terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Toda dona de casa precisa


Descrição para cegos: poster mostra as frases "Quem teve 'outra'
já passou para a Clock", "Uma perfeita cozinheira às suas ordens",
"Como USAR e CONSERVAR a sua panela de PRESSÃO", próximas
ao desenho de uma mulher próxima e uma panela.

Por Dani Fechine



“Toda dona de casa precisa”, era que assim que um homem, já com os seus 45 anos, vendia um kit gás. O material facilitava a troca do gás, requerendo menos força e pressão. “Pra sua esposa, sua mulher, sua irmã, sua mãe, sua tia”, ele continuava a vociferar um machismo arraigado não só na sua criação, mas também na sociedade. Nesse momento, o calor já convocava todos do Terminal de Integração a delirar entre os próprios devaneios. Os mais velhos achavam graça do seu merchandising. Eu, covarde, apenas emburrara-lhe a cara.
Situações como essa acontecem diariamente, sob variadas formas. E atitudes de inibição também estão distribuídas aos montes. Ouvir um homem gritar em um ambiente público, recheado de crianças, mulheres, idosos, que utensílios domésticos servem apenas para mulheres é deprimente e humilhante. Mas o moço parecia convicto da sua fala. Para ele, era essa a melhor maneira de conseguir algumas clientes.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

III Colóquio de Diversidade de Gênero - com a professora Yara Maria Pereira Gurgel


Descrição para cegos: foto exibe a professora Yara Maria Pereira Gurgel,
com uma câmera a filmando e sua imagem aparecendo no visor.

O III Colóquio de Diversidade de Gênero da disciplina Jornalismo e Cidadania foi realizado no dia 13 de maio, com a professora Yara Maria Pereira Gurgel. Doutora pela PUC, Yara é professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte onde desempenha atividades na graduação e na pós-graduação, com ênfase em Direitos Humanos, Direito Constitucional e Direito do Trabalho. A organização do colóquio foi de Camila Albuquerque, Carina Pontes, Enezita Guilherme e Tereza Figueiredo. 

domingo, 12 de julho de 2015

Liberdade de expressão é outra coisa...


Descrição para cegos: foto mostra duas imagens desfocadas de dois carros
 portando adesivos impróprios de uma montagem da imagem da Presidenta Dilma Rousseff.

Por Tereza Figueiredo

Que a presidenta Dilma não está agradando, não é nenhuma novidade. Desde o início de seu segundo mandato houve aumento nas contas de energia, de água, escândalo na Petrobrás e consequente aumento de combustível, redução significativa no número de estudantes beneficiados pelo Fies, dentre outros eventos que pesaram no bolso da população brasileira. Como resposta, ocorreram os mais diversos tipos de manifestação – houve quem clamasse por novas eleições, impeachment, intervenção militar...-, mas é através das redes sociais que o descontentamento tem preponderado.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

A morte do Ken Humano e a ditadura da beleza no universo masculino


Descrição para cegos: selfie no espelho de Celso Santebañes
segurando um boneco Ken e olhando para si mesmo.

Por Tereza Figueiredo


Embora muitos acreditem que a ditadura da beleza é assunto ultrapassado, restrito apenas ao universo feminino, e que há uma maior tolerância para os mais diferentes biotipos na atualidade, episódios como o falecimento de Celso Santebañes na semana passada, o Ken humano brasileiro, mostram que essa discussão é mais do que atual.
           Celso Santebañes morreu aos 20 anos, em decorrência de leucemia, doença que descobrira recentemente ao realizar exames para investigar reações a aplicações de hidrogel em seus músculos. Entretanto, o mais triste é saber que o jovem, que se submeteu a diversas intervenções cirúrgicas ao longo da curta vida para se parecer com o boneco Ken, estava tão preocupado em atingir um padrão surreal de beleza que esqueceu, e muitas vezes colocou em risco, a própria saúde.
Infelizmente casos como o de Celso Santebañes não são exceção, mas se tornam cada vez mais frequentes, e nos alertam de que não apenas a mulher sofre a pressão da mídia para ser perfeita em padrões surreais, mas também o gênero masculino, colocado muitas vezes como opressor, é vítima da ditadura da beleza, cada vez mais bizarra e inatingível, além de perigosa ao bem-estar físico e psicológico e desafiadora da própria natureza humana.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Pela liberdade de ser mulher em público


Descrição para cegos: imagem foca numa  parte de uma calça parcialmente molhada. 
Tereza Figueiredo

Uma mulher deve poder circular livremente, sem que seja assediada, independentemente dos trajes que vista. Infelizmente, esta realidade ainda parece estar distante em nosso país e um exemplo disto é o que ocorreu há algumas semanas, quando uma jornalista, ao descer do metrô, notou sua calça molhada de ejaculação de outro passageiro. 

sábado, 30 de maio de 2015

Made in China: porque não assistir


Descrição para cegos: poster do filme "Made In China" que exibe o nome e imagem dos atores principais,
 o nome do filme, colagens da estátua do Cristo Redentor, de um Dragão Chinês ornamentado com flores e a bandeira do Brasil, mostrando a atriz Regina Cazé sorrindo aparecendo na frente de uma loja
.


