, especula-se acerca de uma possível substituição do fator previdenciário. Assim, surge o questionamento: será que, com a possível troca do fator previdenciário por outro mecanismo, permanecerá a diferença quanto à idade e ao tempo de contribuição para homens e mulheres? A provável resposta é que sim.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Precisamos falar sobre o aborto

Descrição para cegos:Jean Wyllys e sua base aliada em abraçado coletivo
dentro do seu próprio gabinete. No fundo a bandeira do Brasil, uma estante
um mapa e uma pintura em tela.

Por Camila Albuquerque

“Precisamos tornar essa pauta uma política pública, independente de ser contra ou a favor da interrupção voluntária da gravidez indesejada", anunciou o deputado federal Jean Wyllys em sua conta no microblogTwitter, no dia 24 de março, ao apresentar o projeto de lei que estabelece a política pública para saúde sexual e regulamenta a interrupção da gravidez indesejada – este último, o polêmico aborto.
O projeto, chamado de PL 882/15, prevê a legalização do aborto até 12 semanas de gestação no Sistema Único de Saúde (SUS), se a mulher assim o quiser, e também prevê que o Ministério da Educação invista em medidas para educação sexual e reprodutiva, inclusive levando para a escola conversas sobre a prevenção de gravidez não desejada. O texto frisa ainda a promoção de “uma visão da sexualidade baseada na igualdade, com prevenção à violência de gênero”.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Centenário de Ana Montenegro

Descrição para cegos: Imagem da Ana Montenegro em preto e branco.
Ao lado de Ana Montenegro há escrito a data de nascimento e a seguinte
 frase: Escritora, historiadora, advogada, poeta e militante política. Logo
acima tem a palavra centenário. A palavra centenário está curvada.
Já no rodapé se encontra a imagem da OAB Bahia.

Por Tereza Figueiredo

Ana Lima Carmo nasceu no Ceará, em 13 de abril de 1915 e, posteriormente, mudou-se para a Bahia, onde recebeu o título de cidadã. Formada em Direito e Letras, Ana Lima Carmo adotou o nome de Ana Montenegro, através do qual ficou conhecida pela sua luta em defesa dos Direitos Humanos.
Ana fundou a União Democrática de Mulheres da Bahia e participou da fundação da Federação Brasileira de Mulheres e do Comitê Feminino Pró-Democracia, sendo uma ativista dos Direitos Humanos até o seu falecimento, em 2006.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

A virgem na jaula: um apelo à razão

Descrição para cegos: Mão esquerda com unhas
pintadas de vermelho segurando o livro A virgem na jaula.

Por Tereza Figueiredo


Ao ser convidada por uma professora para ler “A virgem na jaula: um apelo à razão”, de Ayaan Hirsi Ali, imaginei que me depararia com algum enredo relacionado ao tabu da sexualidade feminina.
A história, contada em pouco mais de 200 páginas, retrata a vida da própria autora. No entanto, é bem mais densa que isso: através de um verdadeiro desabafo, o leitor é exposto ao mundo islâmico e todas as suas fragilidades, especialmente no que concerne o tratamento dispensado à mulher.
Ayaan Hirsi Ali faz um apelo ao mundo ocidental para este resgate às mulheres oprimidas pelo islã, sob o argumento de que nenhum aspecto cultural deve servir de mecanismo para a degradação e sofrimento humanos. Os relatos de sua infância, da mutilação genital a que foi submetida, e de sua fuga para a Holanda, onde buscou refúgio e reconstruiu sua vida e carreira, são intercalados com as histórias de outras mulheres que cruzaram sua trajetória rumo ao ocidente.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Violência obstétrica em pauta

Descrição para cegos: Seis mãos envolvendo uma barriga gestante com efeito de preto e branco na foto.
Por Enezita Guilherme

Um assunto bastante comentado nos dias atuais, a violência cometida contra a mulher no momento em que se encontra mais fragilizada, vem ganhando espaço para debate e conscientização na imprensa paraibana.
A violência obstétrica, aquela que ocorre no período do pré-natal, do parto ou do aborto, ocorre com mais freqüência do que imaginamos. Isso porque nem sempre é entendida como tal e, consequentemente, passa despercebida.
Um projeto de lei de autoria do vereador Lucas de Brito, tramitando na Câmara Municipal de João Pessoa, pretende garantir o acesso da mulher a informações importantes acerca da Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal. Esperamos que não fique apenas no papel. 

sábado, 21 de março de 2015

O machismo na juventude brasileira

Descrição para cegos: Figura cartunizada em preto de um homem e uma mulher
sendo que a mulher está com um saco na cabeça e ao mesmo tempo segura uma
placa que tem escrito: mulheres obedecem! Já a figura do homem tem uma
placa escrita homens mandam!

Pesquisa demostra alto índice de machismo na população jovem de todo o país, na faixa etária de 16 a 24 anos. Os números revelam machismo em homens e mulheres e a população feminina é que apresenta o maior percentual, se comparado ao percentual dos homens entrevistados. Veja aqui quais as categorias de machismo demostradas e as recomendações do Conselho Nacional de Justiça para mulheres que sofreram ou sofrem algum tipo de violência. (Maryellen Bãdãrãu)

sábado, 14 de março de 2015

Movimento feminista na atualidade

Descrição para cegos: imagem mostra mulheres de mãos dadas andando por uma ampla avenida com outras pessoas atrás delas segurando cartazes que defendem a greve contra a censura.
Alunos do curso de Jornalismo da UFPR produziram um documentário com o objetivo de propor uma discussão pluralizada sobre a luta do movimento feminista. O trabalho apresenta a trajetória histórica deste movimento no mundo, afunilando para o Brasil. A produção traz opiniões de entrevistados sobre o movimento, analisa a forma que as mulheres lutaram por seus direitos no contexto do século XIX, além de mostrar alguns conservadores que discordam da militância.(Sara Gomes)

Para assistir ao curto documentário, clique aqui
.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Marca de sopa lança campanha machista

Descrição para cegos: tirinha da marca de sopas Vono que traz o diálogo onde uma mulher pergunta "Quem somos?", "E o que queremos?" e "E o quando queremos", enquanto três mulheres respondem, respectivamente, "Mulheres!", "Não sabemos!" e "Agora!!!".

A Vono, conhecida marca de sopas, publica em sua página oficial no Facebook uma propaganda com tom humorístico, mas extremamente ofensiva à mulher. A propaganda alega que as mulheres não sabem o que querem, nem quando querem. A campanha foi alvo de críticas por muitos usuários da rede social que se manifestaram contra a propaganda. Essa não foi a primeira publicação da marca que reduz a mulher a estereótipos fúteis e insignificantes. Clique aqui para ver a crítica da blogueira Jarid Arraes sobre a campanha. (Jade Santos)