Por Tereza Figueiredo

Made in China, filme que estreou ano passado e traz Regina Casé como protagonista, realmente faz jus ao seu título. No enredo, a atriz interpreta o papel de Francis, uma vendedora de uma loja no Saara, Rio de Janeiro, que tenta ajudar seu patrão a aumentar as vendas para que não tenha que fechar o estabelecimento. Entretanto, a loja em frente, a qual pertence a um casal de chineses, tem preços imbatíveis e Francis decide investigar de onde a mercadoria da concorrência vem para poder salvar a loja na qual trabalha.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Por que Thammy Miranda incomoda tanto?


Descrição para cegos: montagem de duas fotos da atriz Thammy Miranda, a primeira Thammy aparece
de blusa social e cabelos curtos, e a segunda com cabelos longos "top" e calça de couro, em ambas a atriz
olha para a câmera.

Tereza Figueiredo

Thammy Miranda, filha da cantora e dancarina Gretchen, ganhou os holofotes quando decidiu assumir que era lésbica. Além disso, cortou os longos cabelos, abriu mão de seguir os passos da mãe e adotou um visual masculino.
Muitos alegam que essa mudança de comportamento teve como principal objetivo atrair a atenção da mídia. Entretanto, Thammy parece estar bastante segura de sua orientação sexual, bem como opta, cada vez mais, por alternativas que reforcem seu novo visual masculino, tomando hormônios, removendo os seios e declarando que não deseja gerar filhos. A cada nova mudança, uma chuva de críticas recai sobre ela.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Os bacha posh e a transexualidade no Afeganistão

Descrição para cegos: Capa do livro As
meninas proibidas de Cabul. Que mostra
duas crianças, um menino e uma menina
num terreno de areia e barro. Ao lado delas
um muro alto também feito de areia e barro.
Logo abaixo delas, um desenho da silhueta
da cidade de Cabul.
Por Tereza Figueiredo

Não é novidade a opressão sofrida pela mulher na cultura islâmica. No Afeganistão, país onde o islamismo aplica seus ensinamentos tanto na esfera privada quanto na esfera pública, algumas famílias vestem suas meninas durante a infância com trajes de meninos para que estas possam desenvolver atividades exclusivas do sexo masculino, a exemplo de frequentar a escola com regularidade e transitar desacompanhadas livremente.
Assim, meninas desde os primeiros anos de vida são tratadas, vestidas e educadas como homens e assumem também este papel nos espaços públicos, de modo que nem mesmo seus grupos de amigos suspeitam do seu verdadeiro sexo biológico. Caso este seja descoberto, age-se naturalmente e a menina continua a ser tratada como um garoto.
Fenômeno parecido com o que acontece em uma pequena parte da Albânia, com a tradição das virgens juramentadas, os bacha posh, indivíduos considerados como de um terceiro gênero, têm um destino mais triste: enquanto que a virgem juramentada pode permanecer no papel masculino durante toda a vida se assim desejar, no Afeganistão os bacha posh, ao atingir a puberdade, são forçados a reassumir a identidade feminina.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Igreja que interpreta Bíblia à luz dos direitos humanos realiza casamento comunitário gay na Paraíba

Descrição para cegos: Vários casais homoafetivos em abraço coletivo
dentro da igreja da comunidade metropolitana. Ao fundo cartazes com
a sigla ICM que consiste no nome da igreja.

Por Tereza Figueiredo

O mês de maio, conhecido como “mês das noivas”, é marcado pelo grande número de celebração de matrimônios. Em João Pessoa, maio será palco de um casamento comunitário não usual: as pessoas que se casarão são do mesmo sexo.
O matrimônio coletivo, previsto para o dia 29, será realizado na Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), pelo pastor Clísten Corgellys e pelo reverendo Igor Simões, e contará com a presença de um tabelião, para que as uniões, além dos efeitos religiosos, também gerem efeitos legais.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

“Desconstruindo Eva”: a real beleza feminina

Descrição para cegos: Silhueta de uma pessoa sentada. Dentro do
formato da silhueta tem escrito desconstruindo eva. Logo dos dois
lados da silhueta tem a marca da energiza e dados sobre a data
do evento.

Por Tereza Figueiredo

A fotógrafa Nih Fernandes realizará, em João Pessoa, uma exposição sobre a diversidade da beleza feminina, abordando as suas mais distintas faces.
A exposição, que é parte do projeto “Desconstruindo Eva”, ocorrerá de amanhã (2 de maio) até 2 de junho, na Usina Cultural Energisa, e tem como objetivo questionar os padrões de beleza impostos ao sexo feminino a partir de fotografias dos mais diversos tipos de mulheres.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

As virgens juramentadas da Albânia

Descrição para cegos: Imagem divida em três fotos. Na primeira
imagem à esquerda, a mulher kanun posa para foto em um campo aberto
apoiada numa bengala enquanto segura um cigarro. Já no lado direito
ela está em dentro de uma sala de estar falando com alguém, pode-se notar
móveis, almofadas e quadros ao fundo. Logo abaixo ainda no lado direito,
ela está de costas para uma parede olhando para o horizonte.

Por Tereza Figueiredo

Durante mais de cinco séculos, o Kanun foi passado verbalmente no norte da Albânia. Dentre os ensinamentos desse código de conduta merece destaque a tradição das virgens juramentadas, na qual meninas se consagram e abrem mão de uma vida sexual ativa e de sua feminilidade – ou qualquer vestígio que as identifique como mulheres - para assumir um papel masculino para o resto da vida.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Por que as mulheres se aposentam mais cedo?

Descrição para cegos: Uma carteira de trabalho e previdência social
numa superfície totalmente branca.

Por Tereza Figueiredo

O artigo 201, § 7º, incisos I e II, da Constituição Federal dispõe que, dentre outros requisitos para a concessão da aposentadoria, é necessário que se tenha 35 anos de contribuição e 65 anos de idade, se homem, e 30 de contribuição e 60 de idade, se mulher.
Com as reformas previdenciárias sofridas no início deste ano, a exemplo das modificações no período aquisitivo para a concessão de seguro-desemprego, especula-se acerca de uma possível substituição do fator previdenciário. Assim, surge o questionamento: será que, com a possível troca do fator previdenciário por outro mecanismo, permanecerá a diferença quanto à idade e ao tempo de contribuição para homens e mulheres? A provável resposta é que sim.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Precisamos falar sobre o aborto

Descrição para cegos:Jean Wyllys e sua base aliada em abraçado coletivo
dentro do seu próprio gabinete. No fundo a bandeira do Brasil, uma estante
um mapa e uma pintura em tela.

Por Camila Albuquerque

“Precisamos tornar essa pauta uma política pública, independente de ser contra ou a favor da interrupção voluntária da gravidez indesejada", anunciou o deputado federal Jean Wyllys em sua conta no microblogTwitter, no dia 24 de março, ao apresentar o projeto de lei que estabelece a política pública para saúde sexual e regulamenta a interrupção da gravidez indesejada – este último, o polêmico aborto.
O projeto, chamado de PL 882/15, prevê a legalização do aborto até 12 semanas de gestação no Sistema Único de Saúde (SUS), se a mulher assim o quiser, e também prevê que o Ministério da Educação invista em medidas para educação sexual e reprodutiva, inclusive levando para a escola conversas sobre a prevenção de gravidez não desejada. O texto frisa ainda a promoção de “uma visão da sexualidade baseada na igualdade, com prevenção à violência de gênero”.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Centenário de Ana Montenegro

Descrição para cegos: Imagem da Ana Montenegro em preto e branco.
Ao lado de Ana Montenegro há escrito a data de nascimento e a seguinte
 frase: Escritora, historiadora, advogada, poeta e militante política. Logo
acima tem a palavra centenário. A palavra centenário está curvada.
Já no rodapé se encontra a imagem da OAB Bahia.

Por Tereza Figueiredo

Ana Lima Carmo nasceu no Ceará, em 13 de abril de 1915 e, posteriormente, mudou-se para a Bahia, onde recebeu o título de cidadã. Formada em Direito e Letras, Ana Lima Carmo adotou o nome de Ana Montenegro, através do qual ficou conhecida pela sua luta em defesa dos Direitos Humanos.
Ana fundou a União Democrática de Mulheres da Bahia e participou da fundação da Federação Brasileira de Mulheres e do Comitê Feminino Pró-Democracia, sendo uma ativista dos Direitos Humanos até o seu falecimento, em 2006.